sexta-feira, 19 de junho de 2015

On a more cheerful note

Pode não haver próxima morada, mas há uma potencial futura viagem. Haja prioridades!


quarta-feira, 17 de junho de 2015

Até já

Até já, Lisboa. Vou um ano mais velha mas gostei muito de cá estar. Matei saudades das amêijoas, das bolas de Berlim, das cerejas bem escurinhas, do pão (!) e da bica. Tentei guardar a tua luz na memória para quando tiver saudades, e vou voar num lugar do corredor para não te ver ficar para trás. Digo até já mas a verdade é que não sei quando volto: pode ser em Setembro, em Novembro ou só no Natal. Mas eu volto, sempre.

quarta-feira, 10 de junho de 2015

Está calor pela pátria. Mal abriram as portas do avião e pus o pé nas escadas achei que me tinha enganado e estava algures no Médio Oriente tal foi o bafo quente que me fez repensar a tshirt preta que tinha escolhido. Isto é estranho, eu sei, mas a verdade é que eu já não me lembrava do calor assim mais a sério, é que na ilha também há bom tempo mas é diferente, o calor não tem o mesmo cheiro (eu juro que existe um cheiro característico!) e o sol não é verdadeiramente quente. Aliás, achei que ia viver bem um verão sem praia nem piscina e chego aqui e penso que isso é uma péssima ideia e que eu devia arranjar qualquer coisa para Setembro, pelo menos. Que isto de esperar pelo verão noutro hemisfério não foi das melhores ideias que já tive, não. Ainda por cima, agora estou aqui a fazer um relatório com vista para os meus vizinhos na piscina e uns quantos almoços nas varandas e terraços aqui à volta. Dá-me vontade de ir lá perguntar-lhes se eles fazem ideia do privilégio que isso é. Uma pessoa vai atrás dos sonhos por este mundo fora para regressar e perceber como a qualidade de vida está do outro lado da janela, no sítio de onde partiu.

terça-feira, 9 de junho de 2015

A melhor viagem

Por muitos sítios que conheça, a melhor viagem continua a ser o regresso a casa. Vou cumprir a tradição de comer amêijoas à bulhão pato no dia dos meus anos, vou voltar aos arraiais de Santo António, matar saudades de caldo verde e até comer sardinhas (coisa de que nunca fui grande fã, confesso), porque tradição é tradição. Vou passear na feira do livro e estragar o orçamento, comprar pastéis de Belém e tomar a bica com uma bola de Berlim na pastelaria do bairro, mesmo que toda a gente saiba que as melhores bolas são as do Guincho (ou pelo menos o meu eu de 4 anos acha que sim. e o meu eu actual também...). Emigrante tem direito a todos os clichés. Apesar de não poder aproveitar a pátria como se estivesse de férias (o trabalho vai ter de ir atrás), vou estar em casa com a minha gente no melhor mês do ano (e há lá sítio mais bonito do que Lisboa em Junho?). Vou buscar roupa de verão (que aqui também há disso, ou kind of) e rechear a mala com coisas da pátria que hei-de promover entre os amigos de cá (fico à espera de uma condecoração do Cavaco pelos meus serviços de marketing).
Agora, vou a caminho do meu lugar à janela, ritual que faço questão de manter desde que sou emigrante. Porque gosto de saborear cada regresso por mais vezes que voe e porque não há aterragem mais bonita do que esta. Até já, Lisboa!

sexta-feira, 5 de junho de 2015

Esta coisa da liberdade

Uma vez ouvi um milionário dizer que não era o dinheiro que lhe trazia felicidade mas sim a liberdade que este lhe proporcionava. E acho que só há pouco tempo percebi verdadeiramente o significado de tal afirmação. Apesar de (infelizmente) não me ter saído o euromilhões, sou hoje uma mulher mais livre do que alguma vez fui. E se isso começou por ser um pensamento aterrador (afinal, por onde começamos quando temos o mundo inteiro como opção?) não há sensação mais libertadora do que nos sentirmos a caminho do que somos.


segunda-feira, 1 de junho de 2015

é-se sempre criança na feira do livro

Hoje acordei com vontade de ir à Feira do Livro. Apetece-me passear pelo parque e ter uma imensidão de livros na minha língua, que isto de comprar pela Internet não é a mesma coisa. E depois há todo o reviver da experiência, que lembra o início das férias de verão e o reabastecimento de stock de livros para ler antes de começarem as aulas. Acho engraçado como para a grande maioria das pessoas que conheço a ida à Feira do Livro é uma velha tradição, uma extensão da infância, onde quase que sentimos que vamos ali comprar mais um livro da colecção "Uma Aventura", mesmo que já tenham passado décadas desde a última vez que lemos um. Talvez a Feira do Livro me traga um bocadinho desse sentimento. Mesmo que a feira da minha infância tenha sido a de Cascais, a verdade é que aprendi a gostar da de Lisboa e desde que "cresci" que passou a ser minha feira. Os livros "Uma Aventura", esses, foram comprados no Jardim Visconde da Luz, com direito aos verdadeiros gelados do Santini e a pulseiras de missanga compradas nas ruas da vila. Nunca voltei a comprar um livro na feira em Cascais, mas quando um dia tiver filhos gostava que as suas colecções se iniciassem ali, com um gelado de baunilha e chocolate e direito a uma volta nos baloiços do jardim ao pé da casa da minha avó.

sexta-feira, 29 de maio de 2015

Globalização

Uma portuguesa e dois taiwaneses a jantar num restaurante tailandês de uma pequena cidade inglesa. Isto, meus amigos, é a globalização.