quarta-feira, 27 de maio de 2015

Por aí

Ora portantos, estive aqui a pensar e há imensas coisas que me faltam visitar aqui pela ilha. Dado que o tempo é de momento limitado, estabeleci as minhas prioridades em função da facilidade de execução, pelo que estão excluídos os passeios a cidades e são apenas visitas a sítios específicos. Fica a listinha para servir de inspiração (aviso já que é quase tudo extremamente geek).

Bletchley Park, que serviu de inspiração ao filme "The Imitation Game". Um museu dedicado à Segunda Guerra Mundial e à análise de mensagens encriptadas. O que há para não gostar?

Legoland. So. Much. Want. Nem é preciso explicar.

National Space Centre. Much. Want. Se alguém tiver crianças que me "empreste" para eu poder visitar o museu sem parecer muito mal, digam-me.

Nem precisa de descrição, pois não?

sexta-feira, 15 de maio de 2015

The final countdown, turururu

Esta coisa de o tempo passar depressa é um sinal de que estamos a ficar velhos, não é? Eu pelo menos lembro-me de ser pequena e uma hora ser uma eternidade quando agora parece que tudo dura míseros minutos - pois se ainda ontem era Natal e hoje já estamos a meio de Maio (conversa que, aliás, me faz lembrar a minha avó). Tenho demasiadas coisas para fazer para meu próprio bem, e acho que um time-turner da Hermione vinha mesmo a calhar, umas 48 horas por dia até ao final do Agosto e a coisa fazia-se. Agora assim, não sei. Começo a perceber que não vou ter verão nem pé na areia, mas também em Dezembro há muito sítio onde me posso estender à beira-mar, é preciso é não desesperar. E se souberem de alguma mezinha para ser assim super mega eficiente e concentrada, digam, que eu ando a precisar disso. 

terça-feira, 12 de maio de 2015

Internem-me já

O dia em que uma amiga portuguesa, de passagem pela capital britânica, me convida para jantar e remata com um "encontramo-nos às 20.00, ok?" e a primeira coisa que eu penso é "mas isso é TARDÍSSIMO". E é assim, meu amigos, no dia em nos sugerem uma hora perfeitamente normal para jantar e nos soa a um convite para irmos comer lá para as 10 ou 11 da noite é o dia que marca oficialmente o princípio do fim. Eu juro que ia sugerir um jantar às 18.30, 19h na loucura, mas já não tive coragem. 8 da noite it is.

sexta-feira, 8 de maio de 2015

Cam again *

Então cá estamos outra vez, parece que o pessoal achou por bem pôr mais uns pregos no estado social e aí estão os conservadores para mais um mandato. Assim sendo... é para fazer já as malas ou vão dar algum tempo a esta imigrante para arrumar a tralha?

* Título roubado a um artigo que vi no Twitter, de um jornal que já não me lembro. Hi5 pela precisão de referência que acabei de dar.

quinta-feira, 7 de maio de 2015

Spooky

Em dia de General Election temos carrinhas que apelam ao voto com uma voz monocórdica "Vote for UK, vote for change". O pior é que depois soam umas 2 ou 3 badaladas, em tom solene, ali a roçar o ambiente de filme de terror. Não sei de quem foi esta ideia, sinceramente.

domingo, 3 de maio de 2015

My kind of Sunday

Brunch em Covent Garden, ver montras, descer para o musical, lanchar um crepe de banana e nutella e voltar para casa. Ainda tive direito a uma bandeirinha de um jornal para comemorar o novo royal baby (sim, vi a BT tower em cor de rosa e o seu "it's a girl") e encontrei uma portuguesa na padaria onde comprei croissants (ao contrário de amigos portugueses que me visitam, eu adoro encontrar emigrantes e trocar meia dúzia de palavras na língua de Camões). Como sempre, estava imensa gente na capital, voltei a cansar-me dos turistas que ficam parados no topo das escadas rolantes, mudam de direcção de repente ou simplesmente ocupam o passeio todo, mas Londres vale sempre a pena.

sábado, 25 de abril de 2015

O meu 25 de Abril

Nunca o conheci mas herdei-lhe o hábito de escrever listas (raro numa família de despistados), o gosto pela leitura e pela escrita e, sem saber como estas coisas passam pela genética, o sentido de humor. Neste dia lembro-me sempre dele e lamento ainda mais que não nos possamos ter cruzado. Gostava de poder ler os seus textos, de lhe conhecer o jeito excêntrico, de ouvir as suas opiniões. Não sei se gostaria que visse o país de agora porque talvez lhe destruísse os sonhos mas gostava imenso que soubesse como a minha mãe é tanto dele, mesmo que ela lhe tenha dado o desgosto de não seguir as suas pisadas no Direito.
É por causa dele que nunca deixo de ir votar. Porque fez a neta prometer que nunca iria abdicar desse direito. Defensor da justiça e da liberdade de expressão, era um homem de palavra e de palavras, que falava com os netos como se fossem gente grande mesmo quando ainda eram pequenos, os ensinou a dizer à PIDE que "é muito feio ser bufo" e que os fez perceber que a palavra de honra é um contrato que não precisa de qualquer papel. Foram várias as ocasiões em que se esquivou à censura num jogo de toca-e-foge com as autoridades, onde, segundo ele, lhes testava a inteligência. Apesar de tudo, foram também muitas as vezes em que foi preso pelos seus ideais, por não ser indiferente à injustiça, por "não conseguir estar sossegado", lá diria a minha bisavó, adepta fervorosa do conformismo.
O 25 de Abril vai ser sempre o aniversário do dia mais feliz na vida do meu bisavô. Da sua esperança num futuro melhor, onde o Direito existe e os homens não são presos pelo crime de ter uma opinião diferente. E é sempre o dia em que eu lamento não ter tido a oportunidade de lhe dizer o orgulho que é ser sua bisneta. É assim que a cada 25 de Abril relembro o meu próprio herói da liberdade. O seu legado, esse, vive 365 dias por ano. E em cada ida à urnas. E, no fundo, cada vez que aqui escrevo.