Acho que tenho um problema: toda a Europa começa a parecer-se-me um grande e único país, especialmente ali ao centro. Tinham-me dito tão bem de Budapeste que eu esperava uma cidade linda, qualquer coisa entre a cidade encantada e o cenário de um filme, mas afinal é um bocadinho mais do mesmo. É uma mistura de Praga com Berlim, e mais uma cidade desse país que é a Europa Central. Sim, é um destino engraçado, excelente para passar um fim de semana prolongado, que se faz muito bem a pé e onde se tiram boas fotografias, mas não me trouxe o "uau" de que estava à espera. Tem recantos lindos e zonas decadentes logo a seguir, nota-se a herança gloriosa do império Austro-Húngaro, mas achei que as cicatrizes das guerras ainda se fazem sentir. Tem o seu encanto junto ao rio mas o charme de Lisboa põe a cidade a um canto (aliás, tenho chegado à conclusão que quanto mais viajo mais gosto da minha cidade). Desculpa, Budapeste, it's not you, it's me.
Recomendo vivamente a visita ao Parlamento e sugiro que comprem os bilhetes online para evitarem as filas (comprando online, é só imprimir, nem sequer é preciso ir levantá-los na bilheteira). O edifício é lindo por fora e por dentro, e apesar de a visita ser relativamente curta vale imenso a pena!
A Igreja de Santo Estêvão é linda. A entrada não é paga, mas é sugerida uma doação para entrar.
A icónica Chain Bridge, paragem (e travessia!) obrigatória.
O Bastião do Pescador é pago se quiserem percorrer a muralha completa. Nós pagámos no espírito de "não voltamos cá, why not?" mas se quiserem evitar essa despesa extra podem ir um bocadinho mais à frente para uma vista semelhante.
Gostei ainda de visitar o Mercado e deu um excelente abrigo para a chuva/neve com que Budapeste me brindou no primeiro dia!
Junto à Praça dos Heróis encontrámos um mercado com comida e produtos tradicionais, cheio de turistas e locais e que contrastava com o sossego das ruas no Domingo de Páscoa.
Umas últimas notas para dizer que
a) cidade se faz bem a pé e não fiquei propriamente no centro (estava junto à Casa do Terror, antigo edifício das SS), pelo que acreditem que o uso de transportes públicos é perfeitamente dispensável.
b) recomendo o Café Pierrot, no bairro do Castelo. Comida excelente e empregados super simpáticos, se quiserem descansar do turismo e comer num ambiente sossegado, fica a dica!
Agora é tempo de planear a próxima viagem!



