Não só é de um humor incrível como ainda reúne algumas regras interessantes de gramática e vocabulário. Recomendadíssimo a todos aqueles que querem saber um pouco mais de Inglês e rir-se com as piadas so very British da autora.
quinta-feira, 26 de março de 2015
quarta-feira, 25 de março de 2015
Not meant to be
It was just not meant to be, e não faz mal. Talvez tudo tenha mesmo o propósito de nos ensinar qualquer coisa, de nos tornar melhores, ou talvez isso seja só uma conversa que inventámos para nos sentirmos melhor. Mas a verdade é que, de uma forma muito estranha, me sinto livre. Se tudo me tivesse corrido como planeei, talvez eu não estivesse aqui e uma parte de mim tivesse ficado por cumprir. Talvez fosse simpático não ter sido preciso amputar a alma, ou talvez isto funcione como a fénix e tenha mesmo de arder para renascer. Acho (e tenho quase medo de o dizer) que me curei do "podia ter sido". It was not meant to be. E percebi, com surpresa, que ainda bem que não foi.
terça-feira, 24 de março de 2015
segunda-feira, 23 de março de 2015
Os pais new age
Estou cansada dos pais new age. Os mesmos que acham que as vacinas são uma invenção do demo e que só infectam as criancinhas para satisfazer os interesses de multinacionais. Porque o meu filho nunca levou uma vacina e nem uma constipação teve, já o filho da vizinha, é o que se vê, é só febres e tosses, uma desgraça. Mais do que cansada, estou estupefacta e assustada por haver doenças que estão a regressar em força. Tanto que já tinha sido conseguido e agora vimos dizer que isto da ciência e dos estudos é tudo uma máfia, tudo para enganar as massas. Fico doente dos nervos com estas coisas. É pena não haver vacinas contra a estupidez.
domingo, 22 de março de 2015
Bolo de memórias
A minha bisavó paterna foi governanta numa casa senhorial durante a juventude. Lembro-me de ser pequena e achar super exótico, quase ao nível de uma qualquer história de encantar que ela me contava todas as tardes. A minha bisavó foi a minha inseparável companheira de brincadeiras até eu entrar na escola primária e, apesar da idade, deitava-se no chão e fazia comigo a ginástica que passava na Rua Sésamo. Tinha a paciência que ninguém tinha para criar grandes comboios de cadeiras cor de rosa que ocupavam todo o corredor de casa e onde depois sentávamos os bonecos. E desmanchar tudo a seguir, para brincarmos a outra coisa qualquer. Porque a minha bisavó sabia brincar a sério e não como um adulto que está só a entreter uma criança. A minha bisavó foi a minha verdadeira avó de entre as avós. Sim, a minha avó fazia as melhores batatas fritas do mundo (mesmo) e tricotava-me as camisolas de lã mas a minha bisavó é que tinha tempo, é que me fazia as vontades e que me dava sempre mais uma bolacha Maria e que fez pacientemente o vestido da minha primeira comunhão, perfeito no corte e na costura (coisa que eu quero muito encontrar e, quem sabe, guardar para uma filha minha). Quando eu era pequena, a minha avó paterna ainda trabalhava, pelo que "ir para casa da avó" durante a semana significava passar o dia com a minha bisavó e a empregada, que me deixavam sempre lamber as colheres e as taças dos bolos e com quem eu fazia rissóis, empoleirada em cima de um banco (não digam à minha mãe). Lembro-me de ver a Filipa Vacondeus na televisão, enquanto a tábua de passar era a minha casinha de brincar, com os lençóis a fazer de paredes. E o sótão era um sítio de difícil acesso mas pelo qual eu tinha um fascínio inexplicável, com todas as caixas e recordações que por lá se acumulavam.
Hoje lembrei-me da minha bisavó enquanto fazia um bolo. Apesar de já não ter de pedir autorização a ninguém, sinto sempre que estou a cometer um pequeno delito quando lambo a colher, um delito que me era consentido naquelas tardes em casa da minha avó. Perdi a minha bisavó com os meus 8 ou 9 anos e tenho pena que ela tenha faltado a tantos momentos da minha vida. Tenho a certeza que teria o maior orgulho na pessoa que me tornei e um sem fim de histórias que nunca me chegou a contar. Para além disso, eu gostava muito que ela provasse o meu bolo de chocolate.
sexta-feira, 20 de março de 2015
Emigrantes do meu país
Atentem no que vos digo: nunca assumam que ninguém vos entende só porque estão no estrangeiro e que por isso podem ter as conversas que quiserem ao telemóvel. É que há sempre um português à vossa volta, sempre. Especialmente quando não o esperam!
A poesia num eclipse
Um dos meus amigos indianos disse-me que, na Índia, as pessoas não saem de casa em dia de eclipse. Segundo ele, é porque "the air becomes sad". E eu acho que esta foi a superstição com a explicação mais bonita que já ouvi!
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