sexta-feira, 20 de março de 2015

A poesia num eclipse

Um dos meus amigos indianos disse-me que, na Índia, as pessoas não saem de casa em dia de eclipse. Segundo ele, é porque "the air becomes sad". E eu acho que esta foi a superstição com a explicação mais bonita que já ouvi!

sábado, 14 de março de 2015

Throwback anos 90

O meu sonho de criança era cantar nos Onda Choc. É verdade, eu confesso. Como tal nunca se concretizou, eu e as minhas colegas de turma fizemos os nossos próprios Onda Choc (com espectáculos e tudo, ah pois) onde cantávamos os grandes êxitos do grupo. Não sei o que pensar do facto de ainda saber as letras todas de cor e até mesmo partes de algumas coreografias (se calhar devia libertar este espaço na memória para coisas mais úteis, não?) mas achei que hoje era um bom dia para publicar no blog a música que mais gostava de cantar. Considerem isto o meu web-momento-embaraçoso (e felizmente que não há provas de tais acontecimentos!). Ah, e eu tinha mesmo um chapéu como aquele.


quinta-feira, 12 de março de 2015

Londres

Acordei às 5 da manhã e apanhei o comboio às 6. Gosto de partilhar a carruagem com as várias pessoas de fato que escrevem furiosamente nos seus computadores enquanto bebem o seu café do Costa e espreitam as gordas do jornal. Gosto de chegar a Londres com o sol do início da manhã, quando a cidade começa a acordar para mais um dia. Fico contente por chegar antes da multidão e ter um lugar para me sentar no metro, observar as pessoas, ver que livros lêem, que notícias chamaram a sua atenção no jornal. Adoro manhãs, adoro mesmo! Não tenho paciência para me encostar à direita e subo as escadas rolantes até sair do metro, sento-me no primeiro banco que encontro e troco as sabrinas pelos saltos, bebo o café da praxe. Quando aqui não venho acho sempre que podia mudar de país, podia ir para França (mas há lá tantos franceses, valha-me deus), podia ir para a Alemanha, que durante tanto tempo foi a minha primeira ideia enquanto tirava o curso, podia viver em quase todo o lado, que uma alma nómada como eu é mesmo assim. Mas depois chego a Londres (e à minha casa de sempre, Oxford) e penso, caramba, eu gosto mesmo desta ilha. Gosto do sotaque, que tenho sempre vergonha de fazer em Portugal ou com amigos estrangeiros porque parece que nos estamos a armar aos cucos mas que aqui me sai naturalmente. Gosto das piadas que perfeitos desconhecidos fazem nos transportes (embora não tão comum em Londres, onde ninguém fala com ninguém). Gosto das livrarias, das casas de tijolo avermelhado, do "hi, are you alright?", dos pubs, das salt and vinegar crisps, de como os britânicos conseguem ser ao mesmo tempo "put together" e acessíveis. Gosto de como aqui me sinto em casa, coisa que nunca senti na Holanda. Talvez seja uma química qualquer que sentimos pelos sítios, tal como sentimos pelas pessoas. E por isso, desta vez, antes de entrar novamente no metro e vir para casa, abrandei o passo na London Bridge. E dei por mim a pensar que não sei se vou ficar feliz a ter de me ir embora em Setembro, que gostava mesmo de encontrar um trabalho interessante na capital (mandar às urtigas os sonhos de carreira na área A, B ou C, que, guess what, não passam por esta cidade), conseguir pagar o preço exorbitante que aqui pedem por um mísero T1 e mudar-me de armas e bagagens para a melhor capital de sempre. O meu eu de 12 anos ia delirar este com este plano (e eu também!). E podem vir os meus amigos dizer "ah mas por que raio queres tu viver em Londres? blablabla qualidade de vida é aqui a norte blabla muito caro blablabla". Cansei de explicar.


segunda-feira, 9 de março de 2015

Canterbury

Fui finalmente à mothership da Igreja de Inglaterra: Canterbury. Tive a sorte de estar um dia lindo e apanhar um ensaio do órgão da catedral, o que tornou a visita ainda mais especial. A catedral é lindíssima e imponente, tem até vários andares (!) e o recinto conta com diversas casas e relvados, o que lhe dá uma atmosfera única. Recomendo a quem queira conhecer mais do que a capital, embora não seja a minha primeira sugestão de must see a quem tem menos tempo (mas claro que depende um bocado dos gostos e das preferências de cada um, até porque há mais museus para além da catedral). De comboio é apenas 1h30 desde London Euston e o preço, admitindo que comprava um bilhete para a próxima semana, fica por volta das 45 libras (ida e volta).
Vamos às fotos.



















Nota: O comboio é um bom meio de transporte aqui pela ilha, mas vejam com atenção o site do National Rail porque quando os destinos começam a ser longe os bilhetes advance permitem um desconto simpático, embora só permitam viajar no comboio e hora marcados.

quinta-feira, 5 de março de 2015

Sim, eu ainda vejo



Have we used up all our happy? Are you ever afraid of that? That this is all there is now?  It’s like I had a certain amount of happy that was supposed to last my whole life and I’ve used it all up. Do you think that is true? (Grey's Anatomy)


terça-feira, 3 de março de 2015

segunda-feira, 2 de março de 2015

Foi bonita a festa

Quase que soltei uma lagriminha quando a noiva entrou e depois quando lhes dei os parabéns, não consegui respirar bem durante o discurso, tremi a mão durante o brinde e nem me lembro se olhei para onde devia, acho que vou pedir um do-over. Mas o afilhado gostou e isso é que importa. Foi bonita a festa. Agora aguardo ansiosamente a foto "class of 2005" que tirámos por gozo na photo booth com a ajuda de acessórios foleiros. Não cheguei a ter nenhuma foto de curso oficial, mas esta é perfeita, mesmo que tenha apenas duas pessoas com chapéus duvidosos e a fazer caretas. Afinal, tem tudo aquilo que ficou de verdadeiramente importante.