terça-feira, 17 de fevereiro de 2015

Agnes, a agente de viagens

Acabei de fazer um itinerário de Londres para a Páscoa que se aproxima. Foi a viagem mais difícil de planear porque eu quero mostrar TUDO aos meus amigos e só tenho 3 dias para lhes provar como esta é a melhor cidade do mundo (ok, NYC é NYC). Se esta lista interminável que tenho para cada dia for mesmo possível de realizar, prometo que ponho os detalhes aqui no blog, com restaurantes e tudo (uns são os melhores de sempre - my 2 cents only, outros vou experimentar pela primeira vez), tendo em atenção que será sempre um roteiro super turístico porque quem não conhece quer sempre ver a santíssima trindade (Big Ben, Buckingham Palace, Piccadilly) e não podem faltar os básicos Downing Street, Notting Hill, Harrods ou Camden Town. Apesar de tudo estou aqui entusiasmadíssima e mal posso esperar que chegue o último fim de semana de Março!

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2015

Class of 2005

Vi por acaso as fotografias do Carnaval da minha antiga escola (evento que eu sempre detestei) e percebi como o meu ano já é vintage e fica perdido numa lista de cartazes e temas recordados nas celebrações deste ano. Afinal, foram 10 anos. 10 anos desde o baile de finalistas, a tradição mais enraizada na escola, com direito a valsa coreografada e ensaiada 3 meses antes até à perfeição (ou direi exaustão?). Ainda hoje sei os primeiros 3 ou 4 passos e consigo ouvir o "UM, dois, três... UM, dois, três" da ensaiadora, assim mesmo com ênfase no UM). Com alguma competição de uns anos para os outros, a valsa era o momento alto da noite e, sendo totalmente imparcial (cof cof) a nossa foi a mais bonita de todas as que vi na era pré-2005. Class of 2005, acreditam que vai fazer 10 anos em Março? Quantas vidas se passaram desde o "um, dois, três"? Muitas. Mas esta continua a ser a melhor das valsas e se eu fechar os olhos consigo voltar a Março de 2005 e aos meus 17 anos.


sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

Inglaterra, os feriados e as apostas

Descobri no feed do Facebook que o Carnaval está à porta e eu não fazia ideia. Nunca foi data de que gostasse particularmente, verdade seja dita, mas aqui em Inglaterra é evento que passa despercebido (não sei como é nas escolas, por acaso, mas ainda não vi pequenas pessoas a passearem quaisquer máscaras...). Feriados agora só em Abril, com a Páscoa, que traz sempre a sexta e a segunda de folga. Não temos o dia do trabalhador nem qualquer feriado semelhante ao Queen's Day na Holanda ou ao dia de Portugal. Gosto que, caso o feriado seja um sábado ou domingo, o mesmo seja "celebrado" na segunda feira seguinte, é muita generosidade por parte da Lizzie. E por falar em Lizzie, acho imensa piada quando a grande questão nacional passa a ser se há ou não feriado quando nasce um novo príncipe, já que no dia de casamento do William e da Kate houve "ponte" e o povo gosta é de um dia de folga, ora pois claro. Claro que logo a seguir vêm as apostas, que isto é pessoal que gosta de apostar se é rapaz, se é rapariga, qual o nome e por aí fora, qualquer tópico serve e, por exemplo, nas questão dos nomes há opções mais "valiosas" que outras. Assistir a tais discussões é simplesmente genial! Sempre a aprender como funcionam as coisas pelo Reino.

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015

Selma


Enquanto via o filme, para além do horror, só me ocorria um pensamento: como é possível que tudo isto tivesse acontecido no país que nessa mesma década pôs um homem na lua?

domingo, 8 de fevereiro de 2015

Associações... literárias?

Entrei na Waterstones cá do sítio naquela de ver as novidades. Claro que saí de lá quase 1 hora depois, um exagero. Adoro tudo, desde os óbvios livros aos jogos, aos cadernos e outro material escolar. Era mulher para comprar um de cada, o que não faria bem à carteira nem às caixas de uma futura mudança (sim, eu penso sempre nisso). E depois, numa daquelas associações parvas que o meu subconsciente faz, fiquei a pensar.. E se eu sair da ilha e voltar para a Europa? (notem que agora também digo Europa, como se eu na verdade vivesse na Ásia... não estou orgulhosa desta minha nova característica, adiante). Onde vai estar a minha Waterstones cheia de coisas giras e em inglês, ainda por cima disponível a 5 minutos de casa e em qualquer esquina por este país fora? Sempre tive em mim este espírito nómada, que muda de morada quase como quem muda de camisa, mas gosto desta ilhota e dos seus habitantes, sinto-me em casa. E pela primeira vez desde que cheguei caiu-me a ficha: Setembro pode-me mesmo trazer outra casa, noutra língua, sem Waterstones. E tive saudades.


Cambridge

Ou somos Cambridge ou somos Oxford, não há outra opção, é uma camisola ou outra. É uma constante disputa pelo número de prémios Nobel, primeiros-ministros, condecorações e boat races. Eu sou team Oxford, mas esta semana fui ser turista em Cambridge. Estava quaaaase com medo de gostar mais e vir a dar razão a quem diz "ah mas Cambridge é mais fofinho", mas afinal não há razão para alarme, pessoas, Oxford dá 15 a 0, é que é 15 a 0! Claro que há partes giras em Cambridge (gostei sobretudo dos cafés e das lojas de doces e chocolates), sim senhor. Aqui ficam algumas fotos para recordar o dia de chuva e neve à mistura (acho que Cambridge sentiu que eu era "dos outros" e tentou retaliar). Tenho de voltar num dia de sol para me aventurar no punting, mas com um "profissional" a remar, que não quero repetir as memórias traumáticas do punting em Oxford...











Perguntam-me muitas vezes se  não estou farta de dias cinzentos e se não está sempre a chover. O que me chateia mesmo é haver dias com esta luz quando não chove, onde não há sol nem há nada, só este tom esbranquiçado, que deixa tudo baço. Faz-me falta a luz e a cor, por isso é que agora aproveito cada dia de sol que por aqui existe. O azul de Lisboa, esse é que não existe em mais lado nenhum, e às vezes faz-me falta. Por isso, e à falta de melhor, fui tirar a fotografia da praxe, e visitei Portugal sem sair de Inglaterra. Tão bom.


terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

Estrangeiro em toda a parte








Sentirmo-nos mesmo estrangeiros é o que acontece quando vivemos num sítio e percebemos que não lhe pertencemos. Tudo é diferente, desde a formiga mais microscópica até ao monumento mais gigantesco. Não percebemos a razão por que as pessoas dizem certas coisas, mesmo quando já aprendemos a língua razoavelmente. Até podemos conseguir comunicar um conceito bem complexo na nova língua, mas naquela pequena cavaqueira engraçada à mesa do café há muita coisa que nos escapa. Sentimo-nos desesperadamente sozinhos quando ficamos excluídos do tipo de conversas que começam com “lembras-te quando…?”. Carregamos uma vida inteira de histórias não-partilhadas. Não é assim surpreendente que os estrangeiros tendam a reunir-se, quando estão no país que não é deles. Podem comungar no facto das suas histórias não-partilhadas.