domingo, 8 de fevereiro de 2015

Cambridge

Ou somos Cambridge ou somos Oxford, não há outra opção, é uma camisola ou outra. É uma constante disputa pelo número de prémios Nobel, primeiros-ministros, condecorações e boat races. Eu sou team Oxford, mas esta semana fui ser turista em Cambridge. Estava quaaaase com medo de gostar mais e vir a dar razão a quem diz "ah mas Cambridge é mais fofinho", mas afinal não há razão para alarme, pessoas, Oxford dá 15 a 0, é que é 15 a 0! Claro que há partes giras em Cambridge (gostei sobretudo dos cafés e das lojas de doces e chocolates), sim senhor. Aqui ficam algumas fotos para recordar o dia de chuva e neve à mistura (acho que Cambridge sentiu que eu era "dos outros" e tentou retaliar). Tenho de voltar num dia de sol para me aventurar no punting, mas com um "profissional" a remar, que não quero repetir as memórias traumáticas do punting em Oxford...











Perguntam-me muitas vezes se  não estou farta de dias cinzentos e se não está sempre a chover. O que me chateia mesmo é haver dias com esta luz quando não chove, onde não há sol nem há nada, só este tom esbranquiçado, que deixa tudo baço. Faz-me falta a luz e a cor, por isso é que agora aproveito cada dia de sol que por aqui existe. O azul de Lisboa, esse é que não existe em mais lado nenhum, e às vezes faz-me falta. Por isso, e à falta de melhor, fui tirar a fotografia da praxe, e visitei Portugal sem sair de Inglaterra. Tão bom.


terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

Estrangeiro em toda a parte








Sentirmo-nos mesmo estrangeiros é o que acontece quando vivemos num sítio e percebemos que não lhe pertencemos. Tudo é diferente, desde a formiga mais microscópica até ao monumento mais gigantesco. Não percebemos a razão por que as pessoas dizem certas coisas, mesmo quando já aprendemos a língua razoavelmente. Até podemos conseguir comunicar um conceito bem complexo na nova língua, mas naquela pequena cavaqueira engraçada à mesa do café há muita coisa que nos escapa. Sentimo-nos desesperadamente sozinhos quando ficamos excluídos do tipo de conversas que começam com “lembras-te quando…?”. Carregamos uma vida inteira de histórias não-partilhadas. Não é assim surpreendente que os estrangeiros tendam a reunir-se, quando estão no país que não é deles. Podem comungar no facto das suas histórias não-partilhadas.





quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

É sempre um regresso a casa

Vou fazer de guia a uns amigos em Londres e estou aqui super contente a fazer planos e roteiros. Que alegria poder mostrar a cidade a quem vem pela primeira vez! Voltar a ser turista e repetir Buckingham Palace, Big Ben, London Eye, Madame Tussauds, Hyde Park, o eterno Harrods, Oxford Street e Piccadilly. Poder levar a minha máquina de "fotógrafa a sério" e tirar finalmente fotografias decentes da cidade (tenho fotografias de tantos sítios e nenhumas de jeito de Londres, isso pode lá ser!). Quero muito voltar a ser turista (mas saber onde ir comer e conhecer os atalhos), partilhar uma das minhas casas com amigos e construir novas memórias numa cidade que precisa urgentemente de estar associada a novos eventos e novas pessoas. Posso já ter visitado Londres umas 500 vezes e ter perdido o sentimento de "estar a fazer uma viagem" mas a verdade é que não deixou de ter o seu encanto. No fundo, continuo a ser a mesma miúda de 12 anos que sonha com uma casa com vista para o Tamisa.


quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

Terapia de compras

Fiz as pazes com a Topshop. Não é bem fazer as pazes porque eu nunca tinha comprado lá nada, mas apaixonei-me por um fato de banho e decidi arriscar. Primeira dica, pela vossa saúde vejam bem as medidas do dito na internet! Eu, que uso sempre o número mais pequeno em qualquer loja, comprei o número 10...10!!! Assim mesmo, com 3 pontos de exclamação! Ainda encomendei o 8 mas não me passava nas ancas e quando recebi o 10 ainda tive ali uns microsegundos em que pensei "não, não vai dar", mas deu, já tenho fato de banho à la Olivia Pope e estou aqui muito feliz. Vamos ignorar que não só moro longe do mar como vivo num país que tem verão uns... 5 dias por ano? Mas isso agora não interessada nada como diria a Teresa Guilherme! Depois disto vou dar uma oportunidade à Topshop, até porque fica a 5 minutos a pé de minha casa (eu comprei o fato de banho pela internet porque não havia em stock, ok? não sou assim tão preguiçosa).


terça-feira, 27 de janeiro de 2015

Gosto mesmo

Gosto quando tenho as segundas feiras livres. Mesmo que isso signifique que vou passar parte do dia a mudar lençóis, aspirar a casa ou limpar o pó. Gosto de poder acordar às 9h, tomar o pequeno almoço com calma, ir ao centro ver as montras e tomar um café. Gosto de arrumar a casa e pôr velas de baunilha, de ter um dia ao meu ritmo enquanto lá fora o mundo já acordou para mais uma semana. Gosto mesmo de segundas com sabor a sábado. Ontem foi uma delas.

segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

Munique

Munique era mais uma passagem para Salzburgo do que um objectivo principal, mas a verdade é que acabei por gostar imenso daquela cidade alemã. Tal como me aconteceu quando fui a Copenhaga, dei por mim a pensar que era pessoa para viver feliz por ali. E com esta vida de nómada, quem sabe, não é? Visitá-la no Natal deu um toque mais especial e... mais um mercado para a minha colecção! Com isto, decidi abandonar a minha colecção de postais, que mantinha desde os 6 anos (yup, é assustadora a quantidade de tralha que tenho) e vou começar a trazer enfeites de Natal para a árvore.
Aproveitei a visita para ir ao Neuschweinstein, o castelo "da Disney", sem dúvida o programa mais turístico que fiz nos últimos tempos (mais um bocadinho e sentia-me como nas filas do Vaticano) mas que valeu muito a pena! Como sou pessoa de tirar TODAS as fotos clichés tive que ir procurar a ponte de onde se tem a vista mais famosa do castelo (está ali em baixo). Ora... eu já sabia que a ponte era pequena e estreita porque tinha cuscado na internet, o que eu não esperava era vê-la completamente cheia de turistas e sentir o chão de madeira a baloiçar a partir do momento em que consegui entrar! Estive 2 minutos na ponte, estilo missão militar "entrar, chegar à grade, tirar a fotografia, voltar". Assustador, sobretudo para mariquinhas como eu (as alturas dão-me tonturas, e as multidões não ajudam).
Não são certamente as melhores fotos, mas achei que eram das que melhor retratavam a viagem, por aqui estão.





 


 O museu da BMW é um programa engraçado, mesmo que não sejam os maiores fãs de carros, eu adorei!



Eis a foto da bucket list!

 

Esqueci-me de dizer ali em cima, contem com um dia inteiro para visitarem o castelo, entre viagens de comboio (leeeento), autocarro, subir a colina, comer (já agora...), etc. Ainda por cima no inverno anoitece cedo, por isso o dia parece ainda mais pequeno. Se quiserem visitar o castelo por dentro (ouvi dizer que não vale a pena, das reviews que li no TripAdvisor), aconselho a comprarem o bilhete online, com um slot específico, já que a fila para as reservas era bem mais pequena do que para quem não tinha marcado nada.

E agora, mostro os "bastidores":

A multidão

 
A altitude

Está quebrada a "mística", portanto.

terça-feira, 20 de janeiro de 2015

Habemus viagens!

E pronto, já estou mais descansada.

Para a Páscoa



Para o mês mais bonito do ano, o regresso a casa