segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

Munique

Munique era mais uma passagem para Salzburgo do que um objectivo principal, mas a verdade é que acabei por gostar imenso daquela cidade alemã. Tal como me aconteceu quando fui a Copenhaga, dei por mim a pensar que era pessoa para viver feliz por ali. E com esta vida de nómada, quem sabe, não é? Visitá-la no Natal deu um toque mais especial e... mais um mercado para a minha colecção! Com isto, decidi abandonar a minha colecção de postais, que mantinha desde os 6 anos (yup, é assustadora a quantidade de tralha que tenho) e vou começar a trazer enfeites de Natal para a árvore.
Aproveitei a visita para ir ao Neuschweinstein, o castelo "da Disney", sem dúvida o programa mais turístico que fiz nos últimos tempos (mais um bocadinho e sentia-me como nas filas do Vaticano) mas que valeu muito a pena! Como sou pessoa de tirar TODAS as fotos clichés tive que ir procurar a ponte de onde se tem a vista mais famosa do castelo (está ali em baixo). Ora... eu já sabia que a ponte era pequena e estreita porque tinha cuscado na internet, o que eu não esperava era vê-la completamente cheia de turistas e sentir o chão de madeira a baloiçar a partir do momento em que consegui entrar! Estive 2 minutos na ponte, estilo missão militar "entrar, chegar à grade, tirar a fotografia, voltar". Assustador, sobretudo para mariquinhas como eu (as alturas dão-me tonturas, e as multidões não ajudam).
Não são certamente as melhores fotos, mas achei que eram das que melhor retratavam a viagem, por aqui estão.





 


 O museu da BMW é um programa engraçado, mesmo que não sejam os maiores fãs de carros, eu adorei!



Eis a foto da bucket list!

 

Esqueci-me de dizer ali em cima, contem com um dia inteiro para visitarem o castelo, entre viagens de comboio (leeeento), autocarro, subir a colina, comer (já agora...), etc. Ainda por cima no inverno anoitece cedo, por isso o dia parece ainda mais pequeno. Se quiserem visitar o castelo por dentro (ouvi dizer que não vale a pena, das reviews que li no TripAdvisor), aconselho a comprarem o bilhete online, com um slot específico, já que a fila para as reservas era bem mais pequena do que para quem não tinha marcado nada.

E agora, mostro os "bastidores":

A multidão

 
A altitude

Está quebrada a "mística", portanto.

terça-feira, 20 de janeiro de 2015

Habemus viagens!

E pronto, já estou mais descansada.

Para a Páscoa



Para o mês mais bonito do ano, o regresso a casa

sábado, 17 de janeiro de 2015

Às compras na capital do reino

Sempre que vejo por esta internet fora toda uma paixão pelas lojas na Oxford Street em Londres não posso deixar de sentir uma total falta de afinidade, quase a roçar o "mas isso é tão turístico" dos meus amigos londrinos (eu sei, I'm not proud). Não aguento as lojas cheias de gente, onde não se consegue ver nada com calma porque, lá está, estão a abarrotar de pessoas. Faz-me confusão a dimensão excessiva das lojas e o meu cérebro fica incapaz de processar toda a informação, o que mostra bem a minha incapacidade de sobreviver à gigantesca Topshop pela qual meio mundo suspira. A verdade verdadinha é que me rendi a Chelsea, com lojas pequenas e atendimento personalizado. Isto soa a uma coisa muito snob da minha parte mas não é por ser chique, até porque eu sou tudo menos Agnes Middleton ou filha de um qualquer milionário árabe ou russo, é porque adoro o sossego. Gosto do sentimento de "bairro", de lojas arrumadas e sem encontrões, gosto de estar longe da euforia de Oxford Street e do vedetismo de Notting Hill (um sítio que também adoro, atenção!). Tolero Regent's Street, mas é porque tem lá várias lojas que me aquecem o coração (e sim, são aquelas especificamente, mesmo que existam noutros pontos da cidade, sou uma criatura de hábitos...). Fosse eu Agnes Middleton e também gostaria da New Bond Street, mas assim fico-me só pela experiência antropológica que é ir à Victoria's Secret, o que dava todo um novo post.

quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

Timing is a b*tch

E depois chega um dia em que recebes um convite para trabalhar na pátria. Não só um convite, como O convite, o maior trampolim que Portugal me poderia dar para o emprego dos sonhos. Só que agora... agora é tarde.  Os sonhos mudaram, os planos não são os mesmos, eu não sou a mesma que era há 4 ou 5 anos atrás.
Não sei se isto foi um (des)alinhamento cósmico, um desenrolar de acontecimentos à minha volta que nunca encaixou, mas não deixa de ser curioso que acabei sempre por ter o que queria no timing errado, e o que não queria no timing certo. Tivesse este convite surgido há 4 anos atrás e a minha vida seria bem diferente do que é hoje. Talvez tudo se tivesse precipitado mais cedo. Talvez eu descobrisse logo que o meu sonho não era aquele. Talvez eu descobrisse que a minha vida não passava pelos planos que tínhamos. Ou talvez pudesse ser feliz com o que tinha. Talvez. Nem isso agora interessa.

quarta-feira, 14 de janeiro de 2015

Vícios

O meu vício é viajar. Se há uns tempos quando não bebia café me doía a cabeça, agora a minha dependência são as viagens. Quando não tenho nenhuma marcada começo a ficar inquieta, passo horas no google maps a escolher um destino, comparo preços de voos, de hotéis, é a minha droga. E se bem que este ano não vou ter muito tempo para férias até Setembro, gostava muito de fazer uns fins de semana prologados algures na Europa. A minha hesitação agora é o plano para a Páscoa: Budapeste ou Nice e Monte Carlo (vocês não sabem, mas eu adorava princesas - vamos fingir que eu não sei demasiados factos acerca das famílias reais por este continente fora- quando era mais nova , como poderia deixar de ir ao Mónaco?). E já ando com um olho na Grécia para Setembro, vamos lá ver.

terça-feira, 13 de janeiro de 2015

Charlie

Sinto calafrios quando alguém diz "eles é que os provocaram". Quando defendem que não se brinca com a religião A, B ou C, ou com qualquer outro tema que alguém considere ofensivo. "A minha liberdade termina quando começa a do outro", e é verdade, mas um cartoon não é uma notícia, não é uma verdade, é apenas e só uma sátira. E isto é válido para muçulmanos, para políticos, e até para mim, se eu fosse uma pessoa conhecida e um possível alvo de um jornal humorístico. Se os desenhos têm piada, se são provocadores, se iria alguma vez comprar ou não ou jornal, isso pouco importa. O que para mim importa é que os humoristas possam trabalhar e desafiar a sociedade sem receio de que as susceptibilidades feridas os tornem em vítimas de qualquer atentado. Por isso, quando me falam que há limites e que há coisas com que não se brinca, eu não consigo deixar de pensar no meu bisavô, um homem que fez das palavras a sua arma e que foi várias vezes preso porque havia alguém que também achava que havia limites para o que se escrevia. Não há sátira política e social que seja politicamente correcta e, quando se começar a limitar o que é dito, surge a questão: qual é a fronteira? Imponho a minha visão do mundo aos outros e proíbo-os de satirizar o que eu acho ofensivo? Ora os limites, esses, deveriam ser os valores de cada um, nunca o medo, nunca a censura.

segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

A avó que há em mim

Convidaram-me para uma festa numa discoteca e nesse preciso momento eu senti-me velha. É que a primeira coisa que pensei foi "ainda se fosse um jantar sossegado com um bom vinho". Mas não, é uma noite num sítio onde não se consegue ter uma conversa e onde pululam miúdas de 18 anos com menos roupa do que seria desejável para Janeiro (ou para qualquer mês). Fogo, sou uma cota, reconheço. Longe vão os tempos onde ia religiosamente, de 15 em 15 dias, dançar até às 3h da manhã. Agora, eu queria mesmo era um jantar num bom restaurante ou uma ida a um bar simpático, com música em volume tolerável e sem miúdos aos saltos. Estou cota, mas vou à festa, é uma mistura entre experiência antropológica e simpatia pelo aniversariante.