sábado, 3 de janeiro de 2015

O nó de sempre

A viagem que me custa mais é o regresso a casa fora de casa depois do Natal. Custa deixar Lisboa em Janeiro e por isso nunca escolho um lugar à janela quando me vou embora (ao contrário do voo antes do Natal onde adoro vir colada ao vidro e desfrutar da aterragem - há lá sítio mais bonito de aterrar do que em Lisboa?). Racionalmente, sei que não queria ficar, tenho os meus projectos lá fora e por mais bonita que seja a luz da minha cidade não é aqui que moram os meus sonhos. Aliás, tenho sentido a cidade mais pequena a cada viagem de regresso, como se houvesse cada vez menos para mim (acho que isto não faz muito sentido, assim escrito). Mas deixo sempre um bocado de mim quando me vou embora, e em Janeiro forma-se um buraco ainda maior no meu peito (só não choro no aeroporto porque sei como isso iria custar a quem me dá boleia). Este ano, em particular, nem tenho razões para estar assim (volto já em Fevereiro!) mas mesmo assim o nó no estômago está cá desde a semana anterior à minha partida. Sobretudo, custa-me fazer a viagem de regresso sozinha. Mesmo tendo a minha vida à espera na ilha, é quase como se partisse para o exílio. Mas isto logo passa, logo logo é segunda-feira e a vida está de volta ao normal.

sexta-feira, 2 de janeiro de 2015

Ainda só vamos em 2 dias do novo ano e eu já fui comer as melhores amêijoas à Bulhão Pato, apanhei sol e aproveitei os 16 graus com que 2015 me brindou neste rectângulo à beira-mar. Guardei na memória o azul mais bonito que se vê da minha janela (já disse que não há mais nenhum azul assim?), ri-me até me doer a barriga, adiantei um relatório e fiz a mala com todos os bocadinhos de Portugal que vou levar comigo. Este vai ser um bom ano, I can feel it.

terça-feira, 30 de dezembro de 2014

Adeus, 2014

Eu ia escrever que 2014 foi um ano mau, mas isso seria injusto para os dias bons que fui tendo. Em 2014 cheguei a ter uma agenda em branco e, pessoa com plano A e B e C, vi-me um dia sem qualquer letra do alfabeto. Mas 2014 ensinou-me muito sobre mim, estou a descobrir-me de novo, a saber quem sou. Sobretudo, este ano que agora termina trouxe-me pessoas espectaculares e não posso esquecer o privilégio que é ter amigos como eu tenho. Fiz o meu próprio Eat, Pray, Love e fui finalmente a Praga, conheci Istambul e mergulhei no Natal em Munique e Salzburg. Reapaixonei-me por Lisboa, voltei ao Alentejo da minha infância e apanhei um comboio até à adolescência. Foi um ano longo. E curto. Se é que isso faz sentido. Mas teve seguramente várias vidas.
De 2015, quero finalmente a vida para a qual comecei a trabalhar. Até vou fazer um excel com os desejos da meia-noite, daqueles que não se pedem com passas mas que só dependem de mim. E quero uma casa, ou um plano dela, um sítio onde saiba que vou ficar mais do que um Natal seguido.

segunda-feira, 29 de dezembro de 2014

Opá...

Descobri que há uma Agnes na casa dos segredos (eu sei, sempre actual o meu conhecimento). Estou seriamente deprimida com o meu nick neste momento.

domingo, 28 de dezembro de 2014

The hills are alive with the sound of music

O Música no Coração é o filme de Natal da minha infância e foi com alguma emoção infantil que pisei os degraus do Do Re Mi e posei junto ao coreto do I am sixteen going on seventeen. Apaixonei-me pela Áustria, sobretudo pelas aldeias perdidas no Alpes e deliciei-me com o autêntico Apfelstrudel. E os trajes típicos para os miúdos são a coisa mais fofa de sempre! Ah, sim, também estive em Munique mas isso fica para outro post. Primeiro, vamos aos clichés.

As fatiotas são a coisa mais gira de sempre, qual família Von Trapp




A vista mais famosa da cidade


Os jardins Mirabel (cantem comigo, Doe...a deer a female deer...)


O lago da família Von Trapp (do filme, não a verdadeira)


O coreto (difícil competir com todos os asiáticos para uma foto sem ninguém)


A igreja do filme


A terra de bonecas à volta da igreja


E a neve no regresso a casa (tiradas através do vidro do comboio)




Aahh, e o apfelstrudel, merece estar aqui


quinta-feira, 11 de dezembro de 2014

Morar no campo na cidade

É ter a velhota mais amorosa à frente da farmácia do bairro, ficar amiga do senhor dos correios depois de despachar 16 cartões de Natal (!) e ser recebida com bolos caseiros na biblioteca municipal. Engraçado como há coisas tão simples que nos enchem o coração.

sexta-feira, 5 de dezembro de 2014

Sabes que bateste no fundo esta semana

Quando a maior felicidade a uma sexta feira é chegar a casa antes das 9 da noite, pensas "yey, se calhar hoje consigo jantar" mas entretanto pensas que tens fome já e qualquer coisa que demore mais de 2 minutos não vai servir por isso torradas it is. O melhor programa para esta noite vai ser vestir o pijama, ver tantos espisódios de Friends quantos o sono permitir e esquecer o bootcamp que foram estes 5 dias. Ah, e amanhã podes dormir, na loucura, até às 9h, o que vai ser brutal. Sad life.