Ontem fui jantar com 2 amigas às 6 da tarde. O que significa que depois de uma lovely night out estava de regresso a casa ainda não eram 9h. Tenho almoçado antes do meio-dia, tudo bem que é, em parte, porque tenho tido compromissos à hora de almoço "normal" mas também porque a essa hora já estou cheia de fome, como hoje, que dei por mim a escrever com uma mão e a comer a massa com a outra antes de me enfiar num fato para um evento de fim de semana (as outras pessoas vestem os fatos de treino, eu visto o blazer, está certo). Posto isto tenho a dizer que gosto destes horários, mesmo que sejam estranhos. Sobretudo o facto de se sair mais cedo à noite, afinal qual é a necessidade de começar a noite às 11, meia-noite, uma de manhã?
sábado, 4 de outubro de 2014
terça-feira, 30 de setembro de 2014
A verdadeira globalização
Como é que eu vou escrever isto sem parecer mal, ou soar estranho? O resumo resumido é que descobri que o verdadeiro estrangeiro fica fora da Europa e não do outro lado da fronteira com Espanha. Isto pode ser muito óbvio assim, ao ler, mas eu juro que estava convencida que todo o estrangeiro era na verdade o mesmo e que a minha "internacionalização" era completa. Afinal não. Podemos trabalhar com italianos, espanhóis, alemães, britânicos ou dinamarqueses, podemos falar todos línguas diferentes, ter horas diferentes para comer, religiões diferentes e até hábitos diferentes mas, enquanto europeus, somos todos muito semelhantes. No fundo, somos apenas habitantes das várias regiões de um país grande chamado Europa. É isso, o verdadeiro estrangeiro não fica na União Europeia e eu, que sempre achei que trabalhava em sítios internacionais, só agora tenho verdadeiramente a noção do que significa multiculturalidade, depois de sentar os 5 continentes à mesma mesa.
domingo, 21 de setembro de 2014
Ainda as mudanças
Doem-me as costas e os pés. Ainda tenho 80% das coisas em caixas e estou cansada, muito cansada. Não acredito que já estou nesta casa, mais uma etapa com início e fim marcados no calendário. Acho que só amanhã com a manta no sofá a combinar com as almofadas das cadeiras, depois de limpar e arrumar a cozinha vou acreditar que está mesmo a começar, que já cá estou. E onde estarás tu, Agnes Maria, daqui a um ano? Isso agora é a pergunta para queijinho, mas sabem uma coisa? Hoje isso não me importa minimamente. Porque hoje eu só penso que it's going to be one hell of a year.
sábado, 20 de setembro de 2014
Os melhores amigos das mudanças
São as compras online! Depois de tudo transportado e empilhado na nova mansão, chegam as compras do supermercado à porta. Se calhar ainda me habituo a isto!
segunda-feira, 1 de setembro de 2014
Todos por um
Vai fazer 9 anos que conheço um dos meus melhores amigos. O que significa que vai fazer 9 anos que pus o pé na escadaria da minha universidade pela primeira vez (bolas, isto faz-me sentir velha). Não fomos grandes amigos desde sempre, primeiro éramos só companheiros de cantina a refilar com a qualidade gastronómica da mesma, depois partilhámos directas para termos o projecto de Desenho pronto a tempo e horas (com um acompanhamento musical de qualidade muito duvidosa), fizemos juntos 90% das cadeiras com trabalhos de grupo e íamos sonhando com o dia em que gritaríamos em frente ao pavilhão principal, vitoriosos, quando defendêssemos a tese e fôssemos finalmente engenheiros (promessa que ficou por cumprir). Hoje tenho vergonha de admitir que ele foi sempre o meu amigo B porque havia um A na equação. Os três mosqueteiros do curso do primeiro ao último dia. Mas hoje, 9 anos volvidos, voltámos a ser dois, curiosamente os primeiros. E o meu amigo B revelou-se o melhor amigo que alguém pode ter ao seu lado e só por isso já valeu a pena.
O meu amigo não sabe que tenho um blog e nunca vai ler este texto. Mas eu tenho que lhe dizer que ele é um dos melhores homens que já conheci. E eu vou lá estar quando ele se casar daqui a 6 meses, e hei-de continuar a estar nos pequenos e grandes momentos da sua vida. É que os mosqueteiros são assim, um por todos, e todos por um.
sexta-feira, 29 de agosto de 2014
Istambul - os mercados
Dos mercados de rua aos mercados cobertos como o Grand Bazaar e o Spice Bazaar, passando pelas lojas de doces, devo ter tirado centenas de fotografias ao comércio turco. Quase todas saíram mal porque assim que alguém vê uma máquina apontada para a sua loja segue-se logo uma série de comentários, desde o "no photo" ao "you have to pay" ou ainda "please come inside" que me cansaram a beleza nesta viagem. Portantos, tinha de ser tudo muito rápido e sem grande tempo para enquadrar a coisa. Vidas.
As lojas de Turkish Delight, porta sim porta sim e alguns dos muitos gatos que habitam Istambul
O Grand Bazaar é um labirinto de ruas cobertas onde se negoceia de tudo (incluindo muitas malas fake que tive medo de fotografar)
O Spice Bazaar
Os mercados e vendedores de rua com fruta, água, milho e castanhas
sexta-feira, 22 de agosto de 2014
Istambul
Dica importante: não escolham Agosto para visitar Istambul, está calor, muito calor! E se escolherem, sejam inteligentes e reservem um hotel com piscina (tinha sabido mesmo bem para terminar o dia!). Fora isso, Istambul é uma cidade única. É sem dúvida a cidade mais diferente onde já estive e aquela onde senti que havia mais gente à minha volta (e não no bom sentido).
A Hagia Sophia desiludiu-me mas adorei a Blue Mosque e a Süleymaniye Mosque (desculpem o inglês mas o meu guia é
estrangeiro). E depois, os mercados, ah, os mercados! Desgracei-me e comprei
imensos chás mas acabei por não trazer a minha lanterna turca (eu tenho uma
panca por lanternas). A não perder o cruzeiro pelo Bósforo (eu confesso, sou
aquela pessoa que faz cruzeiros em todas as cidades que tenham essa opção!): a
luz, a possibilidade de ir parando pelo caminho e ir até à entrada do Mar
Negro, vale imenso a pena.
Para quem possa estar preocupado com a segurança e as roupas
(eu sei que estava), tenho a dizer que não tive problemas nenhuns. Vesti sempre
calças largas de algodão ou saias compridas (o que ajuda nos dias quentes) e
uma tshirt normal. Aconselho a levarem meias para não andarem descalços nas
mesquitas (sou muito coisinha nisso) e uma echarpe para taparem a cabeça e os
ombros, se forem mulheres. Nunca fomos incomodadas (tirando um miúdo que queria
a nossa máquina fotográfica, mas ele tinha os seus 7 anos, não era propriamente
um problema, apenas chato) e nunca senti que olhassem para nós de uma forma
mais "intensa". Como em todas as cidades grandes é preciso é ter bom
senso, por isso não hesitem, Istambul vale muito a pena! E a prová-lo, ficam as
fotos que vêm num próximo post (tenho de seleccionar as imensas fotos que
habitam o meu computador!).
Subscrever:
Mensagens (Atom)