Como é que eu vou escrever isto sem parecer mal, ou soar estranho? O resumo resumido é que descobri que o verdadeiro estrangeiro fica fora da Europa e não do outro lado da fronteira com Espanha. Isto pode ser muito óbvio assim, ao ler, mas eu juro que estava convencida que todo o estrangeiro era na verdade o mesmo e que a minha "internacionalização" era completa. Afinal não. Podemos trabalhar com italianos, espanhóis, alemães, britânicos ou dinamarqueses, podemos falar todos línguas diferentes, ter horas diferentes para comer, religiões diferentes e até hábitos diferentes mas, enquanto europeus, somos todos muito semelhantes. No fundo, somos apenas habitantes das várias regiões de um país grande chamado Europa. É isso, o verdadeiro estrangeiro não fica na União Europeia e eu, que sempre achei que trabalhava em sítios internacionais, só agora tenho verdadeiramente a noção do que significa multiculturalidade, depois de sentar os 5 continentes à mesma mesa.
terça-feira, 30 de setembro de 2014
domingo, 21 de setembro de 2014
Ainda as mudanças
Doem-me as costas e os pés. Ainda tenho 80% das coisas em caixas e estou cansada, muito cansada. Não acredito que já estou nesta casa, mais uma etapa com início e fim marcados no calendário. Acho que só amanhã com a manta no sofá a combinar com as almofadas das cadeiras, depois de limpar e arrumar a cozinha vou acreditar que está mesmo a começar, que já cá estou. E onde estarás tu, Agnes Maria, daqui a um ano? Isso agora é a pergunta para queijinho, mas sabem uma coisa? Hoje isso não me importa minimamente. Porque hoje eu só penso que it's going to be one hell of a year.
sábado, 20 de setembro de 2014
Os melhores amigos das mudanças
São as compras online! Depois de tudo transportado e empilhado na nova mansão, chegam as compras do supermercado à porta. Se calhar ainda me habituo a isto!
segunda-feira, 1 de setembro de 2014
Todos por um
Vai fazer 9 anos que conheço um dos meus melhores amigos. O que significa que vai fazer 9 anos que pus o pé na escadaria da minha universidade pela primeira vez (bolas, isto faz-me sentir velha). Não fomos grandes amigos desde sempre, primeiro éramos só companheiros de cantina a refilar com a qualidade gastronómica da mesma, depois partilhámos directas para termos o projecto de Desenho pronto a tempo e horas (com um acompanhamento musical de qualidade muito duvidosa), fizemos juntos 90% das cadeiras com trabalhos de grupo e íamos sonhando com o dia em que gritaríamos em frente ao pavilhão principal, vitoriosos, quando defendêssemos a tese e fôssemos finalmente engenheiros (promessa que ficou por cumprir). Hoje tenho vergonha de admitir que ele foi sempre o meu amigo B porque havia um A na equação. Os três mosqueteiros do curso do primeiro ao último dia. Mas hoje, 9 anos volvidos, voltámos a ser dois, curiosamente os primeiros. E o meu amigo B revelou-se o melhor amigo que alguém pode ter ao seu lado e só por isso já valeu a pena.
O meu amigo não sabe que tenho um blog e nunca vai ler este texto. Mas eu tenho que lhe dizer que ele é um dos melhores homens que já conheci. E eu vou lá estar quando ele se casar daqui a 6 meses, e hei-de continuar a estar nos pequenos e grandes momentos da sua vida. É que os mosqueteiros são assim, um por todos, e todos por um.
sexta-feira, 29 de agosto de 2014
Istambul - os mercados
Dos mercados de rua aos mercados cobertos como o Grand Bazaar e o Spice Bazaar, passando pelas lojas de doces, devo ter tirado centenas de fotografias ao comércio turco. Quase todas saíram mal porque assim que alguém vê uma máquina apontada para a sua loja segue-se logo uma série de comentários, desde o "no photo" ao "you have to pay" ou ainda "please come inside" que me cansaram a beleza nesta viagem. Portantos, tinha de ser tudo muito rápido e sem grande tempo para enquadrar a coisa. Vidas.
As lojas de Turkish Delight, porta sim porta sim e alguns dos muitos gatos que habitam Istambul
O Grand Bazaar é um labirinto de ruas cobertas onde se negoceia de tudo (incluindo muitas malas fake que tive medo de fotografar)
O Spice Bazaar
Os mercados e vendedores de rua com fruta, água, milho e castanhas
sexta-feira, 22 de agosto de 2014
Istambul
Dica importante: não escolham Agosto para visitar Istambul, está calor, muito calor! E se escolherem, sejam inteligentes e reservem um hotel com piscina (tinha sabido mesmo bem para terminar o dia!). Fora isso, Istambul é uma cidade única. É sem dúvida a cidade mais diferente onde já estive e aquela onde senti que havia mais gente à minha volta (e não no bom sentido).
A Hagia Sophia desiludiu-me mas adorei a Blue Mosque e a Süleymaniye Mosque (desculpem o inglês mas o meu guia é
estrangeiro). E depois, os mercados, ah, os mercados! Desgracei-me e comprei
imensos chás mas acabei por não trazer a minha lanterna turca (eu tenho uma
panca por lanternas). A não perder o cruzeiro pelo Bósforo (eu confesso, sou
aquela pessoa que faz cruzeiros em todas as cidades que tenham essa opção!): a
luz, a possibilidade de ir parando pelo caminho e ir até à entrada do Mar
Negro, vale imenso a pena.
Para quem possa estar preocupado com a segurança e as roupas
(eu sei que estava), tenho a dizer que não tive problemas nenhuns. Vesti sempre
calças largas de algodão ou saias compridas (o que ajuda nos dias quentes) e
uma tshirt normal. Aconselho a levarem meias para não andarem descalços nas
mesquitas (sou muito coisinha nisso) e uma echarpe para taparem a cabeça e os
ombros, se forem mulheres. Nunca fomos incomodadas (tirando um miúdo que queria
a nossa máquina fotográfica, mas ele tinha os seus 7 anos, não era propriamente
um problema, apenas chato) e nunca senti que olhassem para nós de uma forma
mais "intensa". Como em todas as cidades grandes é preciso é ter bom
senso, por isso não hesitem, Istambul vale muito a pena! E a prová-lo, ficam as
fotos que vêm num próximo post (tenho de seleccionar as imensas fotos que
habitam o meu computador!).
sexta-feira, 1 de agosto de 2014
Packing
Fui ali escolher a roupa para a Turquia mas já estou cansada só de pensar em como combinar as coisas que tenho sem decotes, não curtas, não transparentes e toda uma catrefada de preocupações do género. Desisti por agora. Estou à espera que a fada-de-fazer-as-malas apareça e me ilumine nesta tarefa de sobreviver a uma semana inteirinha com roupas mais práticas e recatadas - expressão fantástica- do que as que uso normalmente (e eu até sou moça bem clássica, que o digam as minhas saias pelo joelho e diversos business autefites que descansam no meu armário). Só que eu também tenho calor. Muito calor! Eu sou pessoa que usa manga curta todos os 365 dias do ano (não se preocupem, visto mais coisinhas ali no Inverno para sair à rua) por isso o que me apetecia era agarrar nos meus calções (que, coitados, vêem a luz do sol praí 1 semana por ano) e vestir o que me der na real gana. Nada temais, isto já me passa. Entretanto já escolhi o livro que vou levar para ler no avião, nem tudo está perdido.
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