segunda-feira, 1 de setembro de 2014

Todos por um

Vai fazer 9 anos que conheço um dos meus melhores amigos. O que significa que vai fazer 9 anos que pus o pé na escadaria da minha universidade pela primeira vez (bolas, isto faz-me sentir velha). Não fomos grandes amigos desde sempre, primeiro éramos só companheiros de cantina a refilar com a qualidade gastronómica da mesma, depois partilhámos directas para termos o projecto de Desenho pronto a tempo e horas (com um acompanhamento musical de qualidade muito duvidosa), fizemos juntos 90% das cadeiras com trabalhos de grupo e íamos sonhando com o dia em que gritaríamos em frente ao pavilhão principal, vitoriosos, quando defendêssemos a tese e fôssemos finalmente engenheiros (promessa que ficou por cumprir). Hoje tenho vergonha de admitir que ele foi sempre o meu amigo B porque havia um A na equação. Os três mosqueteiros do curso do primeiro ao último dia. Mas hoje, 9 anos volvidos, voltámos a ser dois, curiosamente os primeiros. E o meu amigo B revelou-se o melhor amigo que alguém pode ter ao seu lado e só por isso já valeu a pena.
O meu amigo não sabe que tenho um blog e nunca vai ler este texto. Mas eu tenho que lhe dizer que ele é um dos melhores homens que já conheci. E eu vou lá estar quando ele se casar daqui a 6 meses, e hei-de continuar a estar nos pequenos e grandes momentos da sua vida. É que os mosqueteiros são assim, um por todos, e todos por um.

sexta-feira, 29 de agosto de 2014

Istambul - os mercados

Dos mercados de rua aos mercados cobertos como o Grand Bazaar e o Spice Bazaar, passando pelas lojas de doces, devo ter tirado centenas de fotografias ao comércio turco. Quase todas saíram mal porque assim que alguém vê uma máquina apontada para a sua loja segue-se logo uma série de comentários, desde o "no photo" ao "you have to pay" ou ainda "please come inside" que me cansaram a beleza nesta viagem. Portantos, tinha de ser tudo muito rápido e sem grande tempo para enquadrar a coisa. Vidas.


As lojas de Turkish Delight, porta sim porta sim e alguns dos muitos gatos que habitam Istambul


O Grand Bazaar é um labirinto de ruas cobertas onde se negoceia de tudo (incluindo muitas malas fake que tive medo de fotografar)





O Spice Bazaar 




Os mercados e vendedores de rua com fruta, água, milho e castanhas






sexta-feira, 22 de agosto de 2014

Istambul

Dica importante: não escolham Agosto para visitar Istambul, está calor, muito calor! E se escolherem, sejam inteligentes e reservem um hotel com piscina (tinha sabido mesmo bem para terminar o dia!). Fora isso, Istambul é uma cidade única. É sem dúvida a cidade mais diferente onde já estive e aquela onde senti que havia mais gente à minha volta (e não no bom sentido).

A Hagia Sophia desiludiu-me mas adorei a Blue Mosque e a Süleymaniye Mosque (desculpem o inglês mas o meu guia é estrangeiro). E depois, os mercados, ah, os mercados! Desgracei-me e comprei imensos chás mas acabei por não trazer a minha lanterna turca (eu tenho uma panca por lanternas). A não perder o cruzeiro pelo Bósforo (eu confesso, sou aquela pessoa que faz cruzeiros em todas as cidades que tenham essa opção!): a luz, a possibilidade de ir parando pelo caminho e ir até à entrada do Mar Negro, vale imenso a pena.

Para quem possa estar preocupado com a segurança e as roupas (eu sei que estava), tenho a dizer que não tive problemas nenhuns. Vesti sempre calças largas de algodão ou saias compridas (o que ajuda nos dias quentes) e uma tshirt normal. Aconselho a levarem meias para não andarem descalços nas mesquitas (sou muito coisinha nisso) e uma echarpe para taparem a cabeça e os ombros, se forem mulheres. Nunca fomos incomodadas (tirando um miúdo que queria a nossa máquina fotográfica, mas ele tinha os seus 7 anos, não era propriamente um problema, apenas chato) e nunca senti que olhassem para nós de uma forma mais "intensa". Como em todas as cidades grandes é preciso é ter bom senso, por isso não hesitem, Istambul vale muito a pena! E a prová-lo, ficam as fotos que vêm num próximo post (tenho de seleccionar as imensas fotos que habitam o meu computador!).

sexta-feira, 1 de agosto de 2014

Packing

Fui ali escolher a roupa para a Turquia mas já estou cansada só de pensar em como combinar as coisas que tenho sem decotes, não curtas, não transparentes e toda uma catrefada de preocupações do género. Desisti por agora. Estou à espera que a fada-de-fazer-as-malas apareça e me ilumine nesta tarefa de sobreviver a uma semana inteirinha com roupas mais práticas e recatadas - expressão fantástica- do que as que uso normalmente (e eu até sou moça bem clássica, que o digam as minhas saias pelo joelho e diversos business autefites que descansam no meu armário). Só que eu também tenho calor. Muito calor! Eu sou pessoa que usa manga curta todos os 365 dias do ano (não se preocupem, visto mais coisinhas ali no Inverno para sair à rua) por isso o que me apetecia era agarrar nos meus calções (que, coitados, vêem a luz do sol praí 1 semana por ano) e vestir o que me der na real gana. Nada temais, isto já me passa. Entretanto já escolhi o livro que vou levar para ler no avião, nem tudo está perdido.

terça-feira, 22 de julho de 2014

One way ticket

Estou cansada de one way tickets. Soam super românticos, ao jeito de "vamos sair daqui e conhecer o mundo, partimos amanhã" mas escondem o lado perverso que é estar sempre de partida. Não se podem acumular muitos livros nem comprar mobília especial porque não se sabe como é a vida amanhã. A nossa casa não é bem a nossa casa porque na verdade as coisas mais permanentes têm de ficar na morada que sabemos que não se vai alterar. E vivemos assim, entre casas, entre países. E se gosto de viajar e de mudar, também é verdade que agora queria encontrar o meu caminho, aquele onde não se faz reset mas no qual as coisas têm uma sequência mais ou menos lógica. Por isso daqui a um ano quero ir para a minha casa, a minha casa a sério, onde vou ter um gato e todos os quadros que quero pendurar. Setembro de 2015, mi aguardxi.

sexta-feira, 11 de julho de 2014

o que é preciso é ter planos

A minha vida tem-se dividido entre dias em que mal tenho tempo para me coçar e outros em que me falta paciência para escrever seja o que for. Nos momentos em que me deixo sonhar acordada só me apetece pensar em destinos de férias para o Natal, a que se segue uma pesquisa na internet para lavar a vista e aquecer a alma. O que é preciso é ter planos.


terça-feira, 1 de julho de 2014

Home

Lisboa é a minha casa mas a casa já não é minha. Não lhe conheço o armário das chávenas que se usam menos vezes, o novo sítio dos CDs, a organização da despensa. Há uma nova dinâmica da qual já não faço parte porque sou visita e estou sempre de passagem. A cidade em si mudou também. Tem novos sentidos de trânsito, novas lojas, cafés, jardins, e nem a minha rua escapou à passagem do tempo. A vida, afinal, continuou sem mim. Mas continuam a existir mil e um sítios com inúmeras lembranças de um passado que já não é presente e é aí que percebo como Lisboa me magoa quando percorro as suas ruas. Home is where the heart is. Não posso deixar que Lisboa me seja destruída. Home is where the heart is. E eu estou cansada de ser homeless.