terça-feira, 22 de julho de 2014

One way ticket

Estou cansada de one way tickets. Soam super românticos, ao jeito de "vamos sair daqui e conhecer o mundo, partimos amanhã" mas escondem o lado perverso que é estar sempre de partida. Não se podem acumular muitos livros nem comprar mobília especial porque não se sabe como é a vida amanhã. A nossa casa não é bem a nossa casa porque na verdade as coisas mais permanentes têm de ficar na morada que sabemos que não se vai alterar. E vivemos assim, entre casas, entre países. E se gosto de viajar e de mudar, também é verdade que agora queria encontrar o meu caminho, aquele onde não se faz reset mas no qual as coisas têm uma sequência mais ou menos lógica. Por isso daqui a um ano quero ir para a minha casa, a minha casa a sério, onde vou ter um gato e todos os quadros que quero pendurar. Setembro de 2015, mi aguardxi.

sexta-feira, 11 de julho de 2014

o que é preciso é ter planos

A minha vida tem-se dividido entre dias em que mal tenho tempo para me coçar e outros em que me falta paciência para escrever seja o que for. Nos momentos em que me deixo sonhar acordada só me apetece pensar em destinos de férias para o Natal, a que se segue uma pesquisa na internet para lavar a vista e aquecer a alma. O que é preciso é ter planos.


terça-feira, 1 de julho de 2014

Home

Lisboa é a minha casa mas a casa já não é minha. Não lhe conheço o armário das chávenas que se usam menos vezes, o novo sítio dos CDs, a organização da despensa. Há uma nova dinâmica da qual já não faço parte porque sou visita e estou sempre de passagem. A cidade em si mudou também. Tem novos sentidos de trânsito, novas lojas, cafés, jardins, e nem a minha rua escapou à passagem do tempo. A vida, afinal, continuou sem mim. Mas continuam a existir mil e um sítios com inúmeras lembranças de um passado que já não é presente e é aí que percebo como Lisboa me magoa quando percorro as suas ruas. Home is where the heart is. Não posso deixar que Lisboa me seja destruída. Home is where the heart is. E eu estou cansada de ser homeless.

domingo, 29 de junho de 2014

Praga, finalmente

Depois de meio mundo já ter visitado foi a minha vez de ir até Praga, e gostei imenso! Apanhei um tempo óptimo, o que ajudou, e como fui durante a semana não apanhei a quantidade de turistas que temia (e da qual vi uma amostra assustadora no sábado!).
Para os interessados, e porque tirei imensas dicas de blogs por essa internet fora, vou fingir que alguém lê este cantinho e incluir algumas sugestões.

Quantos dias?
Se não entrarem em nenhum museu e coisas do género, um fim de semana dá para ver tudo na boa, sem ser preciso recorrer a transportes, visto que o centro da cidade é relativamente pequeno e se faz bem a pé (mas levem sapatos confortáveis para as subidas e a calçada!). Se quiserem visitar monumentos talvez seja melhor planear um bocado a viagem, também por causa do horário de funcionamento, e optar por transportes públicos de forma a agilizar os percursos.

O que visitar?
O óbvio relógio astronómico e assistir à procissão dos apóstolos a cada hora (preparem-se para a enorme multidão que espera o funcionamento do relógio!) e toda a zona da Old Town, super cute. Para os geeks, a igreja de Our Lady before Týn é onde está sepultado o astrónomo Tycho Brahe (Agnes deu pulinhos controlados, porque não se fica feliz ao pé de uma sepultura não é?). Percorrer a Charles Bridge e subir ao castelo é um must, e aí estão, entre outros, o palácio real, a Catedral de St Vitus, Loreto Palace e o Strahov Monastery. Não achei que valesse a pena o circuito B do castelo (palácio, basílica de São Jorge e catedral), talvez os outros palácios e mosteiros sejam mais interessantes mas acabei por não entrar. O Bairro Judeu é, para mim, a zona mais gira da cidade (e se quiserem abrir os cordões à bolsa podem ir à Louis Vuitton, Cartier e lojas de bairro do género). Não visitei museus mas o cemitério judeu e a sinagoga espanhola devem ser giros. Fiz ainda um passeio de barco e recomendo porque tem uma vista super gira da cidade e dá para tirar óptimas fotos! Podem ainda fazer uma tour grátis de Praga, que passa pelos principais pontos turísticos da cidade (eu não fiz mas li boas reviews na internet).

Comida
O único restaurante checo onde comi foi o U Tri Rutzi, barato e típico, uma boa sugestão para uma pausa no sightseeing. Gostei do Café Imperial e do Café Paris (dentro do Hotel Paris, não fui ao outro), não são propriamente os sítios mais baratos da cidade (imagino que não sejam os mais caros também, ahah) mas a comida é boa e o Café Imperial vale a visita, nem que seja para um café e um bolo porque o espaço é giríssimo (e os empregados são simpáticos, o que em Praga não é fácil de encontrar)! Para um pequeno-almoço tardio ou lanche gostei do Au Gourmand (e também dá para almoço, vi por lá quiches com óptimo aspecto).

Compras
Não comprei grandes souvenirs tirando os habituais postais e o íman para o frigorífico (há magnets giríssimos!). Há imensas coisas de cristal da Bohemia e comprei um presépio para oferecer a uma amiga que os colecciona (mas não foi fácil encontrá-lo, talvez por causa da altura do ano).


Agora que já falei imenso, vamos às fotos (só uma amostra das muitas que tirei nesta viagem, nem sei como escolher!).









segunda-feira, 23 de junho de 2014

Acabei o vício

Limpei as 3 seasons do Scandal (!) e estou aqui em pulgas à espera da season 4 (falta taaaaanto para o Outono). E não só a série é super viciante como estou apaixonada pelo guarda roupa da Olivia Pope. Haja orçamento e serei uma rapariga feliz!


sábado, 14 de junho de 2014

Um pé na areia e outro no futuro

Em vésperas de completar 27 primaveras fui à praia estrear o verão. Já não me lembrava do calor a sério e soube-me bem, que soube (mas faltaram as bolas de Berlim, o que é inaceitável). E se no ano passado estava em Londres a riscar um item da minha bucket list, para o ano, quem sabe, é preciso é que seja sempre a subir.