Não só passei a usar fato e sapatos todos pipis como deixei de ter tempo para me coçar. Para começar, demoro imenso tempo em commute time (dei-me conta que agora falo muito mais à camone, juro que é só mesmo falta de serviço de tradução mental e não armar-me aos cucos), sobretudo por morar bastante perto mas perder uma quantidade ridícula de tempo em transportes, especialmente se não apanhar à hora X ou Y. Mas onde ia? Ah, em não ter tempo. Chego a casa e ainda tenho de tratar de coisinhas que não matam mas moem, como lavar a loiça à mão ou tratar das utilities e responder a cartas oficiais que teimam em aparecer cá em casa (a sério, caros senhores da água, luz, national insurance, council tax...etc etc... já chega). E depois é manter as pessoas actualizadas, como vai o trabalho e a vida, que não queremos que daqui a 1 mês ninguém se lembre sequer como me chamo. E comer, dizem que dá jeito. E passar a roupa. E tentar manter-me a par de alguns projectos que sigo a partir de casa. Quem é que se lembra que é Natal e há um blog? Uff. Como eu gostava de ser como aquelas bloggers que têm muito que fazer mas ainda mantêm um blog fofinho e arranjado, com imensas coisas interessantes. Por essas é por outras é que não ganho a vida assim (mas s ecalhar devia, que é capaz de ser menos stressante!)
quarta-feira, 11 de dezembro de 2013
sábado, 7 de dezembro de 2013
"Ah que o Outono é tão lindo"
Pois, a não ser que morem no campo e tenham que andar a apanhar as folhas do jardim, resultado do vendaval dos últimos dias (ou corria o risco de ter um dique de folhas à porta de casa). Sou definitivamente uma pessoa da cidade. (Ou uma cliente em potência para um jardineiro!)
quinta-feira, 5 de dezembro de 2013
Eu sabia que este dia ia chegar
Passei a trabalhar num sítio onde se anda (pelo menos) com calças de fato e onde as calças de ganga só entram, quanto muito, à sexta feira. É todo um mundo novo, longe do ambiente descontraído de escritório a que vinha habituada.
quarta-feira, 4 de dezembro de 2013
A questão da televisão
Não bastam já todas as burocracias, por cá existe a chamada TV Licensing, que consiste basicamente em pagar cerca de 140 libras por ano para poder acedar a programas que estejam a dar ao vivo (ou em simultâneo, no caso de filmes e séries) na televisão. Primeira carta que recebo em casa, depois do "paga mas é o council tax" e de outra a dizer "ah, afinal também podes votar, já que pagas o council tax", foi uma carta da TV Licensing a dizer que a minha casa não tem licença e que tenho de dizer qualquer coisa ou então vão investigar-me. Wow! Bem-vinda, Agnes! Ora bem...eu não quero TV License nenhuma! Eu tenho Netflix e ainda não vi metade do que há por lá, quero lá saber se não posso ver coisas em directo na televisão (ou no computador, ou no telemóvel....que isto da TV License é para todos os dispositivos, desde que se esteja a ver live tv). Por isso, hoje liguei para lá e disse "muito obrigada, mas não", e vai de me fazerem perguntas, se usava isto e aquilo, naquela entoação de quem está a ler um texto formatado para ser lido a qualquer alma que ligue para lá. Só vos digo, uma pessoa sente-se uma criminosa por estar a ligar e dizer que não vai pagar o raio da TV (que não vai usar!). Senti quase um "hmmmm, tu estás a ligar para cá mas na verdade vais desatar a ver a bola ou o telejornal da tua terra em directo, porque isso é mega genial" (permitam-me a liberdade criativa!). O que vale é que é mais uma coisa que está tratada.
terça-feira, 3 de dezembro de 2013
Burocracias
Mudar de país implica 500 mil papéis (ou páginas de internet, na versão moderna). Foi abrir conta no banco, tratar do telemóvel e da internet, mudar as utilities bills para meu nome, tratar do desconto para o council tax, marcar uma entrevista para ter o malfadado National Insurance Number (que só tinha vaga para daí a uma semana! uma semana! e vou ter de ir e mostrar que sou eu e explicar porque raio quero o NIN... e tudo isto em horário laboral que vou ter de compensar, pois claro, expectacular JobCentre, espectacular...), é ver seguros para a casa e perceber como raio funcionam os transportes e quais os passes que há por cá. É um maravilhoso mundo novo, com ordens de direct debit e standing orders e que espero acabar no máximo para a semana. Resta-me pensar que se mudar de casa pelo menos já só tenho de fazer o update da nova morada o que, hopefully, poderá ser feito online.
segunda-feira, 2 de dezembro de 2013
Aqui em casa (também) já é Natal
Estou finalmente naquela que vai ser a minha casa durante pelo menos meio ano. E como quem tem amigos, tem tudo, fomos quatro em vez de dois a carregar caixas e montar móveis do IKEA. Gostava de dizer que já está tudo preparado mas ainda há coisas para arrumar (como??) e caixas de cartão infinitas que estou em dúvida se hei-de guardar ou se marimbo e deito mas é tudo fora. No meio disto tudo, quase me esquecia que é Natal. Quer dizer, não me esqueço, porque agora vivo num país onde tudo o que é loja de bairro tem mil e uma coisas alusivas à data (e coisas giríssimas!), mas agora que estou sozinha é como se fosse menos Natal, se é que isso faz algum sentido. No entanto, e como só vou embora dia 24 de Dezembro, achei que merecia uma árvore de Natal e para lembrar a primeira quadra natalícia passada numa casa só minha, comprei até uma bola a dizer Christmas 2013.
quinta-feira, 28 de novembro de 2013
Não tenho paciência
O Natal aproxima-se e obviamente que já começou a panca das dietas, um mundo que, como acho que já disse aqui, me deixa não só perplexa como sem paciência para ler e ouvir tanto disparate. A quantidade de dinheiro que se deve fazer à conta desta histeria deve ser um absurdo. Faz-me lembrar a minha ex colega de casa, que come as maiores porcarias mas marcou uma consulta de nutrição num sítio xpto para perder peso (eu posso fazer-lhe essa consulta por um terço do preço que ela vai pagar, a sério, era só dizer-lhe para ela deixar de comer todas as porcarias pré-cozinhadas que compra e acabar com a molhanga com que cobre todos os pratos). Nestas coisas não há milagres, é uma questão de bom senso. Acho que viver privado de comer X ou Y deve ser uma não-vida - conheço umas quantas pessoas que vivem obcecadas com as calorias que a refeição tem (faço sempre questão de me sentar na ponta oposta da mesa, não gosto que me classifiquem o almoço) - mas isso não significa comer como se fôssemos uma família de 7 pessoas, nem comer todas as porcarias que encontramos. Dizem que fazer exercício também ajuda, dizem... E a genética, claro, não vamos fingir que não. Mas não engordam com o ar, ok? E saladas com base de massa e molho cocktail tiram um bocadinho o efeito de "mas eu comi só uma saladinha ao almoço". Por isso continuo a achar que em vez de sumos verdes e detox, se comêssemos de forma adequada ao que gastamos era uma ideia muito mais sensata. Mas muito menos apelativa, parece-me.
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