domingo, 25 de junho de 2017

Vapuu e o último dia em Helsínquia

Antes que cheguemos a 2020 vamos lá acabar os posts da viagem à Finlândia e à Estónia no final do mês de Abril. O nosso último dia em Helsínquia foi feriado - o Vapuu, uma celebração que na verdade começa na noite anterior (30 de Abril) com muita bebida e muita gente na rua. Os finlandeses usam uma espécie de chapéu de marinheiro que segundo o que pesquisámos não é mais do que um chapéu de estudante e que se guarda para toda a vida, sendo utilizado todos os anos por esta data (também segundo o nosso guia Google, o chapéu não é suposto ser lavado - blergh - o que resulta num tom amarelado que aumenta conforme a idade do utilizador....).
Achava que tinha tirado fotografias mas não encontro, por isso aqui vai uma imagem da internet:

Começámos o dia bem cedinho na Temppeliaukio Church. Como era feriado, infelizmente não pudemos visitar a igreja por dentro mas tirámos várias fotografias para compensar e "escalámos" toda a parte de fora. Talvez porque não pude ver tudo, não achei nada por aí além. Engraçado, mas that's it
(sim, esconde-se uma igreja por baixo destas rochas)
(não parece mas isto é um plano mais elevado em relação à rua - na verdade é o "tecto" da igreja)
(e a porta principal)

Dali decidimos andar até ao parque com o Sibelius Monument
Basta atravessar o parque e temos direito à Finlândia que eu imaginava: uma casinha vermelha com muita água cristalina em redor. O silêncio e a paz deste café (sim, isto é um café!) foram uma das agradáveis surpresas desta viagem. Não consigo descrever o bem que me soube tomar o pequeno almoço sem turistas, só nós, alguns locais e o som da água a bater madeira. E o pão de canela. Tão bom!
Decidimos continuar ao longo da "costa" para regressar a casa. Encontrámos corredores de fins de semana, pessoas a passear o cão e paz, muita paz. Acho que éramos as únicas turistas da zona!
Já de volta ao centro, decidimos fotografar alguns pontos da cidade mas agora com sol (não faz imenso diferença quando comparadas com as fotografias do primeiro post?). Por ser feriado, havia muita gente na rua mas tirando os cafés e restaurantes nada mais estava aberto.
(o mercado)
(nunca é demais tirar uma foto a patés de rena e de urso, am I right?)
Já no aeroporto, houve "sandes de rena" para a despedida. Tenho a dizer que estava bem boa (se nos abstrairmos de as renas serem super fofas...).
Próximo capítulo: roadtrip na Escócia!

sábado, 24 de junho de 2017

Ópera em Londres

Fui ver La Traviata e venho de lá com vontade de coleccionar todas as óperas em Londres! A Royal Opera House é lindíssima e se conseguirem planear com a antecedência devida (ou ter MUITA sorte para encontrar bilhetes de última hora), vale bem a pena o programa!
O edifício fica em pleno Covent Garden e tem vários restaurantes (ou pelo menos salas diferentes) onde se poder comer ou apenas beber um copo antes do espectáculo. Nós optámos por comer antes de lá chegar mas se calhar na próxima vez experimento marcar uma mesa nesta zona:
Não fazia ideia que a ópera fosse tão grande nem que oferecesse muito mais do que uma sala de espectáculos! Ah, e apesar de o site dizer que não há dress code, a verdade é que a maioria das pessoas se veste de forma formal pelo que não recomendo que apareçam lá de ténis ou calções...
E como teaser, deixo-vos a música mais famosa da obra cantada por um cast mais antigo:

terça-feira, 20 de junho de 2017

Oxford e as suas tradições

Chega Junho e é vê-los nas lapelas de qualquer estudante com sub fusc: brancos, rosa ou vermelhos os cravos são parte da tradição. E o que é isto? Na Universidade de Oxford os alunos devem usar sub fusc para os exames: camisa branca, calças ou saia pretos, capa preta e gravata/ laço branco ou preto ou 'ribbon' preto. Há toda uma diferença entre graduates, commoners e scholars, o que se traduz em diferente comprimento e/ou feitio da capa.
(foto daqui)

Apesar de não fazer parte do dress code, os cravos tornaram-se tradição e os estudantes usam um branco no primeiro exame, um vermelho no último e um cor de rosa nos exames 'do meio'. Os exames são feitos na Examination School (ou seja, são feitos de forma 'centralizada' e não em cada college), o que resulta numa romaria de estudantes em plena High Street (excelente oportunidade para fotografias turísticas!).
O último exame do curso tem direito a 'trashing': os amigos do finalista esperam por ele/ela nas traseiras da Examination School com confettis, espumante, balões e tudo aquilo que puder deixar o cabelo pastoso e o subfusc com um ar muito pouco apresentável.
(fotos daqui)

Há uns tempos houve um votação para abolir o sub fusc dos exames mas, ao contrário de Cambridge, Oxford preferiu manter a tradição. E tirando em dias de calor como os desta semana, até me parece uma óptima forma de não pensar muito no que vestir...

quarta-feira, 14 de junho de 2017

A caminho


Dos 30 e de mais uma viagem. Vai haver Sacher e prosecco e Mozart. E muito, muito para celebrar.

segunda-feira, 12 de junho de 2017

Day trip to... Tallin

Estando em Helsínquia não dá como não planear um pulinho até à vizinha Estónia para conhecer Tallin (e pisar 2 países num só fim de semana, pois claro).
Comprámos bilhete uns 2 dias antes e escolhemos a empresa Tallink Silja Line tendo em conta os horários que ofereciam. Havia outras opções com umas míseras 2 horas em terra mas achámos que isso não servia para nada. A Tallink Silja Line oferecia um ferry às 10:30 (com chegada a Tallin às 12:30) e regresso às 16:30 e os bilhetes custaram cerca de 50 euros (por pessoa, ida e volta). Ao todo estivemos 4 horas em Tallin e apesar de não parecer muito, deu para ter uma ideia da cidade, passear pelo centro, almoçar com calma e fazer as comprinhas da praxe (apaixonei-me pelos gorros e tive que trazer um!).
O barco parte do terminal Oeste de Helsínquia (e não naquele que fica mesmo no centro!),  o que acabou por ser bom para nós dada a localização do nosso hotel. É preciso levantar os bilhetes no terminal e 'fazer o check-in' pelo que convém chegar dentro do tempo recomendado (uns 45min antes da partida).
Os barcos são MUITO maiores do que eu estava à espera e são um verdadeiro mundo, com restaurantes, lojas e entretenimento. Experimentámos ambas as versões (Star e Megastar), que são os 2 modelos de barco disponíveis na rota e se poderem escolher recomendo o Megastar por ter mais sítios para sentar sem ser em zona de restaurantes (e já agora, por ter melhores restaurantes também).
Quando chegam a Tallin, o barco pára no terminal D (acho que não é o "principal") que fica a uns 15-20 min a pé do centro (não é nada difícil chegar lá porque estão sempre a ver os tectos das igrejas, óptimo ponto de referência, para além de seguirem os restantes 'companheiros' de viagem que também vieram no ferry).
Não seguimos propriamente um roteiro ou um percurso pre-definido, acho que a piada de Tallin é mesmo perderem-se nas ruas e ruelas. Para compras, apaixonei-me por uma loja na rua Pikk com imensos produtos artesanais e onde passei hoooooras a tentar decidir que gorro ia comprar (e depois de vir de Helsínquia, tudo parece baratíssimo!).
Não é um sítio fofinho?