quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

Viver no limite

É ir a Bruxelas a uma EU-cena como UK delegate.


Agora falando mais a sério, o Brexit não falha nas piadas durante os coffee breaks, nas perguntas dos amigos (como é que é viver aí agora? já sentiste a discriminação?) nem em todas as reuniões de sexta feira, quando aterra em cheio na pilha dos "problemas" numa mesa onde sou a única estrangeira. Há dias, como em EU-cenas, em que não pertenço verdadeiramente a nenhum lado desta barricada mas a verdade é que na maior parte das vezes me esqueço que estou aqui por empréstimo e visto com gosto a camisola do país como se fosse o meu (e não é?). Quem talvez não ache isso é a pessoa que um dia gritou em pleno centro de Oxford "se não forem ingleses, vão para casa", mas pronto, vai ter de viver com o facto de ser uma portuguesa a ir a Bruxelas para representar alguns dos interesses da ilha.

2 comentários:

  1. Oh, como te percebo. Essas são, sem dúvida, as perguntas que estão na ordem do dia de quem é estrangeiro e aqui vive. Mas a verdade é que, tal como tu, também não me consigo sentir assim tão estrangeira enquanto me passeio pelas ruas da minha Londres. :)

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  2. :-) Bom texto!
    Ironias da vida...;-) Uma portuguesa a defender-lhes os interesses...Deal with it! ;-))

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