sábado, 31 de dezembro de 2016

Adeus, 2016

2016 foi provavelmente o ano mais longo e mais curto de sempre: se por um lado aconteceram mais coisas do que em qualquer outro ano, por outro passou tudo incrivelmente depressa! O ano que agora termina foi sobretudo rico em viagens e de férias ou em trabalho foram cerca de 59 voos, o que me parece difícil de bater nos tempos mais próximos (mas never say never). Regressei às Midlands, fui a Munique e à Baviera, passei por Darmstadt e Mainz, fui várias vezes a Londres a partir da Alemanha, conheci Riga, fui numa viagem de trabalho a Amesterdão, vivi a América profunda no Colorado, conheci Hamburgo, Turim, Viena. Regressei à América para me voltar a apaixonar por New York City e render-me à história de Washington DC. Fui pela primeira ao México, voltei a Munique e às Midlands, passei por Liverpool, Cotswolds, Edimburgo, Cracóvia. Tornei-me frequent flyer (e possivelmente ainda mais picuinhas). Mas nem só de viagens se fez o ano. Tive oportunidade de conhecer um dos meus heróis e tenho uma fotografia para a posteridade. Ganhei um prémio. Mudei de emprego. Mudei de país e regressei à ilha do meu coração. Fiz novos amigos (e, talvez o mais importante, não perdi nenhum). Percebi que 2016 me trouxe a capacidade de apreciar as pequenas coisas e estou muito contente com isso. Partilhei a sala com o Jeff Bezos, o Elon Musk, o Buzz Aldrin e o Charlie Boulden (#geekalert), mas não falei com nenhum deles. O Tim Peake foi ao meu emprego (oh, as vantagens de ser civil servant) e tirei mais fotografias que uma turista japonesa. Comecei a (re)aprender Francês. Portugal foi campeão da Europa e eu não pude ir ao Marquês.

2017 vai trazer-me os intas (glup) mas também tudo aquilo que semeei em 2016 e só por isso acho que vai ser um ano em grande. Haja então saúde e dinheiro para (mais) viagens.

quinta-feira, 29 de dezembro de 2016

Cracóvia - o castelo, Schindler e as minas de sal

No segundo dia começámos por conhecer a zona do castelo. Não entrámos no palácio mas visitámos a catedral (onde não se podia fotografar). O frio era tanto que era impossível tirar as luvas!

Tínhamos a visita às minas de sal marcada para a tarde mas antes queríamos visitar a fábrica de Schindler e para conhecer melhor a cidade decidimos ir a pé.
Pelo caminho encontrámos esta ponte super original com esculturas presas aos cabos, a representar diferentes desportos.
Entrámos no bairro judeu e seguimos os sinais até à fábrica de Oscar Schindler. A fábrica é hoje um museu e sem dúvida que vale a pena a paragem se visitarem a cidade: com imensa informação e um excelente trabalho para recriar o ambiente político que se viveu até ao rebentar da guerra, a guerra, as perseguições e o trabalho de Schindler. Quase todas as salas tinham sons da época que pretendiam retratar e o som das sirenes e dos tiros foi algo que mexeu comigo.
Para as minas de sal escolhemos uma visita guiada (usámos a empresa See Krakow que nos foi buscar à porta do nosso hotel e tratou de tudo por nós). Apesar de ser um bocado claustrofóbica não me custou visitar a mina e só me fez impressão o elevador que se usa para subir à superfície porque é muito pequeno e vem demasiado cheio (e, pronto, não parece lá muito resistente ahah). Vamos ao overposting de fotografias...
(pelos vistos há quem organize eventos na mina!)
O próximo post trará uma das razões me fez escolher Cracóvia: Auschwitz e Birkenau.

quarta-feira, 28 de dezembro de 2016

Cracóvia - passeio pelo mercado de Natal

Antes que o ano termine, vamos lá fazer os devidos posts da viagem à Polónia. Aproveitei uns dias de folga no início de Dezembro e fiz um fim de semana prolongado para conhecer Cracóvia, voo directo de Gatwick, preço razoável, decidido! Como chegávamos mesmo à hora de almoço e queríamos optimizar o tempo para ter ainda algumas horas de luz, decidimos marcar transporte do aeroporto para o hotel (qualquer coisa como 20 euros, o que nos pareceu bem a dividir por 3). Marquei com a empresa Krakow Direct e não tive razões de queixa, pontuais, super simpáticos e em 15-20 minutos tínhamos chegado. Depois de deixar as malas, a primeira coisa que fizemos foi mesmo procurar um restaurante onde comer (fooooome!). Graças ao TripAdvisor descobrimos o Pod Aniolami, um restaurante de comida polaca com a decoração pensada ao pormenor! Recomendadíssimo!






O resto da tarde foi passado no mercado de Natal e a deambular pelo centro da cidade. Havia diversos presépios espalhados pela cidade (como este da imagem abaixo) e achei tão original que trouxe um para uma amiga que faz coleção (mas juro que trouxe um mais pequeno. piadinha.)




O mercado tinha de tudo um pouco, desde decorações, souvenirs, pão, bolachas, comida (ficámos fã da sopa de cogumelos e dos dumplings).





(não parecem os 'nossos' lenços?)


Na praça principal fica também o Cloth Hall (Sukiennice em Polaco), uma verdadeira casa do comércio e que esteve entre as maiores da Europa. Hoje alberga também um museu no andar superior.


Para combater o frio de Cracóvia, foram muitos os sítios onde fomos parando nos diferentes dias para um chocolate quente mas este foi sem dúvida o meu preferido: Café Camelot! Não é um amor?





Continuámos o passeio pela Florian Gate, todas as lojinhas da rua (oops) e a ópera de Cracóvia.



Acabámos por jantar no mercado e houve tempo para mais umas fotografias, agora já de noite. E como acordámos às 5h da manhã para apanhar o voo em Gatwick, decidimos que era boa ideia dormir cedo, até porque o dia seguinte ia ser longo.