quarta-feira, 13 de julho de 2016

O regresso à ilha

Não há pessoa que fale comigo acerca do meu regresso à ilha que não me pergunte logo "então e o Brexit?" e por isso vamos já começar por aí: não me senti de todo discriminada desde que aqui aterrei. Pelo contrário, fui bem recebida em todo o lado: no emprego, nesta vizinhança que me acolhe temporariamente até me mudar para a minha mansão, pelo senhor das entregas do Sainsbury's (um amor!), pelos senhores dos táxis que me ensinaram ditados populares, pelo senhor da segurança que me deixou escolher a melhor fotografia para o badge, não tenho nada a apontar à comunidade de Oxfordshire (o melhor dos shires, obviamente!). Pode ter sido sorte, pode ter sido por delicadeza que não me disseram o que pensavam (mas um xenófobo é delicado?), não sei. Claro que me continuo a preocupar com o que vai sair das negociações, que ninguém gosta de viver no limbo, mas tenho de acreditar no statement do meu emprego que afirma que os contratos dos trabalhadores da EU não vão ser alterados e esperar pelo melhor.
E por falar em emprego, já há muito tempo que não chegava a um sítio e pensava "caramba, é isto mesmo" e só por isso estou feliz com a minha decisão. Sim, sinto-me uma miúda nos primeiros dias de escola (literalmente, porque sou claramente a que tem menos experiência!) e ando aqui em stress com as novas responsabilidades (já pensei várias vezes "mas afinal onde é que me vim meter?") mas estou grata por terem acreditado em mim e é com muito orgulho que uso o meu badge ao pescoço. (Isso e as viagens que me esperam: México, Escócia, para o ano o regresso aos States... estamos como queremos, ahah.)

6 comentários:

  1. Tudo sinais bons, a indicar que fizeste a escolha certa para ti. Por isso, só pode correr bem.
    E a nova PM parece ser de confiança.

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  2. Senti uma pequena pontada de inveja... ao ouvir falar de viagens de trabalho, claro está! AHahha

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    1. Ahaha, mas olha que muitas viagens de trabalho são mesmo só isso... trabalho! Houve várias em que só "conheci" o aeroporto e a estação de comboio :P

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    2. Eu sei, mas é o espírito da coisa. O percurso casa-trabalho é muito entediante, fazer um caminho diferente é sempre mais apelativo, principalmente se for do outro lado do mundo.

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    3. Verdade, e eu faço sempre os possíveis para ver qualquer coisa mas às vezes os destinos são demasiado repetidos, ahahah, é como os cromos, às tantas não dá para trocar :P

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