domingo, 31 de julho de 2016

Parabéns, Harry

Conheci o Harry Potter quando tinha mais um ano do que a personagem e o livro tinha acabado de ser editado em português. Desde então que fiz questão de ser sempre das primeiras pessoas a comprar cada livro novo, primeiro em português e depois em inglês quando me fartei de esperar pela tradução e achei que me podia aventurar em 400 páginas numa língua que não a minha. Não me tornei doente do Harry Potter nem ando (ou andei) por aí vestida com robes de Hogwarts e gravatas Gryffindor (já um time-turner... não dizia que não!) mas confesso que sou fangirl. Acho (snobmente, é certo) que há uma hierarquia conforme se tenha lido os livros antes ou depois dos filmes e sinto aquela superioridade que os mais velhos invariavelmente sentem sobre os mais novos quando dou por mim a pensar que "no meu tempo" é que era. Mas, pessoas, o Harry Potter não é só uma personagem de um livro (ou de um filme, pronto, pff). É verdade que algures no caminho eu e as personagens deixámos de ter exactamente a mesma idade mas foram 9 anos em que partilhámos verões à beira-mar, férias da Páscoa em frente a uma taça de Chocapic (memória verídica que tenho de ler o Prisioneiro de Azkaban!) ou maratonas de leitura pela madrugada dentro para chegar mais depressa ao fim do livro ("mas tu ainda não te foste deitar, Agnes Maria?" foi a pergunta que a minha mãe me fez MUITAS vezes). E é por isso que hoje, passados 9 anos do último livro (!) dei por mim com uma alegria quase infantil (deverei ter vergonha de ter até dado um saltinho em plena rua?) quando tive a minha cópia do Harry Potter and the Cursed Child", com direito a saco especial e um papel a dizer "I collected my copy on the 31st July 2016 at Waterstones Oxford" que vou guardar religiosamente como boa fangirl que ainda sou.
Infelizmente, amanhã tenho de ir trabalhar e não vou poder ler o livro como faria noutra altura. Afinal, o Harry cresceu (e faz hoje anos!) e eu também, bah.


Pronto, ide, este blog regressa à sua programação habitual dentro de momentos.

sábado, 30 de julho de 2016

Home

Ainda lhe faltam os ímans do frigorífico (que estão a caminho!), umas coisas que comprei na IKEA e outros bits and pieces que hei-de receber para a semana mas já adoptei esta casa como minha. Já a pus a cheirar ao Grapefruit&Ginger do Marks&Spencer, trouxe comigo algumas canecas que comprei nas minhas viagens e os individuais da casa da Holanda moram agora na minha cozinha. Gosto de deixar a janela aberta e ouvir os sinos dos colleges ou absorver o silêncio antes de começar a hora de ponta (passear por Oxford antes das 7h da manhã - sem turistas, sem summer students, sem confusão - não tem preço).
Mais do que uma frase que se põe em almofadas e quadros por esse mundo fora, a verdade é que, de facto, Home is where is the heart is e o meu instalou-se a beber chá e comer bolachas de manteiga de amendoim na melhor cidade do mundo.

sábado, 23 de julho de 2016

Washington DC - o último dia

Finalmente chegámos ao último post da viagem aos Estados Unidos (onde já me parece ter estado há séculos e não apenas há um mês atrás!).
O último dia em DC foi passado em ritmo lento, com direito a brunch para começar e depois uma longa caminha até ao Arlington Cemetery. Eu sei que pode parecer um bocado mórbido dizer que passámos grande parte do dia num cemitério mas achei-o bastante tranquilo e nada pesado apesar dos constantes avisos a pedir silêncio e respeito. E claro, para mim era inconcebível estar em DC e não passar por lá, é demasiada história num sítio só para se ignorar este passeio!
Assim, começámos na Casa Branca (última tentativa para ver o Barack - sem sorte), espreitámos o South Lawn pela primeira vez mas havia um enorme perímetro de segurança e era impossível contornar completamente o terreno, apenas estar junto à parte da frente (de onde tirei a primeira fotografia, no dia 1) ou à parte de trás, de onde é a fotografia abaixo. Ia com ideias de ver a horta da Michelle como a IM mostrou no seu blog mas sem sucesso, snif (nota como tirámos fotos quase às mesmas coisas, ahah!).
Embarcámos na loucura e voltámos ao Lincoln Memorial, atravessámos a ponte e após uma caminhada que parece mais curta do que é na verdade (trust me...) chegámos.
Ei-la: a entrada do Arlington Cemetery!
Existe um Visitor Centre logo à entrada onde é possível comprar bilhete para andar num pequeno comboio que atravessa o parque mas o tamanho das filas era desencorajador e por isso agarrámos num mapa e fomos a pé.
Há dois sítios onde toda a gente vai: o Túmulo do Soldado Desconhecido e o do Jonh F. Kennedy e há placas a indicar a caminho em quase todo o lado. O cemitério tem ruas com números e zonas e por isso é muito fácil orientarem-se a partir do mapa.
 
o JFK e a Jacqueline
Quando se olha para o lado oposto, existem frases de discursos do JFK - esta é a famosa passagem "ask what you can do for your country"
o "silence and respect" está em vários sítios e eles levam-no MUITO a sério
A cerimónia no Túmulo do Soldado Desconhecido (Tomb of the Unknown Soldier), a coisa mais impressionante a que já assisti: a música (e o aperto no peito que uma corneta? pode causar!), a solenidade, toda a gente com a mão no peito (a pedido dos soldados), impressionante mesmo.
Existem homenagens a astronautas do Challenger e do Columbia
A imensidão de pedras brancas que é impossível de capturar numa fotografia

Antes de ir embora havia mais uma paragem obrigatória: o Iowa Jima Memorial, que não fica dentro do perímetro do Arlington Cemetery. Mas em vez de serem como nós e acreditarem que têm de dar de a volta por FORA do perímetro, vão por dentro na direcção do memorial porque existe uma saída por aí (não sei porque enganam os turistas e os fazem andar no caminho de bicicletas que contorna o cemitério...). O memorial fica junto ao Netherlands Carillon que enquanto ali estivemos esteve sempre a tocar e criou um ambiente especial (adoro o som dos sinos!).
Uncommon valor was a common virtue - para mim, a melhor frase num memorial
A vista fantástica

No regresso o calor derrotou-nos (foram mais de 3horas de passeio, só em Arlington!) e apanhámos um taxi para o hotel. Descansámos um bocado e fomos para o aeroporto, também de taxi (julgo que são uns 60 ou 70 dólares, já com tip). Gostei muito de DC, acho até que nem me importava de morar por lá se algum dia me passar pela cabeça atravessar o Atlântico... Agora, é pensar na próxima viagem! 

quinta-feira, 21 de julho de 2016

Obsessão musical do momento

Obviamente que não me podia ter mudado para a ilha e não andar já a pensar no próximo musical! Era para ser o Wicked mas decidi esperar pelo próximo cast que chega em Setembro (a escolha da Elphaba certa é muito importante! #musicaltheatregeek) e entretanto estou rendida ao Matilda


Acho que vai ser a escolha de Agosto!

terça-feira, 19 de julho de 2016

Washington DC - dia #2

O segundo dia em DC foi planeado de acordo com as marcações para os National Archives e o Capitólio. Apesar de em ambos a entrada ser gratuita reservei uma hora de entrada para os dois: nos National Archives pode-se reservar um slot sem pagar nada enquanto que para o Capitólio a reserva online custa 1.5$ por cada bilhete. É importante dizer que enquanto que a visita aos National Archives pode ser feita individualmente, o Capitólio só pode ser visitado enquanto parte de um grupo com guia e se forem no verão ou em férias escolares é boa ideia ver os sites de ambos com alguma antecedência para encontrar um slot que vos dê jeito (especialmente se estiverem poucos dias na cidade e não tiverem grande flexibilidade!).
Começámos pelos National Archives onde a fila dava meia volta ao edifício ainda antes da abertura. Quanto mais cedo forem (especialmente com bilhete com hora marcada, para passarem à frente da fila geral), melhor. Sobretudo, comecem pela sala da Constituição, Declaração da Independência e Bill of Rights para evitar a multidão que vai chegar depois e terem algum tempo para usufruir da presença destes três documentos - não sou americana mas emocionei-me ao estar ali! Infelizmente não se pode tirar fotografias e não pude capturar (se é que é possível) o sentimento da sala. Nos Arquivos é ainda possível encontrar registos de discursos famosos, tanto em papel como em vídeo, cópias de jornais, registo de imigrantes e tudo o que de alguma forma possa documentar uma época, pessoa ou situação. Sem dúvida um sítio a não perder numa passagem por DC!
("the heritage of the past is the seed that brings forth the harvest of the future")

Aproveitámos e fomos ao Natural History Museum que fica mesmo em frente. É um museu bastante grande e para o ver com calma seria preciso mais tempo do que aquele tínhamos mas escolhemos algumas das salas que mais nos interessavam e ficámos com uma boa ideia da exposição. Claro que não pude deixar de ir à exposição da National geographic com fotos ma-ra-vi-lho-sas e que me deixaram com uma longa lista de sítios onde ir num futuro próximo (e umas quantas lentes para a lista do Pai Natal - Pai Natal, se me estás a ler, vai pensando no meu caso!).
 O Capitólio era o sítio que se seguia mas para minha desilusão a cúpula estava em obras (snif).
O lado de dentro da cúpula tem a Apotheosis - A Ascensão aos Céus de George Washington

O Capitólio tem diversas estátuas oferecidas pelos 50 estados para homenagear diferentes personalidades sendo que a maioria se encontra no National Statuary Hall (foto abaixo). Na Rotunda, a divisão imediatamente por baixo da cúpula, as estátuas são sobretudo de antigos presidentes e incluem George Washington ou Lincoln, mas também figuras como Martin Luther King, Jr. e Alexander Hamilton.
National Statuary Hall 
Frances Willard, activista pelo direito de voto das mulheres
Rosa Parks, a famosa mulher que em 1955 recusou deixar o seu lugar no autocarro em favor de um branco. A estátua de Rosa Parks é uma das excepções por ter sido a primeira estátua oferecida pelo Congresso (em vez de por um estado em particular) desde 1873. (O Congresso também já tinha sido o responsável pela aquisição do busto de Martin Luther King, Jr., que se encontra na Rotunda). 
Depois disto continuámos para o Lincoln Memorial. Era já o final do dia e por isso a luz das fotografias ficou bastante peculiar mas acho que lhe deu um toque diferente (e sem Photoshop!) por isso nem decidi voltar lá e "trocar" por outras com uma luminosidade mais "normal".
De caminho passámos pelo Newseum, que todos os dias expõe as capas dos principais jornais do mundo na entrada. Infelizmente não tivemos tempo de visitar mas foi-me recomendado por vários amigos na cidade, oops... mais uma desculpa para voltar ;)
Grande capa do Brexit!

Começámos pelo Washington Monument e fomos percorrendo a Reflecting Pool desde o Memorial da Segunda Guerra Mundial até ao Lincoln Memorial.
A fotografia-postal que se impõe
O memorial da Segunda Guerra Mundial
A luz fantástica do final do dia!
E depois da caminhada, ei-lo: o Lincoln!
I have a dream! 
Sim, eu fotografei o Washington Monument demasiadas vezes...

segunda-feira, 18 de julho de 2016

Para que a História não se repita


"Decades later Hitler's rising remains a warning of how fragile democratic institutions can be in the face of angry crowds and a leader willing to feed their anger and exploit their fears." 

quinta-feira, 14 de julho de 2016

Washington DC - dia #1

E vamos lá falar de Washington DC antes que me esqueça de acabar os posts da minha viagem por terras do Tio Sam.
Quando decidi que iria visitar NYC e Washington DC andei indecisa se haveria de fazer o percurso entre as duas cidades de comboio ou de avião. Os preços eram muito semelhantes mas o site dos comboios tinha imensos avisos por causa de obras e atrasos esperados na linha para essas datas por isso decidi que ia voar entre NYC e DC. A viagem começou logo mal: chegámos ao aeroporto e o voo estava cancelado! Estivemos imenso tempo numa fila (companhias europeias, estão perdoadas!) para nos darem um bilhete para um voo anterior e não termos de esperar até ao final do dia ("mas vão ter de correr um bocadinho"). Depois de batido o record dos 800m no JFK entrámos no avião que depois de umas voltas na pista voltou à gate e teve o voo cancelado... "Mau tempo em DC" foi o que descobrimos, já dentro do terminal. Por esta altura eu já estava a pensar que o customer service da American Airlines é péssimo e a Europa é um sítio muito melhor para voar mas não havia grande coisa a fazer a não ser esperar e rezar para que as malas chegassem a DC depois de tantas trocas. Lá acabámos por conseguir os últimos lugares do voo a meio da tarde (depois de uma manhã queimada no aeroporto...) e chegámos a DC por volta das 18h (nós e, para nossa surpresa, as malas! yeaaaaaah!). Foi portanto um dia perdido no JFK, obrigadinha AA... 
O primeiro impacto que tive ao chegar a DC foi o calor e a humidade, um clima quase opressivo! Precisei de trocar as calças por um vestido antes do jantar e agradeci ainda mais o ar condicionado dos restaurantes e lojas. Nesse dia pouco fizemos para além de jantar, dar uma voltinha à volta do hotel, ir até à Casa Branca ver se o Barack estava por lá e descansar. Mas o meu plano para DC estava programado ao minuto para os dias seguintes!
Apesar de quase todos os museus e monumentos serem de entrada em gratuita, recomendo que sobretudo no verão (e em férias escolares!) marquem online uma hora de entrada para certos sítios como o Capitólio ou os National Archives. Paga-se uma pequena taxa de reserva mas compensa bastante - sobretudo para os National Archives onde a fila pode chegar a dar a volta ao edifício! Foi em função destas horas de entrada que consegui marcar que decidi tudo o resto e fui construindo o programa. Assim sendo, o primeiro dia ficou com o Supreme Court e Library of the Congress, que ficam na mesma zona, e o Air and Space Museum.
O Supreme Court só está aberto de Segunda a Sexta e tem uma exposição que explica a história do edifício e da instituição e há ainda uma sala onde passam um pequeno documentário. Eles são particularmente orgulhosos de duas escadarias em espiral, feitas de mármore e bronze, e que são apenas suportadas pelos degraus e a sua ligação à parede (não percebi todo o entusiasmo, sorry).
A Library of the Congress foi o meu edifício preferido em toda a cidade!

À tarde foi a vez  de ser geek no Air and Space Museum!
(Apollo 11 Command Module - sim, a da viagem à lua com o Buzz e o Neil!)
Terminámos o dia na Casa Branca, junto ao Hotel, para tirar fotografia à morada mais famosa do mundo pois claro:

Fizemos tudo a pé, que DC é uma cidade bastante compacta (sobretudo depois de NYC). O calor e a humidade no verão é que não ajudam (há gente de 100 em 100 metros a vender garrafas de água, acho que isso diz muito) mas sobrevive-se. Stay tuned para mais 2 dias de DC e depois prometo que me deixo disto dos Estados Unidos...