quinta-feira, 30 de junho de 2016

NYC - o primeiro dia (e meio)

Chegámos a NYC ao início da tarde o que deu tempo para dar uma volta por Midtown: fomos ao Rockfeller Centre, descemos até à Grand Central Station e fomos dizer olá a Times Square, o que dá logo aquele impacto de ter aterrado na Big Apple.

(o Saks)

(fotografar o Empire é um clássico!)

(Grand Central Station, não interessa quantas vezes entre lá, continuo a adorar esta estação!) 





Em vez da famosa pista de gelo, o Rockfeller estava transformado numa grande esplanada e durante a semana houve ainda direito a experimentar diversos restaurantes na praça por ocasião dos Restaurant Days. Gostei de ver a diferença na forma como a praça é aproveitada no verão, realmente bem diferente da minha experiência em Novembro!


Apesar de me custar menos o jet lag quando viajo para Oeste, achei que não valia a pena "esticar" o primeiro dia (ou o que restava dele) e fomos dormir cedo. Melhor decisão de sempre!

(St Patrick's cathedral)

No primeiro dia inteiro que passámos nos Estados Unidos fomos conhecer Brooklyn e aproveitar umas horas sem a multidão de Manhattan. Começámos logo de manhã com a obrigatória travessia da ponte, almoçámos junto ao rio e aproveitámos a paisagem num dia de muito, muito calor (sempre á procura da sombra!).



O almoço foi no Atrium DUMBO, um restaurante descoberto ao acaso e do qual fiquei fã! Acho ainda que éramos os únicos turistas que lá estavam o que foi uma sensação única durante a viagem (e pode ter sido pura sorte). Tenho-me controlado e não tenho tirado fotografias à comida para não ser tal e qual uma turista japonesa mas agora não tenho nada para ilustrar a refeição que tivemos...sorry.







Infelizmente não tirei fotografias a Brooklyn mesmo, embora tenha adorado o passeio, as lojas, o bairro que achei muito mais acolhedor e family friendly do que a impessoal Manhattan... recomendo o "desvio" e a vista, claro!
A meio da tarde fomos ao SoHo fazer compras. Portei-me bem e só comprei 2 pares de calças de ganga (eu digo calças de ganga, não digo jeans, sou muito pouco féchion), uns cremes da Victoria's Secret (só porque estavam com mega promoção e paguei 10 dólares por um creme e um "perfume"), uns ténis para uma amiga e .... foi isso. Depois disso, só comprei um enfeite de Natal numa loja da 5th Avenue (meu deus, que loucura de loja!!! imaginem uma Zara só com enfeites de Natal, uma perdição!), devo ter sido a pessoa que menos coisas comprou, só pode.



(o famoso Bloomingdale's)

Para terminar o dia na loucura, decidimos fazer a 5th Avenue desde Washington Square Park até ao Palace, quem é que precisa de ir ao ginásio com um dia destes?

(o arco em Washington Square Park - com o Empire lá bem ao fundo) 

(imbuída do espírito patriótico americano)

(o Flatiron building)

(nunca perdi uma oportunidade de fotografar o Empire, it never gets old)

(NY Public Library)


Apesar de poder parecer muito, acho que este roteiro se faz muito bem a pé. Apanhámos só um taxi de Brooklyn de volta para Manhattan porque o calor era tanto que já desesperávamos por ar condicionado. Acho que o calor se suporta muito mal nas cidades (ou então sou só eu) embora DC tenha sido muito pior, mas isso fica para os próximos episódios.

quarta-feira, 29 de junho de 2016

A viagem a NYC e Washington DC

Na verdade, tudo começou porque vi uma promoção espectacular na United Airlines e como na altura estava indecisa quanto ao destino de férias achei que estava na hora de voltar aos Estados Unidos. Ora ir a NYC é sempre uma boa ideia (bom, pelo menos para mim) mas sendo a segunda visita achei que devia acrescentar outra cidade e DC foi a escolha óbvia (Air and Space Museum, Casa Branca, National Archives, museus, museus!....enfim, vocês percebem a ideia). O lado ainda mais fantástico da promoção é que permitia ir para uma cidade e vir de outra pelo mesmo preço - comprado!
Junho não seria a minha primeira opção para visitar estas duas cidades: está demasiado calor para andar na rua (ora bem que estão 30 graus e estamos na praia ou então andar a fazer turismo de máquina à tiracolo torna-se bastante incómodo) e há demasiados turistas (mais gente que pessoas, como diria um amigo meu) mas como este ano as férias são um bocado esquizofrénicas (acho que digo isto todos os anos, mas pronto) não deu para ser esquisita. Se tiverem essa opção, recomendo Abril/Maio, ou talvez Setembro/Outubro. Eu gostei imenso de ir em Novembro, no longínquo ano de 2012, mas está um frio do caraças, para além de que há sempre hipótese de apanhar chuva ou neve.
O alojamento em NYC é caro e é o maior rombo no orçamento. Pesquisei bastante tendo em conta os parâmetros habituais (central mas não no meio da confusão, confortável, com quartos onde não fosse preciso fazer gincana por serem demasiado pequenos, etc) e cheguei à conclusão que em equipa que ganha não se mexe: optei pelo New York Palace. O hotel sofreu obras desde 2012 e está agora dividido em 2 (um mais posh do que o outro, basicamente) e apesar de não ser barato consegue ser bastante mais barato do que muitos outros da mesma categoria. A localização é excelente: Madison Avenue em frente à St Patrick's Cathedral, a 2 min do Central Park e outros tantos da Grand Central e a um bloco do Top of the Rock. No entanto, acho que o verdadeiro selling point é a vista:




Com as obras e a divisão do hotel em dois (sendo que o chamado NY Palace Towers é estupidamente caro), acho que se perdeu alguma coisa no NY Palace "normal" e se voltar a visitar a cidade talvez procure outras alternativas. 
Em DC não foi mais fácil encontrar um hotel bom, central e barato. Como central era mesmo a prioridade, optei pelo Sofitel mesmo em frente à Lafayette Square e vizinho da Casa Branca. Achei super moderno, com aquele cheirinho a Zara Home que eu adoro e bastante melhor do que o de NYC mas infelizmente não tirei fotos para a posteridade...
Entre NYC e DC e depois de muita pesquisa, acabei por optar pelo avião. Os preços do comboio estavam caríssimos e os que não pediam um rim como pagamento tinham aviso de atrasos por causa de obras na linha pelo que decidimos não arriscar e comprámos um voo doméstico na American Airlines. Não posso dizer bem da companhia: no dia em que voámos entre as duas cidades estava mau tempo em DC e tivemos 2 voos cancelados, enganaram-se a processar o re-booking e estivemos até ao último minuto (literalmente na porta de embarque!) para conseguir os últimos lugares no voo da tarde, sempre com um atendimento péssimo nos balcões (companhias europeias, estão perdoadas!). O mais extraordinário é que as nossas malas conseguiram chegar a DC mesmo depois de toda esta aventura e da confusão que estava o balcão da companhia no JFK (e sim, celebrámos a chegada da mala no tapete tal e qual como se tivesse sido golo da selecção, ahah).
Desta vez Philadelphia ficou de fora e sabendo o que sei hoje fico contente com essa opção porque teria perdido o meu dia na viagem por causa da tempestade e ficava na mesma sem ver a cidade. Mas como ainda há taaaaanto para visitar naquele país, sei que terei outra oportunidade! 
E para os próximos capítulos teremos o itinerário desta viagem e muitas fotos a acompanhar! Stay tuned!

terça-feira, 28 de junho de 2016

I have a dream


Voltei mas preparo já o meu regresso ao Reino (Des)Unido. Mentiria se dissesse que o Brexit não magoou o meu lado europeu e idealista mas também é verdade que ainda há muito caminho para percorrer e não acho que valha a pena entrar em dramatismos. Claro que me preocupa a incerteza e isso impede-me de fazer as malas em paz com a minha decisão. Mais do que o visto que talvez me possam vir a pedir ou da queda da libra, preocupa-me sobretudo a vaga de xenofobia que se tem registado no país, como se o "Leave" fosse a autorização legal que faltava para ser imbecil. Ao contrário dos amigos que me dizem "não venhas" ou "acho que devíamos ir antes para a Austrália" não acho que as coisas fossem melhores noutro país: I have bad news for you, folks, a xenofobia é, infelizmente, cada vez mais comum. Mas tal como eles comecei a pensei em alternativas se o UKIP ou outra ideologia semelhante tomar conta da ilha. Talvez atravesse o Atlântico, talvez rume a norte, talvez volte a Portugal. Talvez. Por agora, é fazer as malas e esperar pelo melhor. O curioso é que vou ser civil servant de um país do qual não tenho passaporte e se isso não é um grande exemplo do sonho europeu, não sei o que será.

quarta-feira, 15 de junho de 2016

It's going to be legen...wait for it....dary, legendary!

Não sei bem como é que isto aconteceu mas vem aí o último ano dos 20's. Não fosse ter recentemente preenchido os papéis para um background check e ter percebido o número de vezes que mudei de casa bem como os meus muitos projectos associados a cada morada, e era capaz de jurar que não tinha feito nada de especial nesta década. Não gosto de aniversários por isso mesmo: ser confrontada anualmente com o facto de haver muito pouco tempo para tanta (e tão longa) bucket list deprime-me sempre um bocado (geralmente resolvo isto com amêijoas, mas este ano não estou em casa). Além de que é verdade que os 28 me trouxeram muitas coisas boas e mais viagens do que qualquer outro ano. Para além disso, os 28 foram particularmente decisivos: podiam-me ter levado para Paris, Munique ou Holanda e em vez disso trouxeram-me ao norte da Alemanha e levam-me agora de volta a Inglaterra.
Os 29, esses, levam-me por agora ao outro lado do Atlântico (e há lá melhor maneira de começar o meu "ano novo"?). E depois, venham de lá essas bucket lists até aos 30! It's going to be legen...wait for it.... dary, legendary!


segunda-feira, 13 de junho de 2016

As últimas viagens e os últimos cartuchos na Alemanha

Ia fazer um post dedicado apenas à minha viagem a Viena mas na verdade não tive quase tempo nenhum para turismo quanto mais para tirar fotografias que pudesse publicar aqui. Apesar de ter tido uma viagem menos "turística" do que tinha pensado, ainda consegui dar um passeio pelo centro e ficar com uma ideia da cidade (tenho de voltar, obviamente). Claro que não faltou o bolo Sacher com prosecco e a música da ópera como fundo na última noite, o que compensou um bocado só ter visto meia dúzia de coisas a correr. Entre Turim e Viena consegui aumentar a minha colecção de magnets para o frigorífico e a minha mais recente colecção de enfeites para a árvore de Natal (sem vergonha de ter copiado a Adriana Miller, oops) - a estrear neste ano na minha casa sem prazo!


Na última viagem a Londres também não fiz nada de turístico mas acabei por descobrir 2 restaurantes que hão-de ter review num futuro próximo (nada de entusiasmo, pessoas, são só restaurantes do tipo bom, bonito e barato para uma refeição rápida no centro da cidade).
Por agora, estamos a queimar os últimos cartuchos por terras alemãs. Tivemos o piquenique de despedida da empresa com direito a bolo de anos antecipado para mim (ooooh!) e a melhor prenda de despedida de sempre: um mapa para ir raspando os países onde já fui, super apropriado dado os meus 35 voos nos últimos meses ahah!
E claro, ainda temos as arrumações, limpezas e afins... Está quase mas se me vejo a caminho dos Estados Unidos nem acredito que é verdade!

sexta-feira, 3 de junho de 2016

O que vais fazer?

"Então e se o Brexit ganhar, vens na mesma?", perguntaram-me hoje. Pois... eu acho que agora é tarde: já tenho contrato de trabalho, casa, clearance (!) e bilhete de ida, seja qual for o resultado do referendo (mais um acontecimento para juntar à lista de Junho!) este blog vai ser escrito a partir de Inglaterra já no próximo mês.
A Europa como instituição pode não ser o regime ideal que toda a gente esperava, pode até estar a precisar de uma reforma e atravessar uma crise sem precedentes com todos os problemas de contas, refugiados, terrorismo, etc etc, mas eu continuo a acreditar no projecto europeu. Quero acreditar que argumentos como "ter de volta a soberania", "deixar de aceitar imigrantes", "acabar com os benefícios" e toda a xenofobia que invariavelmente acompanha esta discussão nas redes sociais não vão pôr fim a esse projecto na ilha. Aguardarei pelos resultados no outro lado do lago, onde felizmente terei o devido delay para não ter de acompanhar em directo as previsões e a discussão que me iria pôr os nervos em franja com tanta estupidez.
E dado que este é o meu primeiro Brexit post aqui no blog (espero que o último), deixo um vídeo que o Colégio da Europa fez, numa espécie de carta de amor ao UK e que achei muito engraçado. Agora venha daí o fim de semana.


quarta-feira, 1 de junho de 2016

Junho

Gosto do primeiro dia de Junho. Mesmo que esteja a chover lá fora (como é o caso), o início do mês traz-me a promessa das cerejas que aí vêm, do caldo verde pelos santos e do manjerico que há-de morar na minha cozinha de Lisboa. E depois há sempre aquela parte de mim que continua a olhar para Junho como o mês que traz o início das férias grandes por mais anos que tenham passado desde que saí dos bancos da escola. Junho é também o meu mês, como uma espécie de ano novo personalizado, e este vai trazer-me o último ano antes dos intas (*gasp*), o adeus à Alemanha e uma viagem a Nova York e Washington DC. 
Junho, I'm ready for you!