terça-feira, 31 de maio de 2016

Último passeio por Turim

No dia em que tive mais tempo livre decidi procurar a famosa vista de Turim que vem em todo e qualquer postal da cidade. Descobri que o sítio de onde todas essas fotografias são tiradas fica no Monte dei Cappuccini, do outro lado do rio. Para não estarmos sempre a fazer o mesmo caminho, fomos pela Ponte  Umberto I e voltámos pela Ponte Vittorio Emanuele I.


O caminho não tem nada que enganar: é sempre a subir! Custa um bocadinho se forem de saia de fato e blazer como eu (ok, com ténis, que não sou assim tão louca), mas a vista compensa tudo! Em dias sem nuvens é possível ver os Alpes no horizonte mas infelizmente nesse dia havia uma trovoada a caminho e só de alguns ângulos dava para adivinhar o contorno das montanhas. 


No topo existe um museu com uma esplanada mas queríamos aproveitar o resto do tempo para passear e por isso não entrámos.
A Ponte Vittorio Emanuele pode ser percorrida a pé, de eléctrico ou de carro mas foram os eléctricos as grandes estrelas da minha objectiva: adoro o aspecto garrido (e vintage!) numa cidade cinzenta por causa da chuva! Gostei ainda da vista para o rio e toda a zona verde ali à volta mas infelizmente as fotografias ficaram demasiado escuras por causa da luz que havia na altura e não lhe fazem justiça!




A caminho do Café Torino (pronto, confesso, gosto de fazer o roteiro dos cafés/pastelarias nos sítios por onde vou passando) encontrei um barbeiro com uma decoração original, uma série de praças e pracinhas e a Via Roma com todas as suas lojas desde a Louis Vuitton à H&M. Já tinha dado uma voltinha pelas lojas de Turim noutro fim de tarde (cof cof) mas só desta vez levei a máquina para registar os surroundings (vou poupar-vos a mais fotos de portas e janelas, ruas e ruelas).




O Café Torino fica na Piazza S.Carlo e foi aí que decidi provar e fotografar o famoso Bicerin. Não achei nada de especial (tragam-me os nossos pastéis de nada e meias de leite!) mas valeu pela experiência, sobretudo pelo agradável fim de tarde que passámos ali na praça.





Ficou por ver o Museu Egípcio, que fecha mais cedo que pensávamos (oooooh) e vai ter de ficar para outra visita. Para compensar, fomos afogar as mágoas em pizza num restaurante de bairro que não saberia indicar a ninguém porque não apontei o nome... quero só dizer que fiquei encantada por uma pizza custar 4,5 euros e ser ma-ra-vi-lho-sa! Para rematar, houve gelado na geladaria em frente e não, acho que não podia ter havido um final mais cliché para esta viagem...

domingo, 29 de maio de 2016

O primeiro passeio por Turim

Fui a Turim em trabalho mas quando recebi a recebi a agenda vi logo que ia ter algumas horas por dia que podiam ser utilizadas para passear  o que, obviamente, teria de ser aproveitado. Ia sem grandes expectativas (não me perguntem porquê, mas achava que fosse uma cidade que não valesse muito a pena) e fiquei agradavelmente surpreendida: Turim tem charme!

Começámos o nosso itinerário no Cafe Al Bicerin na Piazza della Consolata onde dizem que foi inventado o famoso Bicerin, uma mistura de chocolate com café e natas. Achei o espaço tão giro que me esqueci de fotografar a bebida mas não percam os próximos episódios porque há fotos num outro café!



Aproveitámos e visitámos o Santuário della Consolata, mesmo em frente, e seguimos a pé até ao Palácio Real. Adorei as cores, as portas, as janelas, as flores nas varandas, resumidamente tirei imensas fotografias aos edifícios de Turim!




Chegámos depois à Piazza San Giovanni e à igreja com o mesmo nome e continuámos para ver o palácio.



Continuámos pela Via Pietro Micca de volta ao norte da cidade onde tínhamos a reunião da tarde, mas não sem tirar pelo menos umas 500 mil fotografias pelo caminho, claro.







Um pormenor que achei particularmente engraçado em Turim é a existência de imensas zonas cobertas nos passeios, numa espécie de extensão das lojas e restaurantes. E deu imenso jeito para os dias de chuva que apanhámos, claro!


E com isto chegámos ao fim do primeiro passeio por Turim! O jantar foi no restaurante La Società dei Carbonari, uma óptima sugestão do nosso anfitrião e que recomendo a quem visitar a cidade - o ravioli de ricotta e limão, então, é excelente! O restaurante tem um pequeno terraço no meio da rua e se quiserem jantar por lá recomendo que cheguem cedo, pareceu-me um sítio bastante popular entre os locais.


Stay tuned para mais dicas de Turim!

quinta-feira, 26 de maio de 2016

Uma salva de palmas!

Abrimos um parêntesis no diário de viagens (e queixinhas) que se tornou este blog para dar os parabéns ao Técnico pelo seu 105º aniversário. Caramba, estes 56 segundos são muito mais do que o tradicional Parabéns a você: juro que consegui ver a minha vida em flashback! (mais um bocado e estou a dizer coisas como "no meu tempo"....).
Parabéns, Técnico! E pelos vistos ainda nem toda a gente te sabe dar uma salva de palmas  :)

sábado, 21 de maio de 2016

Entre viagens

Fui e vim a Turim e depois de 15 horas em casa estou a caminho de Viena (senti-me uma verdadeira hospedeira a ir a casa só para trocar a roupa da mala - estou uma pro em tetris!). Esta semana em Itália soube-me a um regresso a casa: o café, as pessoas, o sol, as esplanadas na rua... deu para me lembrar de tudo o que tenho saudades a sul e pôs-me a contar os dias para regressar a Lisboa (vinte e seis!!). Assim que tiver tempo e conseguir passar as fotografias para o computador vou escrever um post sobre a cidade (spoiler alert: vale bem a visita!) noutro sítio que não seja a sala de espera de um aeroporto (de onde ultimamente tenho escrito todos os meus posts...).
Agora vou ali encher-me de bolos Sacher e outras iguarias semelhantes. Apesar de ter uma agenda super preenchida durante a próxima semana, espero ter tempo para dar uma voltinha por Viena e aproveitar os dias de verão prometidos pela meteorologia. Tenho-me lembrado muitas vezes do meu desejo de ter um emprego onde pudesse passar a vida a viajar e realmente isto não é tão fixe como parecia: estou super cansada! Não são só as viagens em si, é o ter de socializar quase 24 horas por dia, o ir a eventos, não ter tempo para estar sozinha e fazer aquilo que me apetecer (e que muitas vezes é... não fazer nada!). E, claro, quando são viagens todas seguidas é ainda pior. Felizmente consegui baldar-me a uma viagem (a menos interessante, ahah) por isso agora só me falta Londres (outra vez). Preciso de férias!

sexta-feira, 13 de maio de 2016

Um dia de verão em Hamburgo

A seguir a Munique, Hamburgo é a minha cidade alemã preferida e só por isso já lhe estava a dever um post há algum tempo. Não acho que seja um sítio que mereça uma viagem de propósito para quem venha de outro país porque não tem propriamente muitos pontos turísticos imperdíveis, no entanto, é uma cidade óptima para passear, fazer compras (yup!) e relaxar numa das muitas esplanadas que estão abertas durante o tempo mais quente. E claro, se forem fãs de mercados de Natal então recomendo que façam o 2 em 1 e visitem Hamburgo e Bremen, aí acho que o "combo" é um óptimo destino para um fim de semana prolongado. 

Viajar de comboio na Niedersachsen
A viagem de comboio entre Bremen e Hamburgo demora entre 1 a 1.5 horas, conforme se trate de um comboio regional ou um intercidades. Compensa viajar ao fim de semana ou feriados quando se pode usar o Niedersachsen ticket, um bilhete que permite viagens ilimitadas na região durante um dia (excepto em comboios intercidades!) e é extensível a Hamburgo (visto que tecnicamente a cidade não pertence à Niedersachsen). Actualmente, custa 23 euros para uma pessoa e aumenta até aos 39 euros para um grupo de 5 (o número máximo de pessoas que podem partilhar o mesmo bilhete). Mais informações aqui, onde também podem ver os horários dos comboios e comprar bilhetes online. Ah, só mais uma nota para dizer que o Niedersachsen ticket não precisa de ser comprado com antecedência, é só chegar à estação e comprar um numa das máquinas, muito simples (e sim, podem mudar a língua para inglês). Para quaisquer outros trajectos que envolvam sair de uma região, recomendo que comprem bilhete com antecedência para apanharem uma tarifa mais barata (opção "Sparangebote"), embora isso vos limite a um comboio específico, tal como escolherem no site.

Explicada a logística, deixo aqui algumas imagens do meu dia em Hamburgo. O centro é pequeno e faz-se bem a pé, é mesmo só sair da estação e seguir o resto das pessoas em direcção ao centro, não há nada que enganar!


A Mönckebergstraße liga a estação ao centro e é uma rua de comércio, desde lojas "locais" a marcas como Adidas, Zara ou H&M.


A câmara municipal (Rathaus) de Hamburgo foi inaugurada no final do século XIX e é composta não só pelas salas do executivo como acolhe concertos e exposições. Segundo as minhas pesquisas, só é possível visitar o edifício como parte de uma visita guiada e para a qual é preciso marcação (por telefone).


Hamburgo tem galerias comerciais ao longo dos "canais" e diversas lojas de luxo com direito a doorman e carros de alta cilindrada parados à porta, mas também várias lojas e cafés com bastante charme e personalidade. Infelizmente esqueci-me de tirar fotografia à minha livraria preferida, na galeria com mais charme da cidade, mas para compensar encontrei a minha frase numa montra:



Hamburgo tem 2 lagos criados artificialmente a partir do rio Elbe (ou um lago dividido em dois, como preferirem): o Binnenalster (lago "interior") e o Außenalster (lago "exterior"). O Binnenalster é mais pequeno e aparece em quase todos os postais da cidade.




Außenalster dá-me sempre a sensação de ter saído da cidade e chegado ao mar, não é espectacular ter esta paisagem numa das maiores cidades da Alemanha? 



 Tem um parque ao longo das margens, para pessoas e.... patos :)

Depois do passeio ao longo do Außenalster demos a volta e regressámos ao centro, de volta à estação e de volta a Bremen. Não sem antes pararmos num dos muitos cafés ao longo dos "canais" e, claro, comprado o meu presente de aniversário de mim para mim na minha loja de eleição do momento (que por acaso é britânica mas descobri que existe aqui mesmo ao lado - medo!).



E pronto, chegámos ao fim daquele que é o meu itinerário preferido para aproveitar Hamburgo num dia de verão como aqueles que tivemos por aqui na última semana: muito passeio ao ar livre e algumas compras!

PS- Eu Gostava de perceber por que é que o Blogger me está a pôr tanto espaço entre as fotografias, mas estou cansada. You win, Blogger.

quarta-feira, 11 de maio de 2016

E pronto, começou

Já não me lembrava de como é uma seca alugar casa em Inglaterra: um sem fim de papelada para background check e listagem de todos os sítios onde morei nos últimos 3 anos e respectivas provas (olhem se eu me dedicasse à reciclagem...). Claro que isto quer dizer que já passei a fase de CONSEGUIR uma casa o que, num sítio como Oxford, é um verdadeiro achievement! O mercado é super competitivo e não só é preciso alargar o conceito do que consideramos um "bom preço" como assim que aparece uma casa dentro dos parâmetros aceitáveis de localização e preço é preciso confirmar antes que a aluguem nos 5 minutos que demoramos a decidir. Um stress. 
Para ajudar à festa recebi hoje a papelada para... o background check do emprego! Quando me mudei pela primeira vez para a ilha bastou-me a lista de empregos anteriores e um contacto dos respectivos managers mas desta vez, e talvez porque vou trabalhar para a coroa britânica (tal e qual o 007, haha), é todo um processo que vai buscar as minhas moradas e empregos dos últimos 5 anos (pessoas, vocês têm a noção de que eu mudei de casa 7 vezes nos últimos 5 anos?), referências pessoais e profissionais e pelo menos uns 5 ou 6 documentos que vou ter de anexar. Fiquei cansada só de ler as 2 folhas de instruções... Apesar de tudo, isto é um mundo de diferença para a Alemanha: em Inglaterra não só as pessoas respondem a emails (eu sei, revolucionário) como o fazem em tempo útil e acrescentando palavras estranhas como "obrigado" e "por favor", coisas que não existem no atendimento ao cliente por estes lados (esperem lá... qual atendimento ao cliente? haha). E pronto, é tudo uma questão de perspectiva. Lembrem-me disto quando pensar em mudar-me outra vez, sim?

domingo, 8 de maio de 2016

Para começar bem a semana

Acho que já deu para perceber que adoro musicais e também costumo acompanhar alguns programas de talentos (guilty!). E depois temos a junção dos dois... Que maravilha!


A verdade é que por causa desta actuação gerou-se uma grande polémica do outro lado do canal: a imprensa e a internet consideram que a rapariga fez "batota" por ter tido aulas de canto e participado em concursos locais (locais! até parece que estamos falar de grades tournées internacionais!), fingindo nervos no palco do Britain's Got Talent. Isto fez-me pensar que nunca percebi por que é que o talento só é "válido" se for 100% inato... Se vamos comparar, então, eu até acho que se deve admirar mais a dedicação e o trabalho de alguém, até porque no fundo fez mais pelo seu sucesso do que uma pessoa que simplesmente "nasceu" com talento. E depois, não acho que ela cante bem considerando o facto de ter 12 anos, mas sim apesar do facto de ter 12 anos. As Cinderella stories dos concursos de talentos são óptimas para tornar um vídeo viral mas estarão a fazer um bom retrato daquilo que é deve ser o sucesso? A avaliar por esta polémica, não me parece.

sábado, 7 de maio de 2016

O melhor e o pior da humanidade num dia de sol

Neste fim de semana de 4 dias o São Pedro não só nos tem dado tréguas como nos compensou com um tempo de autêntico verão, o que significa que todos os planos passam obrigatoriamente por aproveitar o sol e o calor. Foi assim que no início do fim de semana dei comigo no parque a ler um livro enquanto os meus amigos jogavam voleibol com o grupo habitual e que conta sobretudo com refugiados. Logo quando chegámos percebemos que a coisa não estaria pacífica: um alemão refilava com a organizadora (também ela alemã) que queria jogar e perguntava por que é que não havia lugar para alemães no jogo, juntando um chorrilho de disparates que eu tentava traduzir na minha cabeça ao mesmo tempo que só pensava "se isto é um país de acolhimento temos aqui tudo para correr bem". Devido ao nível de álcool no sangue (ou sangue no álcool) achei que a coisa poderia vir a descambar mas não, acalmou. Não antes de ele ter vindo ter connosco (oi?) e dizer que gostava muito de pessoas da Síria e de todas as partes (oook, parabéns para ti). Sentei-me com a minha toalha e o meu livro, li umas páginas e volta o rapaz (ou um dos do grupo dele, não percebi) com a bicicleta e vá de pedalar no meio do campo de voleibol onde se estava a jogar, em jeito de provocação. A coisa repetiu-se mas acho que ninguém fez ou disse ou disse nada (e sinceramente foi o mais sensato senão era bem capaz de ter dado para o torto). Apesar de tudo, foi uma coisa que me apertou o coração, confesso. O que me faz sentir melhor é que depois temos o outro lado da humanidade e, naquele dia, esse estava ali à minha frente a jogar voleibol.


quarta-feira, 4 de maio de 2016

Vou para casa

Passaram-se pouco mais de 4 anos desde que fiz as malas para sair de Portugal (como é que é possível que só se tenham passado 4 anos??). Habituei-me a viver um ano de cada vez, uma morada de cada vez e a coleccionar casas e amigos em várias cidades. Tenho procurado sempre mais, sempre melhor, e estou tão habituada a esta busca incessante pelo óptimo que ainda não sei como vou poder simplesmente parar. Ou melhor, ainda não me mentalizei que posso escolher deixar de achar que é tudo greener on the other side. E sim, agora vejo que foram precisas todas as peças neste dominó para chegar até aqui.
Quero sentir que faço bem em voltar para onde já fui feliz (e infeliz), mesmo que não seja a escolha mais óbvia ou talvez a mais acertada . É que os argumentos repetem-se e são todos válidos: "podes ganhar mais noutro sítio", "txii, isso é tão caro", "não terias mais oportunidades na Alemanha?", mas a verdade é que a felicidade é muito mais do que o número na conta do banco e há coisas que decididamente não têm preço - vou poder reunir amigos para jantar sem ter que marcar voos, acompanhar o meu afilhado nas corridas e estrafegar de mimos os meus futuros sobrinhos emprestados (sim, vou ser a tia fixe que faz muffins de chocolate, anda de baloiço e faz penteados infinitos nas bonecas). E, desculpem a lamechice, não consigo deixar de ver o lado poético no facto de, 15 anos depois, voltar ao sítio onde este espírito nómada começou: Oxford. É isso, pessoas, este ano vou para casa e, o que é mais estranho, não tenho um prazo para me vir embora.


segunda-feira, 2 de maio de 2016

Up in the air #3

Em 3 meses fiz 24 viagens de avião. Yup, 24. Reconheço que tantas viagens me tornaram ainda mais picuinhas do que já era. Escolho sempre um lugar no corredor (a menos que vá para Lisboa, claro, já aqui disse como faço sempre questão de ter um lugar à janela quando vou para casa - desculpem, crianças, não troco com ninguém!). Ganhei preferência por certos lugares conforme o tipo de aeronave e, sim, fico um bocado desiludida quando não os consigo (embora já domine a arte do check in em certas rotas e os lugares que consigo escolher). E depois temos as pessoas... sinto que tenho menos paciência para pessoas em geral. Pessoas que só na segurança se lembram dos muitos frascos e fraquinhos que levam na mala de mão (se me deixarem escolher, confesso que avalio a potencial eficiência do meu vizinho da frente na fila da segurança, ups). Pessoas que põem todos os sacos do duty free, casacos e afins nos compartimentos superiores em vez de deixarem espaço para as malas (a sério, faz-vos assim tanta diferença?). Pessoas que se apoiam no banco da frente quando se sentam/levantam. Pessoas que ocupam todo o espaço das passadeiras rolantes e que não deixam passar quem tem pressa (ou seja, eu). Pessoas que param à saída das passadeiras rolantes, escadas, elevadores e outros que tais (onde é que quem vem atrás se pode meter, digam-me?). Pessoas que ouvem música ou vêem filmes sem auriculares. Pessoas que passam todo o voo a dar encontrões no banco da frente ou deixam as suas adoráveis crianças dar pontapés no mesmo. Eu disse que estou picuinhas. E este mês temos (pelo menos) mais 9 voos. E em Junho mais 5. Eu bem queria um trabalho onde viajasse mais, mas devia ter especificado melhor: era viajar para sítios fixes, ok?





domingo, 1 de maio de 2016

Broadmoor, bits and pieces e os últimos cartuchos no Colorado

Se alguma vez decidirem que estão a precisar de ir gastar dinheiro para o Colorado, recomendo este sítio: The Broadmoor. Um hotel com um lago no meio das montanhas, onde todos os dias me apetecia parar e poder desfrutar da paisagem, do silêncio e do chilrear dos passarinhos num dos muitos bancos dos jardins. Infelizmente as fotografias não lhe fazem justiça mas aqui vai uma pequena amostra.



Tenho poucas imagens sem pessoas incluídas mas encontrei esta de uma das primeiras recepções a que tivemos direito, com comida mais "descontraída" como hamburgers, pizzas ou hot dogs. Adorei o detalhe das bandeirinhas!




Para terem uma ideia melhor acerca do espaço, deixo aqui uma fotografia panorâmica do hotel que um amigo meu tirou com o telemóvel, não sei como é que vai ficar ao certo no blog, mas se clicarem deve dar para aumentar até ao tamanho "normal". 



Finalmente, e antes de voltar à Europa, alguns americanos quiseram levar-nos ao Buffalo Wild Wings, um sports bar mesmo de filme (sinto que me estou a repetir mas acho que esta deve ter sido a frase que mais vezes me passou pela cabeça:"parece mesmo que estou num filme!"). Comi o chicken wrap na sua versão mais clássica: tudo frito! A acompanhar uma Coca Cola, claro, e está feito o estereótipo de uma típica refeição americana.




No aeroporto de Denver fui confrontada pelo amor dos americanos ao seu take-away: mesmo para comer junto ao balcão deram-me o almoço numa embalagem, tudo descartável! Embora o almoço me tenha sabido mesmo bem (e a comida é baratíssima!), senti-me mal ao imaginar a quantidade de embalagens que se devem acumular ali ao longo de um dia, mês, ano... que desperdício!


Uma última nota para mostrar um aspecto curioso acerca do aeroporto de Denver:

Tornado shelter? Whaaaat? Ainda por cima com as notícias da tempestade a caminho de Denver e da perspectiva de cancelamento de imensos voos (o aeroporto estava um caos!) não me descansou minimamente saber que havia um tornado shelter devidamente indicado nas sinalização do edifício. Felizmente, correu tudo bem e o meu voo de regresso à Europa saiu a horas (um dos poucos, verdade).
Gostei MUITO desta experiência no Colorado. Claro que valeu pelo turismo que pude fazer e porque conhecer outro país ou outra região onde nunca fui antes é sempre óptimo. Mas teve outro lado também (bom, no fundo a razão principal que levou a atravessar o Atlântico): tive oportunidade de ouvir pessoas incríveis (assim de repente, estive na mesma sala que o Jeff Bezos, fundador da Amazon, do Buzz Aldrin - sim, o senhor que andou na Lua, e de um dos DGs da Comissão Europeia) e conhecer muitas outras, igualmente incríveis ainda que anónimas. 2016 está a ser um grande ano!