domingo, 24 de abril de 2016

Riga - dias 2 e 3

O segundo dia foi dedicado aos museus e monumentos que escolhemos visitar. Riga não tem uma lista enorme de must see e é possível condensar tudo em um ou dois dias nas calmas, por isso decidimos aproveitar a cidade e tentar viver como um local: ter tempo para parar num café, experimentar um brunch, entrar numa livraria, ver montras, sair fora do centro e ver o que faz quem não é turista como nós. Vim maravilhada com os cafés de Riga, o que me valeu um comentário de gozo de um amigo ("mas tu vais para fora ver cafés?") mas a verdade é que gosto de ver uma cidade pelos olhos de quem lá vive e Riga permitiu-me fazer esse turismo mais relaxado, o que foi óptimo! 
Mas vamos à descrição do segundo dia. Começámos logo de manhã pela St.Gertrude Old Church, uma igreja luterana perto do nosso hotel. 


Seguimos depois para a antiga sede do KGB mas estava fechada e acabámos por não voltar lá. Decidimos então parar para um café no MiiT, um café super giro com livros e bicicletas que eu queria conhecer.

Entrámos na Catedral da Natividade, uma igreja ortodoxa que é absolutamente linda mas onde infelizmente não é permitido tirar fotografias... Fica só a imagem do exterior que não lhe faz justiça nenhuma!

Aproveitámos e visitámos o Museu da Ocupação sobre as várias guerras que aconteceram na Letónia. É um museu pequeno que de momento está numa localização temporária enquanto fazem obras no edifício principal. Funciona por doações e não tem por isso um preço fixo de bilhete, acho que vale a pena a visita!

Continuámos para um passeio no centro histórico, onde visitámos a catedral (por dentro é um bocado feiinha) e procurámos um sítio para almoçar (da lista que eu tinha feito a partir do Trip Advisor). Como nesse dia esteve nublado e no Domingo repetimos o passeio com o sol vou pôr as fotografias do dia de sol sempre que possível, que fica bem mais simpático (não estranhem o mix).




O almoço foi no 1221, onde provavelmente toda a gente tira uma fotografia porque é a casa mais amorosa de sempre!
O 1221, em azul

O restaurante serve comida típica (embora com um twist fancy). Tem 3 andares e parece uma casa onde alguém vive mesmo e decidiu pôr umas cadeiras e mesas para servir comida, muito giro!



O centro parece uma cidade de bonecas e vê-se bem num dia. Ficam algumas fotos do que encontrámos por lá.




Bremen em Riga!


O monumento da liberdade marca o fim da Old Town de Riga e honra os soldados mortos durante a guerra pela independência no início do século XX. Após a anexação à União Soviética o monumento esteve para ser demolido mas acabou por permanecer ali e apesar dos russos tentarem alterar o significado da obra (sem palavras...) ela acabou por continuar a ser um símbolo da liberdade e da resistência. Tem sempre flores em memória dos mortos nas várias guerras e existe uma guarda de honra que marcha de hora a hora à volta do monumento (e onde se vê bem a herança soviética do país).

No último dia decidimos conhecer o distrito Art Déco da cidade. Se alguma vez forem a Riga saiam do centro histórico e explorem o lado residencial e menos turístico, parecem duas cidades diferentes!



Para terminar, deixo só aqui umas fotografias de uma pastelaria que se chama Kanela - um nome curioso e que sim, significa canela!



Gostei muito deste fim de semana prolongado a norte da Europa, Riga foi uma óptima surpresa!

2 comentários:

  1. Concordo inteiramente. As cidades devem ser vistas/ saboreadas/desfrutadas com calma e aproveita-se muito mais quando é assim ( até pelos pormenores/detalhes/particularidades que vamos notando e se possível vivenciando). E ver o que nos interessa realmente. Cafés, adoro. Por tudo. Pelo lado boémio, intelectual, criativo, ou acolhedor de muitos deles. Tascas, idem, pelas vivências, hábitos, tradições que podem encerrar. Há cafés em estilos arquitectónicos belíssimos também.
    Gostava de visitar essa sede da KGB (continuo a acompanhar "Os Americanos").
    Fizeste uma viagem muito gira! Parabéns!

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    1. Também fiquei com pena de não ter entrado na sede do KGB mas a minha companhia não estava com grande vontade de entrar num edifício onde tanta gente foi torturada e acabámos por não fazer questão de voltar. Infelizmente, haverá mais oportunidades de visitar outra sede do KGB noutra cidade da Europa.

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