domingo, 24 de abril de 2016

A véspera

Todos os dias que mudaram a história (a do mundo, ou apenas a nossa) tiveram uma véspera, um dia em que o dia seguinte não significava nada mais do que isso: o dia seguinte. E é por saber o resto da história que todos os dias 24 de Abril, à noite, tenho vontade de pegar num time turner e viver essas horas no escritório do meu bisavô. Caramba, o que eu gostava de me poder sentar na cadeira de baloiço ao pé da estante e dizer-lhe como o dia seguinte iria ser diferente.

4 comentários:

  1. Fiquei a pensar nas histórias que o teu avô teria para contar...:-)
    Do que me recordo antes do 25 do Abril, era o "shiu", o sinal para se mudar de assunto ou ficar calado, quando se falava de política e se temia estar a ser escutado. A minha avó, principalmente, era muito receosa. Nos meus 3 aninhos da altura, tanto "shiu" fazia-me confusão (eu era muito palradora). Já depois, lembro-me dos murais (tanto desenho, tanta cor) e de cantar "Uma gaivota voava, voava...", no estrado, na Primária.

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    1. Penso sempre nisso em todos os 25 de Abril e tenho muita muita pena de nunca o ter conhecido. Tudo o que sei foi-me contado por quem teve a sorte de crescer com ele e admiro muito as posições que tomava quando podia perfeitamente ter vivido a vida dele sem se preocupar com a política. Sobretudo gostava de poder ouvi-lo falar, não através das histórias dos outros, mas ouvir as suas opiniões, da boca dele. Talvez um dia, com um time-turner como o da Hermione :)

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