segunda-feira, 25 de janeiro de 2016

O outro lado do recrutamento

Fiz as minhas primeiras entrevistas de emprego do outro lado da mesa e, apesar de ter tido o seu quê de aterrador (visto que comecei logo por conduzir a primeira entrevista), foi uma experiência super esclarecedora para quando voltar a trocar de lados. Ficam aqui as principais lições que tirei destes dias.

Percebi que o factor humano tem muito mais impacto do que eu pensava. O facto de se conseguir conversar com a outra pessoa (e ela efectivamente ouvir o que estamos a dizer!), de ela parecer alguém com quem se pode trabalhar (por oposição a desejar que ela se cale para todo o sempre - sim, aconteceu) é realmente importante!

Dei-me conta de que as pessoas não respondem às perguntas que lhes são colocadas mas ao que acham que o entrevistador está à procura. E eu juro que às vezes era mesmo simples, não quero ouvir o que vocês acham que eu quero ouvir, quero só saber a resposta àquilo que eu perguntei, mais nada. 

Há pessoas que falam demais (não quero, nem preciso de saber a história desde o início) e isso deu sempre asneira - rambling, anyone? - vão directos à resposta, por favor.

Relacionado com o tópico acima, mantenho a minha máxima: não sabe, não inventa. Prefiro que me digam "não sei" do que se ponham a inventar (não se aplica no caso de perguntas que não têm propriamente uma resposta certa ou errada).

Confiança é bom, mas com moderação (fiz logo uma cruzinha no tipo mais pintas que lá apareceu). Isto está muito relacionado com o tal factor humano que descrevi acima. E ser uma pessoa decente faz parte do pack, pelo menos para mim.


Não faço isto todos os dias nem nada que se pareça, mas achei um exercício interessantíssimo, este de me pôr no outro lado da barricada. Por acaso gostava de ouvir opiniões de gente não-rookie nestas andanças, naquela de saber se alguma destas observações se mantém pela vida fora ou vai perdendo o impacto... Tenho que voltar a este post daqui a uns anos, está visto.

6 comentários:

  1. O melhor é sermos quem verdadeiramente somos. Sem preparações demais, mostrando assim interesse.

    Uma vez, o meu pai diz ter entrevistado um jovem que foi de chinelos e calções para a entrevista. O oposto da preparação extrema!

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  2. A não ser que o emprego fosse na praia não mostra lá muita preparação, não, ahahah

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  3. Nunca fiz recrutamento e também ainda não estive propriamente do outro lado, a ser entrevistada. Mas o meu namorado está nessa área e fala muitas vezes dessas coisas. E principalmente na análise de currículos, na triagem, há coisas completamente absurdas.

    Uma amiga foi a uma entrevista no Verão e diz que a maioria das pessoas que lá estavam para a mesma entrevista iam de bikini e vestido de praia por cima. Como se fosse uma cena muito normal.

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    1. Em currículos nem por isso, mas em cartas de motivação vi coisas de bradar aos céus!

      Estou a ver que a praia é um tema comum em entrevistas, ahahah. Por aqui não temos esse perigo ;)

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  4. Sempre achei curiosa a selecção para os empregos. Já fui a entrevistas em que o CV encaixava no solicitado e toda a entrevista em si correu muito bem e depois nada...

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    1. Esses casos também sempre me intrigaram. Talvez haja vários candidatos e depois a selecção seja feita por outros critérios de desempate... Também gostava muito de saber o que passa pela cabeça de recrutadores "a sério" ;)

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