quinta-feira, 31 de dezembro de 2015

Another year has gone by

E como sempre que mudo de casa parece-me que teve pelo menos duas vidas e muito mais do que 365 dias.
Consegui alcançar muito em 2015 mas também tive mais "quases" do que gostaria. Este ano trouxe-me uma nova casa (outra vez), novos e velhos amigos, mais um canudo e o meu primeiro paper a solo.
No plano das viagens este foi um ano mais fraco do que os anteriores e teve direito a apenas dois destinos internacionais. Fui finalmente a Budapeste, voltei a ser turista em Londres, tive o meu verão em Outubro quando visitei Jerusalém, passeei por Canterbury e Cambridge, conheci o Peak District e, agora que penso nisso, dei-me conta de que não cheguei a vestir o bikini nem molhar os pés em nenhum mar ou piscina durante 2015 (daí o meu constante ar de lula). Em contrapartida, tive o melhor ano no West End e vi o Rei Leão e o Les Miserables (oh yeah), o que me faz sempre desejar viver num raio suficientemente próximo para poder coleccionar muitos mais espectáculos, qual crazy fan.
2016 vai ser diferente, vai ser melhor. Não vou ter grandes férias até Junho mas quero ver se colecciono umas capitais europeias durante os fins de semana da primeira metade do ano. Quero muito ter tempo para uma viagem "grande".... ir finalmente à Jordânia ou fazer um combo na East Coast dos Estados Unidos que inclua Washington (quero um dia inteiro no Smithsonian!). Ou cometer uma pequena loucura e ir ao Peru ou ao Canadá. Para além dos novos destinos que se avizinham, a minha casa vai chegar, que eu sei. Vamos lá ver de onde vos irei escrever daqui a um ano. Stay tuned. E bom 2016!

quarta-feira, 30 de dezembro de 2015

Comer fora em Lisboa #2

Na minha tentativa de experimentar restaurantes diferentes em Lisboa (e evitar ir sempre aos mesmos sítios onde acabo por comer sempre a mesma coisa), acabei por ir à Casa Nepalesa na Avenida Elias Garcia. Escolhi gambas com molho de côco (recomendadíssimo!) mas infelizmente não tenho fotografias para ilustrar o prato ou o restaurante (sou uma repórter muito fraquinha, portanto).
Como a internet é amiga, ficam aqui algumas imagens do espaço que alguém mais preparado para isto das reviews tirou (obrigada, internet).



Como sempre, aqui fica o site para quem estiver interessado (que nós, almas ignorantes acerca dos restaurantes da capital, temos de ser uns para os outros).

terça-feira, 29 de dezembro de 2015

Sim, também fui aos saldos *

E até parece que aqui mora uma grande atleta, right?


Ah. Ah. Ah. Not. Mas a Nike era a única loja com preços de saldo e em 2016 vou ter de mexer o rabo depois de tudo o que comi este Natal. Haja então motivação com roupa nova!
Fui ainda ao primeiro dia de saldos na Zara (que sou uma mulher corajosa, pois claro) mas as filas gigantes desmotivaram-me. Voltei hoje para comprar umas modestas calças pretas e está fechado o assunto. Tudo muito fraquinho, é o que tenho a dizer.

* ou de como este blog também trata de assuntos féchion

Comer fora em Lisboa #1

Ainda em Novembro, decidi experimentar o Stanislav Avenida, um restaurante de comida russa mesmo ao lado do Tivoli Forum. Sou fã d'A Tapadinha (um russo literalmente por baixo da ponte 25 de Abril) mas o facto de ser um restaurante para fumadores é coisa para me desmotivar, pelo que decidi dar uma oportunidade ao Stanislav e não me arrependi.


O espaço é muito engraçado, faz lembrar a casa da avó com os panos de crochet em cima das cadeiras e dos móveis, os empregados são simpáticos e a comida é óptima! Obviamente que comi o Frango à Kiev (equipa que ganha não mexe ahah) mas também experimentei Ruletiki (rolinhos de  frango em molho de papoila acompanhados com tiras de crepe). Tenho vontade de voltar para comer pato com molho de frutos silvestres e, claro, experimentar mais sobremesas (o bolo Napoleão era muito bom!).
Talvez ao jantar valha a pena fazer marcação mas ao almoço é pacífico, como podem ver pela fotografia acima. Aqui está o site, para mais informações.

segunda-feira, 28 de dezembro de 2015

Assim se passou mais um Natal

O Pai Natal leu a carta com atenção e pelos vistos achou que eu me portei bem este ano:


Tenho a dizer que ter um Mac depois de tantos anos a ser team Bill Gates tem sido um bocado estranho mas isto com a prática há-de ficar melhor (espero!).
De resto, tenho tentado aproveitar ao máximo estes dias aqui pela pátria. Fui finalmente ao Park (quando for grande quero uma casa com esta vista, a sério), experimentei restaurantes novos (que provavelmente toda a gente já conhece mas eu prometo fazer um post acerca deles), visitei amigos, fui a pior anfitriã de sempre (desculpa, Miss Pipeta!), comi praí metade do bolo rei que habitou a mesa cá de casa e vi infinitos episódios de séries. É verdade que gosto de todas as férias mas as do Natal são sem dúvida as minhas preferidas!

terça-feira, 22 de dezembro de 2015

Era esta música nas chegadas da Portela, se faz favor



É a banda sonora perfeita para o regresso a casa naquela que é a minha viagem preferida do ano e acho que era simplesmente épico se o aeroporto tocasse isto bem alto nas chegadas (senhores da ANA, pensem nisso)!
Neste momento, o "amanhã" que agora quero que chegue depressa já aqui está e o meu avião seguirá já a caminho da pátria. Estou prontíssima para o bolo rei e a mousse de chocolate (não gosto de muito mais na mesa dos doces de Natal...) e para duas semanas inteirinhas de séries, filmes, livros e o tagarelar de tias e primas. E a minha Lisboa, claro. Feliz Natal!

sexta-feira, 18 de dezembro de 2015

Alemanha: the dark side of the force

Eu nem sou fã de Star Wars (apedrejem-me, vá) mas achei que este era o título perfeito para as primeiras lições e embirrices que recolhi neste meu primeiro mês no país. Estou claramente a precisar de regressar à pátria para um "intervalo"!

- Fazer compras a uma sexta à tarde é a pior ideia que podemos ter. Sábado à tarde também é uma péssima alternativa. A sério.
- Nunca atravessem com o sinal vermelho se não quiserem sentir-se ostracizados mesmo que não venha nenhum carro num raio de 2 km (nunca o fiz só com o peso da peer pressure!).
- Boa sorte para conseguirem alguma informação em inglês. Boa. Sorte.
- Preparem-se para regredir até à idade da pedra em termos de sistema bancário. Tenho saudades do multibanco (como sempre), das contas grátis e sem chatices, de poder levantar dinheiro onde eu quero e não onde o banco manda. Para além disso, aqui tudo é complicado e demora imenso tempo, até o raio do cartão da conta demora umas 2 semanas a chegar a casa, arre. Tragam os meus ABN e HSBC de volta.
- Os serviços de apoio ao cliente/instituições são péssimos. Como diz um colega meu, ou marcamos um Termin (onde é possível) e gastamos 2 horas à espera ou assumimos que a coisa vai demorar o dia todo e nem sequer vamos trabalhar. É um exagero claro (a parte do dia inteiro, a das 2 horas nem por isso...) mas ilustra bem o espírito. Já para não falar que muitas coisas estão abertas umas míseras 4 horas por dia. Bah.
- Nada é para agora. Nada. A tudo o que precisei responderam-me sempre "ah isso demora 2 semanas", "só daqui a 5 dias", etc etc. Espero que nas urgências as coisas sejam mais rápidas...

Muita calma, é o que é preciso. 

PS- E não há maneira de perder o hábito de olhar para o lado "errado" da estrada! Estou com compreensão lenta nesta mudança...

quinta-feira, 17 de dezembro de 2015

How Awkwardly British Are You?

Para quem se quiser rir à conta do Very British Problems, a melhor página do Facebook a seguir ao Humans of New York, aqui está o quiz que vos dirá How Awkwardly British Are You
Já vi que as perguntas não são sempre as mesmas mas depois de me dizerem isso fui fazer outra vez e tive o mesmo resultado:


Está visto que não tenho salvação possível ahahah.

segunda-feira, 14 de dezembro de 2015

O mundo a dançar

Este vídeo tocou no fundo deste meu coração de emigrante/nómada que já trabalhou com gente de todos os cantos do mundo (quase que dá para fazer check nos vários sítios que aqui aparecem. quaaase). Não é excelente este projecto de pôr o mundo a dançar? Não há melhor vídeo para animar uma segunda feira e dar o mote ao espírito festivo da época!


Mais sobre o projecto e o seu autor aqui.

domingo, 13 de dezembro de 2015

Fim de semana no Mercado de Natal

E assim se passou mais um fim de semana: com o primeiro Glühwein da época, novos e velhos amigos e alguns (muitos?) doces no mercado. Tirei algumas fotografias mas não só não estão grande coisa porque foram tiradas com o telemóvel (e a luz estava estranha), como acabei por não tirar muitas à paisagem em si, pelo que fica aqui um retrato um bocado pobre da cidade e do mercado. Eu prometo que quando trouxer a minha máquina "a sério" faço uma reportagem melhorzinha, mas entretanto ficam a conhecer um bocadinho de Bremen (sim, a terra da história infantil!).














quinta-feira, 10 de dezembro de 2015

Dear Santa

Preciso muito de um computador novo e este Mac Book Air é óptimo para as minhas costas. E quem diz um computador novo diz uma bolsa para o guardar, por isso aceito esta da Kate Spade (esta especificamente, não te confundas). Também na Kate Spade, não vás tu querer aproveitar alguma promoção do género "leve 2, pague 1", queria muito esta capa para o passaporte que diz "Ready for Departure" que a minha é de plástico e acho que já mereço um upgrade para uma de pele, ainda por cima com uma inscrição que é a minha cara.
Como agora sou uma pessoa adulta e responsável, talvez esteja na hora de trocar o meu trolley das flores (bem catita, por sinal) por um liso, algo que me dê mais credibilidade quando viajar por este mundo fora (lá terei de me juntar ao clube das malas prateadas/pretas).
Quanto ao casaco, eu sei que tenho um preto mas sabes que é um casaco para o inverno português (e mesmo assim...), pelo que ficava muito contente se recebesse este da Reiss no sapatinho (se é para pedir...).
E por fim, o meu perfume de sempre está a acabar, por isso considera este último item como um bem de primeira necessidade (nem é beeeeem uma prenda, não achas?).
Como isto é capaz de ficar um bocado caro, dividimos pelos dois, que eu sou amiga.


segunda-feira, 7 de dezembro de 2015

No Britânico havia o listening, por aqui tenho... o tram

Desde que me mudei que deixei de andar com phones nos ouvidos. Primeiro, porque quando não conheço um sítio faz-me confusão ter que prestar atenção a mais alguma coisa que não seja o caminho (neste caso, a música) e depois porque descobri que tenho nos meus 2 trajectos diários um óptimo exercício: ouvir o que as pessoas dizem no tram! Não num sentido "cusco", entenda-se, mas como se fosse um verdadeiro exercício de listening, em alemão. Hoje, por exemplo, percebi tudo o que uma miúda dos seus 4 ou 5 anos disse (é a loucura, hã?)! A cereja em cima do bolo: percebi um email inteirinho no trabalho e mantive uma conversa com a senhora da cantina, wohoo. Agora falta-me pôr em dia todas as declinações e o vocabulário (básico) que perdi desde que deixei o Goethe. E, claro, deixar o nível alemão-criança-de-5-anos... Lá chegaremos!

domingo, 6 de dezembro de 2015

Tradições alemãs

Hoje é dia de São Nicolau e manda a tradição que na noite anterior as crianças coloquem os seus sapatos à porta de casa para que este deixe chocolates, tangerinas (!), nozes (!) e pequenas lembranças àquelas que se portaram bem. Infelizmente, esqueci-me de deixar os meus sapatos à porta do prédio, portanto não tive direito a chocolates ou lembranças, mas na sexta comprei tangerinas, será que também conta?

Entretanto, e porque estamos a 6 de Dezembro está na hora de enviar os meus habituais cartões de Natal. Este ano são 13 e, tal como a senhora do correio em Oxford me disse, parece o festival da canção: vão para a Holanda, Inglaterra, Itália, Portugal, Noruega e Alemanha. E a lista de países só não é maior porque em vez de considerar a morada de alguns amigos emigrantes vou usar os "headquarters" deles, em Portugal. Todo o nómada tem os seus headquarters e é tão bom receber umas palavras escritas à mão quando se regressa a casa pelo Natal, não é?


Notei que aqui, tal como em Inglaterra, existem postais de Natal onde avós, padrinhos ou outros familiares podem colocar dinheiro e oferecer às crianças. Têm mesmo um formato (e um nome) específico, por isso imagino que seja uma coisa popular por estes lados.

quinta-feira, 3 de dezembro de 2015

O lado bom da Alemanha

E porque não se pode só olhar para as coisas más (teria um post tão grande... ahah), vamos aqui reflectir sobre o lado bom deste meu novo país. Comecemos pelas prioridades: pela primeira vez em 4 anos de emigrante moro numa cidade com Zara, o que é a loucura (vocês podem achar que não, mas isto é um grande upgrade!). Os supermercados são muito melhores, com muito mais variedade de produtos naturais e bio e essas mariquices todas (que eu gosto). Existe pão!!! (Assim mesmo, com vários pontos de exclamação!) Aqui há padarias a sério e pão a sério! Temo até que enquanto aqui more nunca consiga deixar de ficar demasiado contente (e surpreendida) com a variedade e a qualidade do pão (sorry, Inglaterra...). O Natal! Ainda não fui ao mercado mas já lá passei de tram e a pé no meio dos muitos recados que tive de fazer nestes primeiros tempos e é a verdadeira "cidade do Natal". Para além disso, há casas super iluminadas e tudo é alusivo à época, o me alegra particularmente (12 pontos para a Alemanha!). E finalmente, o tram. O tram é o melhor meio de transporte de sempre, estou rendida (agora não vai passar a funcionar mal, tipo lei de Murphy, pois não?). E pronto, acho que é isto. Ainda estou à espera de me deixar conquistar (you have big shoes to fill, my friend!).

quarta-feira, 2 de dezembro de 2015

Ainda estou viva

Já me mudei (naquela que foi a minha mudança mais minimalista de sempre - estou até à espera de uma condecoração pelo achievement!), já viajei 4 dias em trabalho (é muito maior o cansaço do que o glamour, infelizmente), já respondi em holandês instintivamente (muito medo.), já encontrei uma portuguesa no supermercado aqui na Alemanha (no primeiro de todos!), já desesperei com o fraco inglês da população (em lugares onde era suposto saberem umas coisinhas) e já tive saudades de Inglaterra, muitas, a quase toda hora, mais do que aquelas que gostaria de confessar. Depois de num só dia não ter tido internet, do microondas não funcionar, de não conseguir marcar um "Termin", de me irritar porque tudo precisa de um raio de um "Termin" mesmo que se precise de uma coisa "agora" (cheguei quase a desejar a Holanda!), depois de me interrogar de onde virá este mito de que aqui as coisas são melhores e mais organizadas e mais eficientes do que nos outros sítios (not.), sentei-me no tram e fiz aquilo que digo que nunca se deve fazer quando se muda de país: tive muitas, muitas saudades da minha casa nas Midlands e dessa terra onde se mete conversa acerca do tempo e toda a gente é "dear" e eu estava em casa. Ainda há muitos meses pela frente e eu sei que isto é apenas a mudança e que depois dos problemas para ter os contratos, a conta no banco, as reparações e todas as burocracias as coisas ficam melhores mas ainda não estamos lá, ainda não estamos "em casa". Que isto até mesmo uma nómada tem casas que são mais "casa" do que outras (e acho que só ao terceiro país é que estou verdadeiramente no estrangeiro). Mas depois... lembro-me que tive colegas que me foram esperar ao aeroporto (é a primeira vez que alguém me espera numa mudança!), tive quem me levasse a casa, sou vizinha de um amigo dos tempos da Holanda e, só por isso, acho que também tive muita sorte por ter vindo aqui parar.