sexta-feira, 30 de outubro de 2015

"We're half the human race, you can't stop us all"

Estreia dia 5 de Novembro em Portugal e retrata a luta das mulheres pelo direito de voto, pela igualdade. Eu sei que é só um filme, mas a verdade é que, para além da história que tenta passar, toca-me a um nível muito pessoal porque sou mulher, trabalho num meio "de homens" e, apesar de tudo, o feminismo ainda tem muito caminho para percorrer.


E, claro, só o facto de ter a Meryl Streep seria motivo suficiente para me levar ao cinema (mesmo que seja um papel curto). Quanto à verdadeira Emmeline Pankhurst, podem encontrar a sua estátua em Victoria Tower Gardens, junto ao Palácio de Westminster.

6 comentários:

  1. Um filme que também pretendo ver (e a banda sonora é bonita).

    ResponderEliminar
  2. O feminismo dá-me um bocado de urticária. Principalmente porque na tentativa de não discriminar, discrimina-se positivamente e luta-se por uma igualdade que não existe. As mulheres não são iguais aos homens. Não são melhores, nem piores, são diferentes.
    Evidentemente que acho que devem ter os mesmo direitos. oportunidades e liberdades, isso nem se discute. Mas acho um erro (e prejudicial) a ideia de quererem ser 'iguais aos homens'. E é para esse lado que as associações feministas costumam cair...
    Enfim, mas o filme parece bem fixe, vou querer ver também.

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. A mim também, especialmente quando vêem discriminação em tudo e mais alguma coisa, como por exemplo as quotas de termos x ou y % de mulheres nos quadros ou nos comités. Eu não quero ser escolhida por ser mulher nem para preencher uma percentagem qualquer, eu quero que o meu mérito me leve lá. Mas digo-te que já senti a discriminação por ser mulher, como se isso fizesse de mim menos capaz do que um homem com a minha profissão. E é aí que acho que o feminismo ainda tem muito que "pedalar", ou se calhar devia chamá-lo de humanismo...

      Eliminar
    2. Exacto, isso das cotas é uma treta.
      Eu não contesto que a discriminação existe, há muitos parvos em todo o lado, que discriminam por ser mulher, por ser estrangeiro, por ser alto, por ser magro, pelos motivos mais estúpidos de sempre. Há preconceitos em todo o lado, mas não acho que é a ilegalizar o piropo (ou outra coisa do género) que o problema se resolve.

      Eliminar
    3. Sim, concordo plenamente, mas para mim isso já está na categoria do exagero (o que, admito, é a primeira coisa que me sugere a palavra feminismo na maior parte das situações). Há uma frase no filme que diz "não sou mais nem menos" do que um homem e é isso que para mim deve ser o feminismo. Ou, lá está, o humanismo ;)

      Eliminar