quarta-feira, 21 de outubro de 2015

O Muro, Ben Yehuda e onde comer

Confesso que o Muro das Lamentações era o ponto alto da minha viagem e tinha até vários papelinhos que queria lá colocar. Houve quem me acompanhasse e tivesse ficado desiludido mas eu gostei (também é verdade que já sabia mais ou menos ao que ia porque tinha visto várias imagens na internet). O acesso ao muro é vigiado e passam por segurança tal e qual como se estivessem num aeroporto: há detector de metais para as pessoas e raio X para as malas. Toda a gente é muito simpática (o que se estende ao resto de Jerusalém, achei as pessoas realmente simpáticas apesar dos ataques, apesar da forte presença policial, apesar de algumas terem um inglês fraco... a simpatia foi uma constante). Fomos logo de manhã e por isso apanhámos a Old City ainda deserta e praticamente só para nós (éramos só nós, meia dúzia de turistas e a polícia com os seus check points), recomendo!
O acesso ao muro é livre, com homens para a esquerda e mulheres para a direita, e não existe qualquer requisito específico, embora o uso de telemóveis deva ser evitado como forma de respeito por aqueles que ali vão rezar.

 A vista do muro quando se sai do controlo de segurança.


O lado dos homens é maior do que o das mulheres e dos vários sítios de oração que visitei notei que é sempre mais animado, com muita música e orações em voz alta.

No regresso tirei ainda algumas fotografias da Old City, como esta que indica uma escola árabe, o mercado com um dos muitos vendedores de fruta (em baixo) e as habituais forças de segurança.





A zona de Ben Yehuda corresponde à "Jerusalém Moderna" onde se encontra muito comércio, com várias lojas e restaurantes. Está fora das muralhas e não se enquadra por isso em nenhum dos bairros que dividem a zona antiga (bairro árabe, bairro judeu, bairro cristão, bairro arménio) mas tem uma grande presença judaica.






Tinha visto no TripAdvisor um café que é também uma biblioteca e obviamente que tive de o procurar. É um bocado difícil de encontrar mesmo com a morada mas depois de perguntar numa loja acabámos por ir lá ter. O nome Tmol Shilshom significa "those were the days", em hebraico, e o café ficou conhecido por ter vários autores isrealitas que ali lêem as suas obras. O negócio sofreu com a chamada Segunda Intifada e segundo li num artigo esteve à beira de fechar em 2014. Fico feliz que se tenha aguentado até hoje e acho que merece a visita!



Recomendo ainda o Etz Café, um café/restaurante junto ao Mamilla Mall. O restaurante é non-profit e dedica-se a ajudar os sem abrigo em Jerusalém, que recebe e alimenta duas vezes por dia. Tem óptimos sumos naturais, saladas e pizzas. E o mais curioso de tudo: servem bacalhau "traditional Portuguese dish"!





Deixo as dicas de restaurantes mais fancy para o próximo post!

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