sexta-feira, 30 de outubro de 2015

"We're half the human race, you can't stop us all"

Estreia dia 5 de Novembro em Portugal e retrata a luta das mulheres pelo direito de voto, pela igualdade. Eu sei que é só um filme, mas a verdade é que, para além da história que tenta passar, toca-me a um nível muito pessoal porque sou mulher, trabalho num meio "de homens" e, apesar de tudo, o feminismo ainda tem muito caminho para percorrer.


E, claro, só o facto de ter a Meryl Streep seria motivo suficiente para me levar ao cinema (mesmo que seja um papel curto). Quanto à verdadeira Emmeline Pankhurst, podem encontrar a sua estátua em Victoria Tower Gardens, junto ao Palácio de Westminster.

quinta-feira, 29 de outubro de 2015

Guilty pleasures musicais

Lá por não ver televisão praticamente desde que emigrei não quer dizer que não acompanhe os concursos de talentos (o meu guilty pleasure na tv). Vejo tudo no Youtube (que eles fazem upload das músicas logo no minuto a seguir) e poupo-me a ouvir as piadas que não têm piada, o drama, a publicidade e tudo mais, e é assim que em Inglaterra não perco o Britain's Got Talent e o X Factor, bem como o The Voice em Portugal.
Foi no The Voice que encontrei estas duas actuações e que são já das minhas preferidas em Portugal. A primeira é uma verdadeira "voz Disney" (a sério, não imaginam esta miúda a dar voz à heroína do próximo filme?) e a segunda é simplesmente brutal. Infelizmente o Youtube não corta as parvoíces da Catarina Furtado e para além disso o segundo vídeo ainda mostra aquele dramazinho que já andamos a pedir emprestado à televisão americana (e que eu dispenso), por isso a seguir à música estão por vossa conta e risco.



segunda-feira, 26 de outubro de 2015

Anjinhos de Natal

Às vezes parece que só no Natal é que as pessoas se preocupam com os outros, uma filosofia que me irrita particularmente (embora seja preferível que aconteça uma vez por ano do que nunca, é certo). Por causa disso queria adiantar-me às mil e uma solicitações que vão certamente aparecer nos próximos tempos e divulgar a iniciativa que faço questão de apoiar todos os anos. Porque é tão simples e mesmo assim é capaz de alimentar directamente a magia do Natal. E eu sei que não tenho propriamente um blog que seja lido por muitas pessoas mas se houver mais uma que seja que adira a este movimento só porque o viu aqui, então já valeu a pena. Aqui vai então.
Os Anjinhos de Natal são organizados pelos Exército de Salvação Nacional e, no fundo, é como se nos tornássemos o Pai Natal de uma criança oferecendo-lhe o brinquedo que ela pediu e que de outra maneira não poderia ter. Já recebi "desejos" de todas as formas e feitios como bolas, bonecas, carrinhos... coisas tão simples que tornam um Natal muito mais feliz. Está tudo explicado aqui no site (e sim, mesmo que morem longe dos locais de entrega possíveis podem enviar por correio). Se puderem, peçam "um anjinho". Eu juro que ser Pai Natal por um dia é coisa para nos deixar de coração cheio por muito tempo!

domingo, 25 de outubro de 2015

O últimos momentos de turismo em Jerusalém

O Mount Zion (ou Monte Sião, em português - embora eu seja preguiçosa e mantenha os nomes que estão no meu guia inglês) fica mesmo a seguir à Zion Gate, do lado de fora das muralhas. É aqui que está o túmulo de David, a sala da Última Ceia (Cenacle), a Dormition Abbey (que estava fechada) e um pequeno museu sobre o Holocausto.
Aqui ficam as fotografias possíveis de publicar, já que são aquelas que não têm a nossa cara (e ninguém merece, ahah).

A chegada ao Mount Zion, com a Abadia, ao fundo

A estátua do Rei David

A entrada para o miradouro

A abadia vista do miradouro

O Monte das Oliveiras visto do miradouro




A sala da Última Ceia, que foi construída no mesmo local onde se acredita que Jesus e os discípulos fizeram... a Última Ceia, pois claro

Do outro lado da rua, a seguir a todas os pontos de interesse no Mount Zion, está um cemitério. Pode parecer um sítio um bocado estranho para visitar (e este cemitério em particular é bastante desolador!) mas eu fazia questão de ir "ver" Oskar Schindler que pediu para ser sepultado em Jerusalém. Não é fácil de encontrar, nem o cemitério em si nem a campa mas contámos com a ajuda de um senhor a quem perguntámos o caminho e que fez questão de nos acompanhar até à entrada do cemitério e esperar por nós até sairmos "porque isto não é uma boa zona, sabe?". Um amor. No final disse-nos "desculpem, o meu último nome é Cohen (*) e não posso entrar no cemitério, encontraram a campa que procuravam?". Encontrámos, mas só porque o amigo dele que ia a passar de carro (what are the odds?) nos explicou o caminho senão é quase como procurar uma agulha num palheiro. Para quem quiser fazer o mesmo trajecto, fica aqui a explicação: o cemitério fica numa colina e Schindler está na zona mais baixa, o mais longe possível do portão. Têm de seguir em frente até encontrar umas escadas em caracol, descer e continuar em frente. Depois é fácil: fica do lado direito e reconhece-se por causa da quantidade de pedras que tem em cima. As pedras são trazidas por pessoas de todo o mundo que as colocam ali em jeito de homenagem, isto porque os judeus não levam flores mas sim pedras para os cemitérios. Pessoalmente, foi um momento emocionante (mas reconheço que pode haver quem ache estranho), embora tenha pena que Schindler esteja num sítio tão desolador e até cheio de lixo!


O cemitério (que é cristão) fica numa encosta e tem vista privilegiada para o Monte das Oliveiras, o cemitério judeu


Para terminar este post, queria só falar do Mamilla Rooftop, o restaurante/bar no último piso do hotel e que é provavelmente o restaurante com melhor vista em Jerusalém. Não é barato, mas compensa a visita, não só pela vista mas também pela comida e pelo vinho, tudo com produtos israelitas. A reserva é aconselhável, especialmente ao fim de semana.


Uma última nota para dizer que o menu à Sexta feira à noite é diferente dos outros dias porque é o início do Shabbat. Não o experimentei porque nesse dia o rooftop estava reservado para um evento privado mas tenho esperança que seja melhor do que o que acabei por jantar (pão com queijo, ahah), isto porque segundo a tradição judaica não se deve trabalhar ou cozinhar no Shabbat, o que significa que não há café (a não ser aquele que já está pronto num termo), nem latte, nem sequer sumo de laranja e muito menos pratos quentes! Agora acho curioso mas na altura tinha apreciado um jantar melhorzinho...


(*) Devia ter incluído uma explicação melhor acerca desta frase que dita só assim não faz muito sentido, realmente. De acordo com a minha pesquisa, não existem nenhumas restrições que impeçam judeus de visitar cemitérios não judeus mas segundo vi num artigo na Wikipedia, os kohen (padres judeus) não devem estar em contacto com mortos e por isso não podem entrar num cemitério. Imagino que tenha sido isto que o senhor quis dizer, embora seja apenas uma interpretação minha... Fica aqui o link do artigo, para quem achar interessante.

quarta-feira, 21 de outubro de 2015

O Muro, Ben Yehuda e onde comer

Confesso que o Muro das Lamentações era o ponto alto da minha viagem e tinha até vários papelinhos que queria lá colocar. Houve quem me acompanhasse e tivesse ficado desiludido mas eu gostei (também é verdade que já sabia mais ou menos ao que ia porque tinha visto várias imagens na internet). O acesso ao muro é vigiado e passam por segurança tal e qual como se estivessem num aeroporto: há detector de metais para as pessoas e raio X para as malas. Toda a gente é muito simpática (o que se estende ao resto de Jerusalém, achei as pessoas realmente simpáticas apesar dos ataques, apesar da forte presença policial, apesar de algumas terem um inglês fraco... a simpatia foi uma constante). Fomos logo de manhã e por isso apanhámos a Old City ainda deserta e praticamente só para nós (éramos só nós, meia dúzia de turistas e a polícia com os seus check points), recomendo!
O acesso ao muro é livre, com homens para a esquerda e mulheres para a direita, e não existe qualquer requisito específico, embora o uso de telemóveis deva ser evitado como forma de respeito por aqueles que ali vão rezar.

 A vista do muro quando se sai do controlo de segurança.


O lado dos homens é maior do que o das mulheres e dos vários sítios de oração que visitei notei que é sempre mais animado, com muita música e orações em voz alta.

No regresso tirei ainda algumas fotografias da Old City, como esta que indica uma escola árabe, o mercado com um dos muitos vendedores de fruta (em baixo) e as habituais forças de segurança.





A zona de Ben Yehuda corresponde à "Jerusalém Moderna" onde se encontra muito comércio, com várias lojas e restaurantes. Está fora das muralhas e não se enquadra por isso em nenhum dos bairros que dividem a zona antiga (bairro árabe, bairro judeu, bairro cristão, bairro arménio) mas tem uma grande presença judaica.






Tinha visto no TripAdvisor um café que é também uma biblioteca e obviamente que tive de o procurar. É um bocado difícil de encontrar mesmo com a morada mas depois de perguntar numa loja acabámos por ir lá ter. O nome Tmol Shilshom significa "those were the days", em hebraico, e o café ficou conhecido por ter vários autores isrealitas que ali lêem as suas obras. O negócio sofreu com a chamada Segunda Intifada e segundo li num artigo esteve à beira de fechar em 2014. Fico feliz que se tenha aguentado até hoje e acho que merece a visita!



Recomendo ainda o Etz Café, um café/restaurante junto ao Mamilla Mall. O restaurante é non-profit e dedica-se a ajudar os sem abrigo em Jerusalém, que recebe e alimenta duas vezes por dia. Tem óptimos sumos naturais, saladas e pizzas. E o mais curioso de tudo: servem bacalhau "traditional Portuguese dish"!





Deixo as dicas de restaurantes mais fancy para o próximo post!

terça-feira, 20 de outubro de 2015

Jerusalém - Santo Sepulcro

O meu segundo momento de turismo foi a visita ao Santo Sepulcro. Dei-me conta de que não tenho grandes fotografias, umas ficaram escuras, outras desfocadas... está visto que não posso mudar de carreira e dedicar-me à fotografia. Mas ficam aqui as fotos possíveis, com toda a boa vontade, ok?

É muito fácil encontrar o Santo Sepulcro, mesmo que as ruas da Old City pareçam um labirinto. O truque está em procurar as placas que estão em cada cruzamento e não há nada que enganar.

Ali à volta há obviamente imensas lojas que vendem de tudo um pouco, desde os tradicionais souvenirs até a imagens de santos, terços, e tudo o mais que se possa associar à igreja.


A entrada

À entrada do Santo Sepulcro está a pedra onde se acredita que o corpo de Cristo foi preparado após a sua morte. Muitas pessoas levam peças de roupa ou objectos para esfregar na pedra, o que é impressionante de assistir.



Existe uma fila para acender velas a partir do Holy Fire, junto à entrada para o túmulo de Cristo. As velas são apagadas logo a seguir e embora tenha procurado não encontrei nenhuma explicação para isso (se por acaso souberem, digam-me, que tenho curiosidade!).

Existe sempre uma fila enorme para entrar na pequena capela com o túmulo de Cristo, mesmo no centro. Não esperei para entrar mas segundo pesquisei é aconselhável ir cedo (o Santo Sepulcro abre às 5 da manhã!).



A imagem possível do altar da crucificação, sempre com gente.


segunda-feira, 19 de outubro de 2015

Jerusalém - o início

A viagem começou mal: o voo para Istambul saiu quase à hora a que era suposto aterrar e perdi a ligação para Tel Aviv. Pior: só consegui lugar 2 voos a seguir, cheguei a Tel Aviv às 4 da manhã (!) e com isto tudo a minha mala ficou algures a meio do caminho (só a recebi passados 2 dias). E o que me fez atingir níveis históricos de stress: as equipas da Turkish Airlines são péssimas! Não foi por isso com a melhor das disposições com que cheguei a Jerusalém. Com a minha história aprendi duas dicas preciosas que partilho aqui: 
1- Se puderem, nunca façam escala em Istambul. Os voos andam constantemente atrasados e o apoio das equipas de terra é péssimo (é tudo muito bonito quando corre tudo bem, mas quando precisarem de ajuda, esqueçam!). Em alternativa, escolham uma escala ridiculamente grande ou, no limite, fiquem um dia por lá. Claro que o melhor é voar directo (coisa que já prometi a mim mesma enquanto apanhava a seca da minha vida no balcão de apoio da Turkish) embora isso sem sempre seja possível...
2- Segundo me foi dito já em Israel (desde o hotel até aos empregados de lojas), é muito comum perderem-se as malas a caminho de Tel Aviv. A Turkish tem uma reputação péssima (obrigadinha mas podiam ter dito antes...) e acho que a El Al também não é grande espingarda. Pelo sim pelo não, recomendo que levem uma mala de cabine com as coisas essenciais, just in case.

A melhor decisão que tomei foi a de ter marcado um shuttle particular desde o aeroporto até Jerusalém. O luxo que foi chegar e só ter de encontrar o senhor que segurava o meu nome numa plaquinha, para depois me afundar no banco de trás não teve preço! Existem, no entanto, outras opções, como o táxi privado ou o sherut (não sei grandes pormenores mas, segundo pesquisei, no primeiro caso trata-se de um táxi "normal", enquanto que o segundo é uma espécie de mini-bus que só arranca quando estiver cheio).
Depois de dormir umas 4 horas decidi que era altura de começar a turistar. Comecei pertinho do hotel, pela Tower of David e passou-me logo o mau humor... a vista de 360º sobre a cidade valeu a pena o calor (sauna!) que enfrentámos à tarde!

(Os sinais sempre em 3 línguas: inglês, hebraico e árabe) 

(As ruínas da Citadela)

(O lado moderno de Jerusalém)


(A Dome of the Rock, em grande destaque. Sim, eu queria muito a foto cliché de Jerusalém!)



(A Dome of the Rock e o famoso Monte das Oliveiras, muito mais "árido" do que eu o imaginava)



(As muralhas junto à Jaffa Gate)