segunda-feira, 31 de agosto de 2015

Bank holiday

Terminou mais um bank holiday weekend com direito a cantar o hino num jogo de hockey (true story!) e conhecer finalmente o Peak District. Com chuva, claro, porque bank holiday não é bank holiday se não chover. Infelizmente não deu para tirar grandes fotografias a tudo o que queria e às várias vilas pitorescas que atravessei, mas fica a recordação possível aqui no blog.




domingo, 30 de agosto de 2015

A banda sonora do mês (ou a louca dos musicais contra-ataca)


Something has changed within me
Something is not the same
I'm through with playing by
The rules of someone else's game
Too late for second-guessing
Too late to go back to sleep
It's time to trust my instincts
Close my eyes
And leap...

It's time to try defying gravity
I think I'll try defying gravity
And you can't pull me down

I'm through accepting limits
Cuz someone says they're so
Some things I cannot change
But till I try I'll never know
Too long I've been afraid of
Losing love, I guess I've lost
Well if that's love
It comes at much too high a cost

I'd sooner buy defying gravity
Kiss me goodbye, I'm defying gravity
I think I'll try defying gravity

And you can't pull me down!

Unlimited, our future is unlimited
(...)
But I swear someday I'll be flying so high
Kiss me goodbye!

So if you care to find me
Look to the Western sky!
As someone told me lately
Everyone deserves the chance to fly
And if I'm flying solo
At least I'm flying free
To those who ground me
Take a message back from me!
Tell them how I am defying gravity.

sábado, 29 de agosto de 2015

Formas catitas de passar um sábado

Cancelar o contrato da internet. Notificar o City Council. Cancelar água, luz e gás. Telefonar para o HM Revenue & Customs (recomendo um livro grande para irem lendo enquanto esperam, isso e paciência para falar com um atendedor que quer saber tudo da vossa vida antes de conseguirem interagir com uma pessoa a sério). Comprar caixas e uma mala extra para a roupa (oops). Mudar morada do banco e do telemóvel. Pesar e medir malas e caixas para deixar os dados com a transportadora. Encher os caixotes da reciclagem com vários kg de papel. E bastante roupa para doar.
Preciso de férias das minhas férias.

sexta-feira, 28 de agosto de 2015

Façamos só um minuto de silêncio pelos euros perdidos

Acabei de contribuir significativamente para o PIB da Turquia dado o meu investimento na companhia nacional. Depois acham que eu sou stressada quando gosto de marcar as coisas com tempo...

terça-feira, 25 de agosto de 2015

Where are you from?

Eis como atrapalhar duas emigrantes portuguesas à conversa num restaurante londrino. De onde é que nós somos mesmo? Cada uma no seu país, nenhuma de nós em Portugal, somos de onde? Onde nascemos? Ou onde vivemos? O país ou a cidade? A história é sempre longa. É o mesmo com os formulários e quando me pedem um "permanent address". A minha carta de condução tem uma coisa, a minha inscrição consular outra e o meu registo municipal outra, tudo em países diferentes. Uma vergonha (oops...eu prometo que vou tratar desta papelada!). De onde é que eu sou? Às vezes percebo que querem saber de que cidade é que eu sou, aqui na ilha, outras (quando vêem o meu nome) querem saber o país, e quando às vezes se saem com um where's home? dava pano para muitas mangas. É que eu tenho "Home" em tantos sítios... Where are you from? Respondo sempre Portugal. 90% das vezes recebo um comentário acerca do Cristiano Ronaldo ou do Algarve, eu sorrio e digo "pois é" e ficamos assim. E quando alguém vive fora há 30. 40 anos? Quando é que o where are you from deixa de ser o país onde nascemos? Quando estamos há mais tempo fora do que aquele que passámos dentro do país? Quando trocamos o passaporte? Nunca? Questões existenciais, é o que vos digo.

domingo, 23 de agosto de 2015

Arrumar papelada

Descobri que recebi e acumulo postais dos últimos 2 anos que davam para forrar o meu corredor (é mais ou menos esta imagem multiplicada por 4 ou 5).


Deitei fora os bilhetes de comboio e avião que fui guardando (tanta tralha que eu tenho comigo!) e decidi que me vou deixar destas coisas, que papel é coisa que acaba por pesar quando estamos sempre a encaixotar a vida como eu.
Mas encontrei os cartões que me escreveram quando saí da Holanda e a carta dos meus vizinhos quando cheguei a Inglaterra e fiquei contente de os ter guardado. I liked it here.


sábado, 22 de agosto de 2015

Addicted

Não consigo entrar numa Waterstones e não comprar nada. E não consigo passar por uma Waterstones e não entrar (o que é, portanto, um problema).
Ainda olhei para os livros mas pensei "tem juízo que depois tens ainda mais caixas para mudar", assim que achei que isto poderia vir comigo.


Porque não tenho 500 mil canecas em casa. Não. Shiu. Mas esta tem destinos de viagens e postais e Lisboa aparece e tudo. Além de que é uma travel mug, eu não tenho nenhuma travel mug. Ora com estes dois argumentos não dá obviamente para discutir.

sexta-feira, 21 de agosto de 2015

Finally

Chegaram as minhas férias. Ou "férias", dependendo do conceito. Vem aí a próxima mudança de casa por isso avizinham-se dias a empacotar o que é para manter, vender ou doar o que não se precisa/não se consegue levar, cancelar contratos, fechar contas e um sem fim de logística. Mas também vai ser época de passeio (assim o espero) e algum trabalho pelo meio (porque me meto sempre em mais projectos do que tempo...). Vai ser o mês de todas as decisões and I for one, can't wait!

quarta-feira, 12 de agosto de 2015

Um dia ainda abro mas é um take-away

Sempre que faço sopa lembro-me da cara de choque das minhas colegas inglesas quando descobriram que a minha sopa é caseira e não de pacote. Realmente é aquela coisa difícil de preparar, qualquer dia até viro chef de cozinha, upa upa.

quarta-feira, 5 de agosto de 2015

Nómada

A primeira vez que viajei sem os meus pais ou qualquer outra pessoa da minha família tinha 14 anos. Ainda não sei como eles alinharam na brincadeira mas com 14 anos e 1 mês dei por mim no aeroporto pronta para o campo de férias em Inglaterra num grupo onde não conhecia ninguém. Acho que foi nessa altura que descobri em mim esta minha alma de nómada, porque nem mesmo nessa fase amigo-dependente que é a adolescência eu fiz questão de ir atrelada a alguém. Ouvi relatos de quem preferia ter ficado em Portugal com os amigos e não percebia como raio se podia não querer partir por algumas semanas e viajar em vez de ficar estendida ao sol durante todo o dia. As férias eram tão grandes que davam para tudo, achava eu. Apesar de viajarmos em grupo, davam-nos liberdade para estarmos à nossa vontade em sítios como Londres, apenas com lugar e hora para o regresso. Foram tardes de compras e análises do mapa, objecto que as minhas amigas diziam "fica tu com ele, que nunca te perdes" (ainda hoje sou sempre a pessoa-do-mapa em todas as viagens que faço).  Mas foram também horas em que decidimos visitar museus sem a obrigação de "coisas da escola", ou as livrarias mais antigas, e comprar postais para escrever aos amigos. (Vêem como a nossa geração não está tão perdida assim? haa.) Era nossa responsabilidade apanhar o autocarro certo para chegar às aulas a horas (foram muitos os recordes que batemos para apanharmos o 2, com o packed lunch numa mão e a tralha na outra mão). Tivemos que descobrir como coordenar os banhos de tanta gente para tão poucas casas de banho (nunca estabelecemos um horário mas as coisas encaixaram milagrosamente), ou aprender a chegar cedo se não queríamos ficar com as piores sandes de almoço (e a gostar de pepino nas sandes, que remédio). Como em todos os campos de férias criou-se uma camaradagem especial, onde se trocam sandes, se preparam bolos de aniversário e festas-surpresa com materiais improvisados, e se senta, em grupos de 4, em cima de malas alheias para elas fecharem. Houve até lágrimas à chegada à Lisboa, a estranheza de uma casa sossegada quando se tinha vivido como uma grande família espalhada por 3 andares, a certeza de que haveríamos de fazer uma reunion algures no tempo (e que ainda planeamos).
Gostei tanto que voltei e secretamente invejava quem já tinha ido a todos os destinos dos campos. Ainda hoje falo com amigos que fiz nessa altura e é engraçado ver como tantos deles são ainda mais nómadas do que eu. Macau, Brasil, Coreia, Escócia, Noruega, estamos um pouco por todo o lado. Nunca tinha pensado nisso, mas é possível que tenha tudo começado em 2001, quando fui nómada pela primeira vez.

terça-feira, 4 de agosto de 2015

The world is your oyster

Perguntam-me muitas vezes quando volto. Geralmente seguido de um "pois, isto agora está difícil" ou "talvez quem sabe quando isto melhora". E eu nunca comento. Mas a verdade é que não emigrei porque "isto está difícil", por não ter emprego ou sequer para ir ganhar um ordenado milionário (que nunca tive, sempre contei os tostões). Emigrei porque queria mais. E mesmo que Portugal amanhã se tornasse num país super rico com ordenados espectaculares eu duvido que voltasse logo a correr, porque tenho esta ideia romântica (e talvez parva) de fazer aquilo que se gosta, ou pelo menos estar a caminho disso, e é o que eu procuro fazer além-fronteiras. Como já aqui escrevi, de que me adianta querer ser astronauta em Portugal? Ou actriz de Hollywood? Ou fazer investigação numa área super recôndita da ciência que só se pode fazer em 2 ou 3 sítios? E onde é que isso depende da prosperidade de um país? Mas já sei que se falar com a minha avó ela vai dizer "eu acho que ainda volta daqui a pouco tempo". E eu respondo sempre "pois, é possível". Porque não me adianta dizer que não sei e que sinceramente não me parece, nem vejo como. E não faz mal. A única coisa que gostava era de passar mais tempo com a minha família, o dia a dia, o ir jantar a casa, aquelas pequenas coisas que só percebemos como nos fazem falta quando deixamos de as ter. E a luz de Lisboa, também gostava de ter sempre comigo a luz de Lisboa, mesmo quando chove. Isso é o que a emigração me tira. De resto, vivo sem dramas, não me sinto num exílio permanente nem acho que isso ajude ninguém que saia do país. Já tive várias casas e apesar de umas serem mais "casa" do que outras, acho que podia viver em qualquer lugar.

sábado, 1 de agosto de 2015

Agosto

Ahhh, Agosto. Acordar com um sol lindo, despachar as compras online e pensar "que se lixe, vou encomendar gelados". Reparar que o vizinho de trás começou a preparar o barbecue logo de manhã e que as pessoas decidiram todas passear de calções na rua. Caramba, é verão! E eis que durante os 10 minutos que demorei a fazer o almoço se levanta um vento ao melhor estilo ciclone e começa a chover. Oh Britain. Os gelados continuam na lista de compras, não quero saber.