segunda-feira, 1 de junho de 2015

é-se sempre criança na feira do livro

Hoje acordei com vontade de ir à Feira do Livro. Apetece-me passear pelo parque e ter uma imensidão de livros na minha língua, que isto de comprar pela Internet não é a mesma coisa. E depois há todo o reviver da experiência, que lembra o início das férias de verão e o reabastecimento de stock de livros para ler antes de começarem as aulas. Acho engraçado como para a grande maioria das pessoas que conheço a ida à Feira do Livro é uma velha tradição, uma extensão da infância, onde quase que sentimos que vamos ali comprar mais um livro da colecção "Uma Aventura", mesmo que já tenham passado décadas desde a última vez que lemos um. Talvez a Feira do Livro me traga um bocadinho desse sentimento. Mesmo que a feira da minha infância tenha sido a de Cascais, a verdade é que aprendi a gostar da de Lisboa e desde que "cresci" que passou a ser minha feira. Os livros "Uma Aventura", esses, foram comprados no Jardim Visconde da Luz, com direito aos verdadeiros gelados do Santini e a pulseiras de missanga compradas nas ruas da vila. Nunca voltei a comprar um livro na feira em Cascais, mas quando um dia tiver filhos gostava que as suas colecções se iniciassem ali, com um gelado de baunilha e chocolate e direito a uma volta nos baloiços do jardim ao pé da casa da minha avó.

Sem comentários:

Enviar um comentário