quarta-feira, 17 de junho de 2015

Até já

Até já, Lisboa. Vou um ano mais velha mas gostei muito de cá estar. Matei saudades das amêijoas, das bolas de Berlim, das cerejas bem escurinhas, do pão (!) e da bica. Tentei guardar a tua luz na memória para quando tiver saudades, e vou voar num lugar do corredor para não te ver ficar para trás. Digo até já mas a verdade é que não sei quando volto: pode ser em Setembro, em Novembro ou só no Natal. Mas eu volto, sempre.

4 comentários:

  1. :) Gabo a coragem de todos os que, como tu, vivem fora, longe da família e do país, da cidade, do cheiro e dos gostos de uma vida. Não seria capaz, ainda que já odeie a vida que levo por cá. É precisa muita coragem.

    As Minhas Quixotadas

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  2. Aww, muito obrigada. Talvez seja coragem, ou loucura ;) (ahah, brincadeirinha). Beijinho*

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  3. Ainda não odeio a vida que levo por cá, pelo contrário. Mas acho incrível e difícil tomar a decisão de viver longe 'dos nossos'. Não há nada que me deixe mais satisfeita do que voltar a casa e sentir que conheço as pessoas nas ruas, são as minhas pessoas, a minha casa. Mesmo aquelas a quem nunca disse mais nada do que bom dia. Se calhar é coisa de quem nasceu, cresceu e viveu numa vila, mas o aconchego e segurança que transmite não tem explicação. Ainda agora lia o teu post seguinte e pensava: "Bolas, que coragem!"

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  4. Nunca vi esta minha opção de vida como coragem, acho que já é o meu "normal". Já me cansa um bocadinho andar com a casa às costas mas é o preço da minha constante insatisfação. Espero que esta seja a última mudança por algum tempo :)

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