terça-feira, 9 de junho de 2015

A melhor viagem

Por muitos sítios que conheça, a melhor viagem continua a ser o regresso a casa. Vou cumprir a tradição de comer amêijoas à bulhão pato no dia dos meus anos, vou voltar aos arraiais de Santo António, matar saudades de caldo verde e até comer sardinhas (coisa de que nunca fui grande fã, confesso), porque tradição é tradição. Vou passear na feira do livro e estragar o orçamento, comprar pastéis de Belém e tomar a bica com uma bola de Berlim na pastelaria do bairro, mesmo que toda a gente saiba que as melhores bolas são as do Guincho (ou pelo menos o meu eu de 4 anos acha que sim. e o meu eu actual também...). Emigrante tem direito a todos os clichés. Apesar de não poder aproveitar a pátria como se estivesse de férias (o trabalho vai ter de ir atrás), vou estar em casa com a minha gente no melhor mês do ano (e há lá sítio mais bonito do que Lisboa em Junho?). Vou buscar roupa de verão (que aqui também há disso, ou kind of) e rechear a mala com coisas da pátria que hei-de promover entre os amigos de cá (fico à espera de uma condecoração do Cavaco pelos meus serviços de marketing).
Agora, vou a caminho do meu lugar à janela, ritual que faço questão de manter desde que sou emigrante. Porque gosto de saborear cada regresso por mais vezes que voe e porque não há aterragem mais bonita do que esta. Até já, Lisboa!

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