sábado, 28 de março de 2015

Tem de ser dito

Cara Shonda Rhimes,
era só para saberes que fiz as pazes contigo depois dos últimos episódios do Scandal e do Grey's Anatomy. Porque eu sei que isto é uma coisa que te preocupa.
Agora keep up the good work.

Sempre tua,

Agnes Maria

quinta-feira, 26 de março de 2015

Leitura de cabeceira

Isto é absolutamente fantástico.

Não só é de um humor incrível como ainda reúne algumas regras interessantes de gramática e vocabulário. Recomendadíssimo a todos aqueles que querem saber um pouco mais de Inglês e rir-se com as piadas so very British da autora.



quarta-feira, 25 de março de 2015

Not meant to be

It was just not meant to be, e não faz mal. Talvez tudo tenha mesmo o propósito de nos ensinar qualquer coisa, de nos tornar melhores, ou talvez isso seja só uma conversa que inventámos para nos sentirmos melhor. Mas a verdade é que, de uma forma muito estranha, me sinto livre. Se tudo me tivesse corrido como planeei, talvez eu não estivesse aqui e uma parte de mim tivesse ficado por cumprir. Talvez fosse simpático não ter sido preciso amputar a alma, ou talvez isto funcione como a fénix e tenha mesmo de arder para renascer. Acho (e tenho quase medo de o dizer) que me curei do "podia ter sido". It was not meant to be. E percebi, com surpresa, que ainda bem que não foi.

terça-feira, 24 de março de 2015

segunda-feira, 23 de março de 2015

Os pais new age

Estou cansada dos pais new age. Os mesmos que acham que as vacinas são uma invenção do demo e que só infectam as criancinhas para satisfazer os interesses de multinacionais. Porque o meu filho nunca levou uma vacina e nem uma constipação teve, já o filho da vizinha, é o que se vê, é só febres e tosses, uma desgraça. Mais do que cansada, estou estupefacta e assustada por haver doenças que estão a regressar em força. Tanto que já tinha sido conseguido e agora vimos dizer que isto da ciência e dos estudos é tudo uma máfia, tudo para enganar as massas. Fico doente dos nervos com estas coisas. É pena não haver vacinas contra a estupidez.

domingo, 22 de março de 2015

Bolo de memórias

A minha bisavó paterna foi governanta numa casa senhorial durante a juventude. Lembro-me de ser pequena e achar super exótico, quase ao nível de uma qualquer história de encantar que ela me contava todas as tardes. A minha bisavó foi a minha inseparável companheira de brincadeiras até eu entrar na escola primária e, apesar da idade, deitava-se no chão e fazia comigo a ginástica que passava na Rua Sésamo. Tinha a paciência que ninguém tinha para criar grandes comboios de cadeiras cor de rosa que ocupavam todo o corredor de casa e onde depois sentávamos os bonecos. E desmanchar tudo a seguir, para brincarmos a outra coisa qualquer. Porque a minha bisavó sabia brincar a sério e não como um adulto que está só a entreter uma criança. A minha bisavó foi a minha verdadeira avó de entre as avós. Sim, a minha avó fazia as melhores batatas fritas do mundo (mesmo) e tricotava-me as camisolas de lã mas a minha bisavó é que tinha tempo, é que me fazia as vontades e que me dava sempre mais uma bolacha Maria e que fez pacientemente o vestido da minha primeira comunhão, perfeito no corte e na costura (coisa que eu quero muito encontrar e, quem sabe, guardar para uma filha minha). Quando eu era pequena, a minha avó paterna ainda trabalhava, pelo que "ir para casa da avó" durante a semana significava passar o dia com a minha bisavó e a empregada, que me deixavam sempre lamber as colheres e as taças dos bolos e com quem eu fazia rissóis, empoleirada em cima de um banco (não digam à minha mãe). Lembro-me de ver a Filipa Vacondeus na televisão, enquanto a tábua de passar era a minha casinha de brincar, com os lençóis a fazer de paredes. E o sótão era um sítio de difícil acesso mas pelo qual eu tinha um fascínio inexplicável, com todas as caixas e recordações que por lá se acumulavam.
Hoje lembrei-me da minha bisavó enquanto fazia um bolo. Apesar de já não ter de pedir autorização a ninguém, sinto sempre que estou a cometer um pequeno delito quando lambo a colher, um delito que me era consentido naquelas tardes em casa da minha avó. Perdi a minha bisavó com os meus 8 ou 9 anos e tenho pena que ela tenha faltado a tantos momentos da minha vida. Tenho a certeza que teria o maior orgulho na pessoa que me tornei e um sem fim de histórias que nunca me chegou a contar. Para além disso, eu gostava muito que ela provasse o meu bolo de chocolate.

sexta-feira, 20 de março de 2015

Emigrantes do meu país

Atentem no que vos digo: nunca assumam que ninguém vos entende só porque estão no estrangeiro e que por isso podem ter as conversas que quiserem ao telemóvel. É que há sempre um português à vossa volta, sempre. Especialmente quando não o esperam!

A poesia num eclipse

Um dos meus amigos indianos disse-me que, na Índia, as pessoas não saem de casa em dia de eclipse. Segundo ele, é porque "the air becomes sad". E eu acho que esta foi a superstição com a explicação mais bonita que já ouvi!

quinta-feira, 19 de março de 2015

Uma vida memorável

Se algum dia me casar, o meu padrinho está mais do que escolhido. P'raí desde os meus 15 anos. Talvez seja estranho pela diferença de idades que nos coloca em diferentes etapas da vida, mas os amigos vêm em todos os tamanhos e feitios e só temos que saber abraçar o que a vida nos vai dando. Desde que ele me mandou esta música que gosto de lhe (e me) perguntar, "então e o que fizeste hoje para teres uma vida memorável?".

"When you get older
Your wild life will live for younger days
Think of me if ever you're afraid."

He said, "One day you'll leave this world behind
So live a life you will remember."


sábado, 14 de março de 2015

Throwback anos 90

O meu sonho de criança era cantar nos Onda Choc. É verdade, eu confesso. Como tal nunca se concretizou, eu e as minhas colegas de turma fizemos os nossos próprios Onda Choc (com espectáculos e tudo, ah pois) onde cantávamos os grandes êxitos do grupo. Não sei o que pensar do facto de ainda saber as letras todas de cor e até mesmo partes de algumas coreografias (se calhar devia libertar este espaço na memória para coisas mais úteis, não?) mas achei que hoje era um bom dia para publicar no blog a música que mais gostava de cantar. Considerem isto o meu web-momento-embaraçoso (e felizmente que não há provas de tais acontecimentos!). Ah, e eu tinha mesmo um chapéu como aquele.


quinta-feira, 12 de março de 2015

Londres

Acordei às 5 da manhã e apanhei o comboio às 6. Gosto de partilhar a carruagem com as várias pessoas de fato que escrevem furiosamente nos seus computadores enquanto bebem o seu café do Costa e espreitam as gordas do jornal. Gosto de chegar a Londres com o sol do início da manhã, quando a cidade começa a acordar para mais um dia. Fico contente por chegar antes da multidão e ter um lugar para me sentar no metro, observar as pessoas, ver que livros lêem, que notícias chamaram a sua atenção no jornal. Adoro manhãs, adoro mesmo! Não tenho paciência para me encostar à direita e subo as escadas rolantes até sair do metro, sento-me no primeiro banco que encontro e troco as sabrinas pelos saltos, bebo o café da praxe. Quando aqui não venho acho sempre que podia mudar de país, podia ir para França (mas há lá tantos franceses, valha-me deus), podia ir para a Alemanha, que durante tanto tempo foi a minha primeira ideia enquanto tirava o curso, podia viver em quase todo o lado, que uma alma nómada como eu é mesmo assim. Mas depois chego a Londres (e à minha casa de sempre, Oxford) e penso, caramba, eu gosto mesmo desta ilha. Gosto do sotaque, que tenho sempre vergonha de fazer em Portugal ou com amigos estrangeiros porque parece que nos estamos a armar aos cucos mas que aqui me sai naturalmente. Gosto das piadas que perfeitos desconhecidos fazem nos transportes (embora não tão comum em Londres, onde ninguém fala com ninguém). Gosto das livrarias, das casas de tijolo avermelhado, do "hi, are you alright?", dos pubs, das salt and vinegar crisps, de como os britânicos conseguem ser ao mesmo tempo "put together" e acessíveis. Gosto de como aqui me sinto em casa, coisa que nunca senti na Holanda. Talvez seja uma química qualquer que sentimos pelos sítios, tal como sentimos pelas pessoas. E por isso, desta vez, antes de entrar novamente no metro e vir para casa, abrandei o passo na London Bridge. E dei por mim a pensar que não sei se vou ficar feliz a ter de me ir embora em Setembro, que gostava mesmo de encontrar um trabalho interessante na capital (mandar às urtigas os sonhos de carreira na área A, B ou C, que, guess what, não passam por esta cidade), conseguir pagar o preço exorbitante que aqui pedem por um mísero T1 e mudar-me de armas e bagagens para a melhor capital de sempre. O meu eu de 12 anos ia delirar este com este plano (e eu também!). E podem vir os meus amigos dizer "ah mas por que raio queres tu viver em Londres? blablabla qualidade de vida é aqui a norte blabla muito caro blablabla". Cansei de explicar.


segunda-feira, 9 de março de 2015

Canterbury

Fui finalmente à mothership da Igreja de Inglaterra: Canterbury. Tive a sorte de estar um dia lindo e apanhar um ensaio do órgão da catedral, o que tornou a visita ainda mais especial. A catedral é lindíssima e imponente, tem até vários andares (!) e o recinto conta com diversas casas e relvados, o que lhe dá uma atmosfera única. Recomendo a quem queira conhecer mais do que a capital, embora não seja a minha primeira sugestão de must see a quem tem menos tempo (mas claro que depende um bocado dos gostos e das preferências de cada um, até porque há mais museus para além da catedral). De comboio é apenas 1h30 desde London Euston e o preço, admitindo que comprava um bilhete para a próxima semana, fica por volta das 45 libras (ida e volta).
Vamos às fotos.



















Nota: O comboio é um bom meio de transporte aqui pela ilha, mas vejam com atenção o site do National Rail porque quando os destinos começam a ser longe os bilhetes advance permitem um desconto simpático, embora só permitam viajar no comboio e hora marcados.

quinta-feira, 5 de março de 2015

Sim, eu ainda vejo



Have we used up all our happy? Are you ever afraid of that? That this is all there is now?  It’s like I had a certain amount of happy that was supposed to last my whole life and I’ve used it all up. Do you think that is true? (Grey's Anatomy)


terça-feira, 3 de março de 2015

segunda-feira, 2 de março de 2015

Foi bonita a festa

Quase que soltei uma lagriminha quando a noiva entrou e depois quando lhes dei os parabéns, não consegui respirar bem durante o discurso, tremi a mão durante o brinde e nem me lembro se olhei para onde devia, acho que vou pedir um do-over. Mas o afilhado gostou e isso é que importa. Foi bonita a festa. Agora aguardo ansiosamente a foto "class of 2005" que tirámos por gozo na photo booth com a ajuda de acessórios foleiros. Não cheguei a ter nenhuma foto de curso oficial, mas esta é perfeita, mesmo que tenha apenas duas pessoas com chapéus duvidosos e a fazer caretas. Afinal, tem tudo aquilo que ficou de verdadeiramente importante.