Estrangeiro em toda a parte
E
depois, quando voltamos à nossa terra, mesmo que seja apenas um ano mais tarde,
tudo de repente parece mudado. As pessoas, as ruas, o céu, as formigas e os
monumentos. Umas coisas mudaram enquanto estávamos fora, sem nos pedir licença;
outras coisas não mudaram nada, mas nós vemo-las de maneira diferente; e há
outras coisas ainda em que nunca tínhamos reparado antes, coisas estranhas e
aleatórias, como a maneira das pessoas reagirem quando nós contamos uma
anedota, ou o modo como os passeios são pavimentados. A história que
partilhamos com as pessoas no nosso país — a TV, as festas, os acontecimentos
nas notícias — tem um buraco do tamanho de um ano. Não estávamos lá.
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