quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

Timing is a b*tch

E depois chega um dia em que recebes um convite para trabalhar na pátria. Não só um convite, como O convite, o maior trampolim que Portugal me poderia dar para o emprego dos sonhos. Só que agora... agora é tarde.  Os sonhos mudaram, os planos não são os mesmos, eu não sou a mesma que era há 4 ou 5 anos atrás.
Não sei se isto foi um (des)alinhamento cósmico, um desenrolar de acontecimentos à minha volta que nunca encaixou, mas não deixa de ser curioso que acabei sempre por ter o que queria no timing errado, e o que não queria no timing certo. Tivesse este convite surgido há 4 anos atrás e a minha vida seria bem diferente do que é hoje. Talvez tudo se tivesse precipitado mais cedo. Talvez eu descobrisse logo que o meu sonho não era aquele. Talvez eu descobrisse que a minha vida não passava pelos planos que tínhamos. Ou talvez pudesse ser feliz com o que tinha. Talvez. Nem isso agora interessa.

1 comentário:

  1. É chato quando Portugal se lembra de nós quando já é tarde.

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