segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

A avó que há em mim

Convidaram-me para uma festa numa discoteca e nesse preciso momento eu senti-me velha. É que a primeira coisa que pensei foi "ainda se fosse um jantar sossegado com um bom vinho". Mas não, é uma noite num sítio onde não se consegue ter uma conversa e onde pululam miúdas de 18 anos com menos roupa do que seria desejável para Janeiro (ou para qualquer mês). Fogo, sou uma cota, reconheço. Longe vão os tempos onde ia religiosamente, de 15 em 15 dias, dançar até às 3h da manhã. Agora, eu queria mesmo era um jantar num bom restaurante ou uma ida a um bar simpático, com música em volume tolerável e sem miúdos aos saltos. Estou cota, mas vou à festa, é uma mistura entre experiência antropológica e simpatia pelo aniversariante.

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