quinta-feira, 31 de dezembro de 2015

Another year has gone by

E como sempre que mudo de casa parece-me que teve pelo menos duas vidas e muito mais do que 365 dias.
Consegui alcançar muito em 2015 mas também tive mais "quases" do que gostaria. Este ano trouxe-me uma nova casa (outra vez), novos e velhos amigos, mais um canudo e o meu primeiro paper a solo.
No plano das viagens este foi um ano mais fraco do que os anteriores e teve direito a apenas dois destinos internacionais. Fui finalmente a Budapeste, voltei a ser turista em Londres, tive o meu verão em Outubro quando visitei Jerusalém, passeei por Canterbury e Cambridge, conheci o Peak District e, agora que penso nisso, dei-me conta de que não cheguei a vestir o bikini nem molhar os pés em nenhum mar ou piscina durante 2015 (daí o meu constante ar de lula). Em contrapartida, tive o melhor ano no West End e vi o Rei Leão e o Les Miserables (oh yeah), o que me faz sempre desejar viver num raio suficientemente próximo para poder coleccionar muitos mais espectáculos, qual crazy fan.
2016 vai ser diferente, vai ser melhor. Não vou ter grandes férias até Junho mas quero ver se colecciono umas capitais europeias durante os fins de semana da primeira metade do ano. Quero muito ter tempo para uma viagem "grande".... ir finalmente à Jordânia ou fazer um combo na East Coast dos Estados Unidos que inclua Washington (quero um dia inteiro no Smithsonian!). Ou cometer uma pequena loucura e ir ao Peru ou ao Canadá. Para além dos novos destinos que se avizinham, a minha casa vai chegar, que eu sei. Vamos lá ver de onde vos irei escrever daqui a um ano. Stay tuned. E bom 2016!

quarta-feira, 30 de dezembro de 2015

Comer fora em Lisboa #2

Na minha tentativa de experimentar restaurantes diferentes em Lisboa (e evitar ir sempre aos mesmos sítios onde acabo por comer sempre a mesma coisa), acabei por ir à Casa Nepalesa na Avenida Elias Garcia. Escolhi gambas com molho de côco (recomendadíssimo!) mas infelizmente não tenho fotografias para ilustrar o prato ou o restaurante (sou uma repórter muito fraquinha, portanto).
Como a internet é amiga, ficam aqui algumas imagens do espaço que alguém mais preparado para isto das reviews tirou (obrigada, internet).



Como sempre, aqui fica o site para quem estiver interessado (que nós, almas ignorantes acerca dos restaurantes da capital, temos de ser uns para os outros).

terça-feira, 29 de dezembro de 2015

Sim, também fui aos saldos *

E até parece que aqui mora uma grande atleta, right?


Ah. Ah. Ah. Not. Mas a Nike era a única loja com preços de saldo e em 2016 vou ter de mexer o rabo depois de tudo o que comi este Natal. Haja então motivação com roupa nova!
Fui ainda ao primeiro dia de saldos na Zara (que sou uma mulher corajosa, pois claro) mas as filas gigantes desmotivaram-me. Voltei hoje para comprar umas modestas calças pretas e está fechado o assunto. Tudo muito fraquinho, é o que tenho a dizer.

* ou de como este blog também trata de assuntos féchion

Comer fora em Lisboa #1

Ainda em Novembro, decidi experimentar o Stanislav Avenida, um restaurante de comida russa mesmo ao lado do Tivoli Forum. Sou fã d'A Tapadinha (um russo literalmente por baixo da ponte 25 de Abril) mas o facto de ser um restaurante para fumadores é coisa para me desmotivar, pelo que decidi dar uma oportunidade ao Stanislav e não me arrependi.


O espaço é muito engraçado, faz lembrar a casa da avó com os panos de crochet em cima das cadeiras e dos móveis, os empregados são simpáticos e a comida é óptima! Obviamente que comi o Frango à Kiev (equipa que ganha não mexe ahah) mas também experimentei Ruletiki (rolinhos de  frango em molho de papoila acompanhados com tiras de crepe). Tenho vontade de voltar para comer pato com molho de frutos silvestres e, claro, experimentar mais sobremesas (o bolo Napoleão era muito bom!).
Talvez ao jantar valha a pena fazer marcação mas ao almoço é pacífico, como podem ver pela fotografia acima. Aqui está o site, para mais informações.

segunda-feira, 28 de dezembro de 2015

Assim se passou mais um Natal

O Pai Natal leu a carta com atenção e pelos vistos achou que eu me portei bem este ano:


Tenho a dizer que ter um Mac depois de tantos anos a ser team Bill Gates tem sido um bocado estranho mas isto com a prática há-de ficar melhor (espero!).
De resto, tenho tentado aproveitar ao máximo estes dias aqui pela pátria. Fui finalmente ao Park (quando for grande quero uma casa com esta vista, a sério), experimentei restaurantes novos (que provavelmente toda a gente já conhece mas eu prometo fazer um post acerca deles), visitei amigos, fui a pior anfitriã de sempre (desculpa, Miss Pipeta!), comi praí metade do bolo rei que habitou a mesa cá de casa e vi infinitos episódios de séries. É verdade que gosto de todas as férias mas as do Natal são sem dúvida as minhas preferidas!

terça-feira, 22 de dezembro de 2015

Era esta música nas chegadas da Portela, se faz favor



É a banda sonora perfeita para o regresso a casa naquela que é a minha viagem preferida do ano e acho que era simplesmente épico se o aeroporto tocasse isto bem alto nas chegadas (senhores da ANA, pensem nisso)!
Neste momento, o "amanhã" que agora quero que chegue depressa já aqui está e o meu avião seguirá já a caminho da pátria. Estou prontíssima para o bolo rei e a mousse de chocolate (não gosto de muito mais na mesa dos doces de Natal...) e para duas semanas inteirinhas de séries, filmes, livros e o tagarelar de tias e primas. E a minha Lisboa, claro. Feliz Natal!

sexta-feira, 18 de dezembro de 2015

Alemanha: the dark side of the force

Eu nem sou fã de Star Wars (apedrejem-me, vá) mas achei que este era o título perfeito para as primeiras lições e embirrices que recolhi neste meu primeiro mês no país. Estou claramente a precisar de regressar à pátria para um "intervalo"!

- Fazer compras a uma sexta à tarde é a pior ideia que podemos ter. Sábado à tarde também é uma péssima alternativa. A sério.
- Nunca atravessem com o sinal vermelho se não quiserem sentir-se ostracizados mesmo que não venha nenhum carro num raio de 2 km (nunca o fiz só com o peso da peer pressure!).
- Boa sorte para conseguirem alguma informação em inglês. Boa. Sorte.
- Preparem-se para regredir até à idade da pedra em termos de sistema bancário. Tenho saudades do multibanco (como sempre), das contas grátis e sem chatices, de poder levantar dinheiro onde eu quero e não onde o banco manda. Para além disso, aqui tudo é complicado e demora imenso tempo, até o raio do cartão da conta demora umas 2 semanas a chegar a casa, arre. Tragam os meus ABN e HSBC de volta.
- Os serviços de apoio ao cliente/instituições são péssimos. Como diz um colega meu, ou marcamos um Termin (onde é possível) e gastamos 2 horas à espera ou assumimos que a coisa vai demorar o dia todo e nem sequer vamos trabalhar. É um exagero claro (a parte do dia inteiro, a das 2 horas nem por isso...) mas ilustra bem o espírito. Já para não falar que muitas coisas estão abertas umas míseras 4 horas por dia. Bah.
- Nada é para agora. Nada. A tudo o que precisei responderam-me sempre "ah isso demora 2 semanas", "só daqui a 5 dias", etc etc. Espero que nas urgências as coisas sejam mais rápidas...

Muita calma, é o que é preciso. 

PS- E não há maneira de perder o hábito de olhar para o lado "errado" da estrada! Estou com compreensão lenta nesta mudança...

quinta-feira, 17 de dezembro de 2015

How Awkwardly British Are You?

Para quem se quiser rir à conta do Very British Problems, a melhor página do Facebook a seguir ao Humans of New York, aqui está o quiz que vos dirá How Awkwardly British Are You
Já vi que as perguntas não são sempre as mesmas mas depois de me dizerem isso fui fazer outra vez e tive o mesmo resultado:


Está visto que não tenho salvação possível ahahah.

segunda-feira, 14 de dezembro de 2015

O mundo a dançar

Este vídeo tocou no fundo deste meu coração de emigrante/nómada que já trabalhou com gente de todos os cantos do mundo (quase que dá para fazer check nos vários sítios que aqui aparecem. quaaase). Não é excelente este projecto de pôr o mundo a dançar? Não há melhor vídeo para animar uma segunda feira e dar o mote ao espírito festivo da época!


Mais sobre o projecto e o seu autor aqui.

domingo, 13 de dezembro de 2015

Fim de semana no Mercado de Natal

E assim se passou mais um fim de semana: com o primeiro Glühwein da época, novos e velhos amigos e alguns (muitos?) doces no mercado. Tirei algumas fotografias mas não só não estão grande coisa porque foram tiradas com o telemóvel (e a luz estava estranha), como acabei por não tirar muitas à paisagem em si, pelo que fica aqui um retrato um bocado pobre da cidade e do mercado. Eu prometo que quando trouxer a minha máquina "a sério" faço uma reportagem melhorzinha, mas entretanto ficam a conhecer um bocadinho de Bremen (sim, a terra da história infantil!).














quinta-feira, 10 de dezembro de 2015

Dear Santa

Preciso muito de um computador novo e este Mac Book Air é óptimo para as minhas costas. E quem diz um computador novo diz uma bolsa para o guardar, por isso aceito esta da Kate Spade (esta especificamente, não te confundas). Também na Kate Spade, não vás tu querer aproveitar alguma promoção do género "leve 2, pague 1", queria muito esta capa para o passaporte que diz "Ready for Departure" que a minha é de plástico e acho que já mereço um upgrade para uma de pele, ainda por cima com uma inscrição que é a minha cara.
Como agora sou uma pessoa adulta e responsável, talvez esteja na hora de trocar o meu trolley das flores (bem catita, por sinal) por um liso, algo que me dê mais credibilidade quando viajar por este mundo fora (lá terei de me juntar ao clube das malas prateadas/pretas).
Quanto ao casaco, eu sei que tenho um preto mas sabes que é um casaco para o inverno português (e mesmo assim...), pelo que ficava muito contente se recebesse este da Reiss no sapatinho (se é para pedir...).
E por fim, o meu perfume de sempre está a acabar, por isso considera este último item como um bem de primeira necessidade (nem é beeeeem uma prenda, não achas?).
Como isto é capaz de ficar um bocado caro, dividimos pelos dois, que eu sou amiga.


segunda-feira, 7 de dezembro de 2015

No Britânico havia o listening, por aqui tenho... o tram

Desde que me mudei que deixei de andar com phones nos ouvidos. Primeiro, porque quando não conheço um sítio faz-me confusão ter que prestar atenção a mais alguma coisa que não seja o caminho (neste caso, a música) e depois porque descobri que tenho nos meus 2 trajectos diários um óptimo exercício: ouvir o que as pessoas dizem no tram! Não num sentido "cusco", entenda-se, mas como se fosse um verdadeiro exercício de listening, em alemão. Hoje, por exemplo, percebi tudo o que uma miúda dos seus 4 ou 5 anos disse (é a loucura, hã?)! A cereja em cima do bolo: percebi um email inteirinho no trabalho e mantive uma conversa com a senhora da cantina, wohoo. Agora falta-me pôr em dia todas as declinações e o vocabulário (básico) que perdi desde que deixei o Goethe. E, claro, deixar o nível alemão-criança-de-5-anos... Lá chegaremos!

domingo, 6 de dezembro de 2015

Tradições alemãs

Hoje é dia de São Nicolau e manda a tradição que na noite anterior as crianças coloquem os seus sapatos à porta de casa para que este deixe chocolates, tangerinas (!), nozes (!) e pequenas lembranças àquelas que se portaram bem. Infelizmente, esqueci-me de deixar os meus sapatos à porta do prédio, portanto não tive direito a chocolates ou lembranças, mas na sexta comprei tangerinas, será que também conta?

Entretanto, e porque estamos a 6 de Dezembro está na hora de enviar os meus habituais cartões de Natal. Este ano são 13 e, tal como a senhora do correio em Oxford me disse, parece o festival da canção: vão para a Holanda, Inglaterra, Itália, Portugal, Noruega e Alemanha. E a lista de países só não é maior porque em vez de considerar a morada de alguns amigos emigrantes vou usar os "headquarters" deles, em Portugal. Todo o nómada tem os seus headquarters e é tão bom receber umas palavras escritas à mão quando se regressa a casa pelo Natal, não é?


Notei que aqui, tal como em Inglaterra, existem postais de Natal onde avós, padrinhos ou outros familiares podem colocar dinheiro e oferecer às crianças. Têm mesmo um formato (e um nome) específico, por isso imagino que seja uma coisa popular por estes lados.

quinta-feira, 3 de dezembro de 2015

O lado bom da Alemanha

E porque não se pode só olhar para as coisas más (teria um post tão grande... ahah), vamos aqui reflectir sobre o lado bom deste meu novo país. Comecemos pelas prioridades: pela primeira vez em 4 anos de emigrante moro numa cidade com Zara, o que é a loucura (vocês podem achar que não, mas isto é um grande upgrade!). Os supermercados são muito melhores, com muito mais variedade de produtos naturais e bio e essas mariquices todas (que eu gosto). Existe pão!!! (Assim mesmo, com vários pontos de exclamação!) Aqui há padarias a sério e pão a sério! Temo até que enquanto aqui more nunca consiga deixar de ficar demasiado contente (e surpreendida) com a variedade e a qualidade do pão (sorry, Inglaterra...). O Natal! Ainda não fui ao mercado mas já lá passei de tram e a pé no meio dos muitos recados que tive de fazer nestes primeiros tempos e é a verdadeira "cidade do Natal". Para além disso, há casas super iluminadas e tudo é alusivo à época, o me alegra particularmente (12 pontos para a Alemanha!). E finalmente, o tram. O tram é o melhor meio de transporte de sempre, estou rendida (agora não vai passar a funcionar mal, tipo lei de Murphy, pois não?). E pronto, acho que é isto. Ainda estou à espera de me deixar conquistar (you have big shoes to fill, my friend!).

quarta-feira, 2 de dezembro de 2015

Ainda estou viva

Já me mudei (naquela que foi a minha mudança mais minimalista de sempre - estou até à espera de uma condecoração pelo achievement!), já viajei 4 dias em trabalho (é muito maior o cansaço do que o glamour, infelizmente), já respondi em holandês instintivamente (muito medo.), já encontrei uma portuguesa no supermercado aqui na Alemanha (no primeiro de todos!), já desesperei com o fraco inglês da população (em lugares onde era suposto saberem umas coisinhas) e já tive saudades de Inglaterra, muitas, a quase toda hora, mais do que aquelas que gostaria de confessar. Depois de num só dia não ter tido internet, do microondas não funcionar, de não conseguir marcar um "Termin", de me irritar porque tudo precisa de um raio de um "Termin" mesmo que se precise de uma coisa "agora" (cheguei quase a desejar a Holanda!), depois de me interrogar de onde virá este mito de que aqui as coisas são melhores e mais organizadas e mais eficientes do que nos outros sítios (not.), sentei-me no tram e fiz aquilo que digo que nunca se deve fazer quando se muda de país: tive muitas, muitas saudades da minha casa nas Midlands e dessa terra onde se mete conversa acerca do tempo e toda a gente é "dear" e eu estava em casa. Ainda há muitos meses pela frente e eu sei que isto é apenas a mudança e que depois dos problemas para ter os contratos, a conta no banco, as reparações e todas as burocracias as coisas ficam melhores mas ainda não estamos lá, ainda não estamos "em casa". Que isto até mesmo uma nómada tem casas que são mais "casa" do que outras (e acho que só ao terceiro país é que estou verdadeiramente no estrangeiro). Mas depois... lembro-me que tive colegas que me foram esperar ao aeroporto (é a primeira vez que alguém me espera numa mudança!), tive quem me levasse a casa, sou vizinha de um amigo dos tempos da Holanda e, só por isso, acho que também tive muita sorte por ter vindo aqui parar.

quarta-feira, 18 de novembro de 2015

Lamechices

Demorei um dia inteiro a assinar o contrato da casa. Olhei para ele várias vezes, hesitei, senti uma pontinha de saudade da minha casa nas Midlands, dos meus amigos e dos nossos jantares sempre no mesmo pub, para desespero do único vegetariano do grupo. Acho que até me senti um bocadinho traidora por estar a escrever o meu nome numa nova morada terminada em "Deutschland". De repente pareceu-me tudo muito mais real. E foi também por isso que achei que estava na altura de deixar de andar com os cartões do Sainsbury's, NHS, Nero, IKEA family... Tirei tudo, mas não deitei fora, que parte de mim acha que um dia vai voltar. A minha bolsinha dos cartões, essa, está mais vazia, e acho que eu também. Bah, odeio despedidas.

terça-feira, 17 de novembro de 2015

Dance, dance, dance... like you were 16

Voltei a encontrar a música da minha coreografia preferida e senti uma saudade imensa. Da confusão que se instalava entre as duas aulas numa sala demasiado pequena para tantas raparigas a trocar de sapatilhas ao mesmo tempo, dos infinitos "1, 2, 3, 4", dos exasperantes "vamos repetir" quando ainda só tinham passado uns 30 segundos desde o início da música, de passar a não conseguir ouvir as músicas que dançava de tantas vezes aturar o play-pause-play... como se estivesse a ouvir alguém a praticar piano e a empancar na mesma nota. Uma e outra vez. E outra vez. E outra vez.


Tenho sobretudo saudades dos ensaios gerais, os meus dias preferidos. O dia inteiro com os teatros só para nós, a ver as coreografias das outras turmas, estudar entradas e saídas do palco, preparar o guarda-roupa para a confusão das trocas durante o espectáculo e comer sandes à socapa nos bastidores. Voltei a encontrar a música e não a consigo ouvir sem me lembrar de todas as entradas em palco, das transições, da luz dos holofotes em cheio nos olhos (depois esqueço-me da lista de compras quando vou ao supermercado, claro). E estão a ver o primeiro "lalala"? Era a minha deixa. Acho que hoje vou ouvir em repeat. Porque há dias em que me apetece voltar a ter a minha saia à-la-anos-50 e sentir a felicidade suprema que era estar no palco.

segunda-feira, 16 de novembro de 2015

Ainda nem me mudei oficialmente

E já estou cansada dos alemães. É tudo uma complicação, tudo cheio de papéis e procedimentos e regras sem sentido e "preencha isto" (que "isto"? mas eu não sei o que é metade destes tópicos!) e respostas atabalhoadas a emails com pedidos de informação (geralmente sem esclarecerem nada). Sinto-me como os miúdos que mudam de escola e querem os colegas antigos... eu também quero os ingleses de volta. Onde as pessoas respondem ao que se pergunta e nos tratam com simpatia. Será que viver "na Europa" já não é para mim? *gasp*

domingo, 15 de novembro de 2015

Ai querias um emprego onde andasses a viajar?


Então aí tens, vem aí uma tour por Inglaterra (oh, the irony!), para o ano temos o Luxemburgo e havemos de ir umas quantas vezes a Bruxelas, isto só para começar (não há uns destinos melhorzinhos, não?). E para não te armares em esperta, és tu que marcas os teus voos, Agnes Maria, toca a conciliar horários de reuniões e comboios e escalas. E marcações de última hora, para passares a ser uma pessoa mais calma (ou não).


Careful the wish you make
Wishes are children
Careful the path they take
Wishes come true, not free

segunda-feira, 9 de novembro de 2015

Ser emigrante - como começar

Perguntaram-me "como se faz" para ser emigrante, "como consegues", e eu achei que isso dava um post (ou um livro, mas esta segunda opção é capaz de demorar mais tempo). Acho ainda que há uma diferença entre o "como se faz" e o "como consegues", já que a primeira remete mais para o lado logístico da coisa e a segunda me parece a reformulação de "mas como raio andas tu sempre de um lado para o outro", e aí já entramos noutros domínios. Comecemos então por aí: viver fora não é o mesmo que ter umas férias maiores. Eu sei que nos parece sempre glamouroso ler blogs de pessoas que moram em NYC, Paris, Londres, ou noutra qualquer grande cidade do mundo (se é isso que esperam encontrar, esqueçam, nunca me mudei para viver numa cidade maior do que Lisboa...). Mas a vida deixa de ser turismo e compras para passar a incluir o pagamento de contas, a burocracia dos serviços, o atendimento noutra língua, e todas as chatices do dia a dia, mas agora num sítio onde somos a pessoa "de fora", onde não temos a família e onde muitas vezes não conhecemos ninguém. Portanto, eu diria que o primeiro passo é perceber a diferença entre ser turista e ser emigrante. Perceber que vamos ter de nos adaptar a novas formas de fazer as coisas e, para bem da nossa sanidade mental, não podemos estar sempre a pensar que seria diferente no país A, B ou C ou que o café é muito melhor em Portugal (aliás, percebi que os amigos que me visitaram em Londres em Abril nunca poderiam ser emigrantes, porque uma coisa é dizer mal do expresso do Pret a Manger, outra coisa é quase estar a contar os dias para voltar a casa e poder tomar um café melhor... não dá, a sério).
Agora, a logística da coisa (e isto é possivelmente uma visão muito básica e muito pessoal):

1- Encontrar emprego
Apesar de ir para o meu terceiro país e ter possivelmente níveis elevados de loucura, nunca me mudei "à maluca" para lado nenhum. Claro que há quem arrisque ir sem emprego garantido mas eu nessas loucuras não me meto e recomendo que procurem sempre emprego antes de se porem a caminho. Não costumo ver nenhum portal de emprego geral (uso um muito específico para o meu ramo) e procuro directamente nos sites das empresas. Outra opção é recorrer ao Linkedin, uma forma mais eficiente de ver várias empresas de uma vez.
Recomendo que tenham o certificado do curso em inglês, caso alguma empresa peça prova de habilitações (muitas nem sequer pedem, mas é sempre melhor prevenir), bem como todas as traduções de que possam vir a precisar.

2- Quebrar o ciclo casa - conta no banco - casa
Em muitos países precisam de ter conta no banco para terem casa e de ter casa para ter conta no banco (genial, hã?). Da minha experiência, o ciclo consegue ser quebrado no lado da casa, seja por pagarem adiantado ou por darem a garantia de rendimentos (através do contrato de trabalho), pelo que acaba por ser possível arranjar morada antes de abrir conta no banco (consegui fazê-lo na Holanda, em Inglaterra e agora na Alemanha).

3- Ter dinheiro para gastar nos primeiros meses
Talvez devesse colocá-lo em primeiro lugar porque emigrar é um investimento, pelo menos no início. Algumas empresas cobrem os custos de instalação mas pode acontecer que estes tenham um "tecto" mais baixo do que aquilo que vão realmente gastar. Se alugarem casa, é preciso pagar depósito e 1 ou 2 meses de renda, para além de um potencial pagamento à agência. Dos 3 países, Inglaterra foi o único onde não achei as fees um roubo descarado e, portanto, o único onde recomendo o recurso a uma agência (mas nunca aluguei casa em Londres). Claro que é mais fácil dizer do que fazer, até porque alugar um apartamento directamente ao senhorio pode ser uma missão impossível... Ah, e claro, sempre que usarem sites ingleses em países cuja língua não é o inglês estão a pagar preços muito mais elevados (tudo o que diga "expat", então, é quase como ir a uma loja e dizer que é "para um casamento", leva logo custo extra).

4- Perceber muito bem os gastos para além da renda
Existem rendas com e sem contas incluídas. Na Holanda decidi ter tudo incluído porque sinceramente não me quis chatear com isso e nem pensar ter de tratar de tudo em holandês. Já da minha experiência em Inglaterra, achei mais difícil encontrar casas onde esteja tudo incluído (não ser que aluguem um quarto) e por isso fiquei a conhecer o maravilhoso mundo do atendimento ao cliente por terras de Sua Majestade (por acaso não é assim tão mau, tirando o horário...). É preciso então contar com água, luz, gás, imposto municipal, internet e televisão. Em Inglaterra, para além de pagarem ao provider do serviço, é preciso pagar uma tv licence (julgo que umas 120 libras/ano, não tenho a certeza), mas obviamente que não é obrigatória se não tiverem serviço de tv (eu nunca tive). Há ainda questões como o seguro de saúde, importante em países como Holanda e Alemanha mas que não é tão necessário em Inglaterra (o NHS não é assim tão mau).
Ah, e uma nota para quem quiser ir para Londres (visto que o UK está tão na moda entre os portugueses): Londres é uma cidade caríssima. Mesmo. Pela vossa saúde vejam esses gastos com atenção. Conheço imensa gente que vive em Londres apenas "porque sim", quando podia fazer o mesmo e viver bem melhor fora da capital, onde não é preciso vender um rim para ter um apartamento. (E não digam que Luton é Londres: não está "dentro" da M25, não é Londres, é a minha filosofia. Senão vamos dizer que Aylesbury é Londres, Reading é Londres, Slough é Londres....inspira, Agnes, inspira).

E pronto, no fundo acho que são estes os 4 passos principais. Eu sei que isto soa muito simples, mas todas as minhas mudanças foram assim, simples e sem dramas (em geral, o mais difícil é mesmo arranjar emprego!). Claro que tenho saudades de Portugal e gosto muito do meu país mas tenho ainda muito para fazer "lá fora". Além disso, não quero que seja o medo a estar entre mim e nenhum "e se?".

quinta-feira, 5 de novembro de 2015

Adeus, UK

Vou emigrar outra vez. Novos desafios, um novo país (Agnes, a coleccionar países desde 2011), uma vida nova, e estou aqui cheia de pena que o meu tempo em Inglaterra tenha chegado ao fim. Mesmo que nunca me tenhas dado o passaporte, a verdade é que vou sair do país que já sinto como meu (será que noutra vida nasci aqui?) e, ao contrário do entusiasmo que senti ao sair de Portugal (e ia para a Holanda, vê lá tu bem), acho que a expressão "my heart sinks" é a que melhor descreve esta sensação de ter um bilhete só de ida a partir da ilha. Não quero ser melodramática, UK, eu sei que tu continuas aí desse lado do canal e que me vais receber como um dos teus desde que "a Europa" não me estrague o sotaque (prometo, claro, fazer o teu ar superior sempre que alguém ouse ler o "A" como se fosse um "É"). Mas é que eu estava a afeiçoar-me a ti, sabes? E se por acaso encontrar um grupo de expats é possível que me junte a eles para usarmos orgulhosamente as nossas Christmas jumpers, irmos ao pub comer sausages and mash e afogarmos as mágoas numa chávena de chá (shhh).
Obrigada por estes 2 anos (e olha que nem todos os países sobreviveriam a tantas memórias, considera-te um privilegiado). Deste-me a minha Victorian brick house com direito a janelas em semicírculo na sala e quero dizer-te que o meu eu de 12 anos ficou bastante feliz. É certo que me faltou a morada em Londres (com vista para o Tamisa, hein? tu tira notas!) mas nunca se sabe o que o script da vida reserva para o próximo acto. Por enquanto, é temporário, mas mesmo que fosse mais definitivo sabe que eu continuarei a alimentar o meu lado britânico. Ser emigrante de mais um país até pode significar ter mais um sítio do qual sentir saudade mas também me dá mais um sítio ao qual chamar casa.
Anda, não fiquemos tristes, I'll put the kettle on.


PS- Desculpa estar a trocar-te pela Alemanha, eu sei que vocês tiveram os vossos desentendimentos, mas hey, pelo menos não é a França (bonus points pela piadinha com franceses?).

terça-feira, 3 de novembro de 2015

A walk down memory lane


Na rua de São Marçal é sempre sábado e estamos no outono mesmo quando lá passo em pleno Junho. Não que faça sentido, até porque as aulas duravam todo o ano, mas ali sinto-me sempre em Setembro, com o cheiro a novo dos dossiers de plástico. É como se a rua de São Marçal conseguisse trazer o sabor das torradas da cafetaria, o rebuliço do início dos intervalos e a voz do senhor da entrada que perguntava sempre "tem cartão?".


Acho que foi por isso que escolhi este caminho até à praça das Flores, gosto destes passeios pela memória. O café no Copenhagen Coffee Lab, esse, não achei nada de especial, embora o espaço seja giríssimo.



Além disso, eu pude voltar a encontrar o André, a Ana, a Sara e a Inês, mesmo que tenha sido apenas no número 174 da memory lane que é a Rua de São Marçal.

sexta-feira, 30 de outubro de 2015

"We're half the human race, you can't stop us all"

Estreia dia 5 de Novembro em Portugal e retrata a luta das mulheres pelo direito de voto, pela igualdade. Eu sei que é só um filme, mas a verdade é que, para além da história que tenta passar, toca-me a um nível muito pessoal porque sou mulher, trabalho num meio "de homens" e, apesar de tudo, o feminismo ainda tem muito caminho para percorrer.


E, claro, só o facto de ter a Meryl Streep seria motivo suficiente para me levar ao cinema (mesmo que seja um papel curto). Quanto à verdadeira Emmeline Pankhurst, podem encontrar a sua estátua em Victoria Tower Gardens, junto ao Palácio de Westminster.

quinta-feira, 29 de outubro de 2015

Guilty pleasures musicais

Lá por não ver televisão praticamente desde que emigrei não quer dizer que não acompanhe os concursos de talentos (o meu guilty pleasure na tv). Vejo tudo no Youtube (que eles fazem upload das músicas logo no minuto a seguir) e poupo-me a ouvir as piadas que não têm piada, o drama, a publicidade e tudo mais, e é assim que em Inglaterra não perco o Britain's Got Talent e o X Factor, bem como o The Voice em Portugal.
Foi no The Voice que encontrei estas duas actuações e que são já das minhas preferidas em Portugal. A primeira é uma verdadeira "voz Disney" (a sério, não imaginam esta miúda a dar voz à heroína do próximo filme?) e a segunda é simplesmente brutal. Infelizmente o Youtube não corta as parvoíces da Catarina Furtado e para além disso o segundo vídeo ainda mostra aquele dramazinho que já andamos a pedir emprestado à televisão americana (e que eu dispenso), por isso a seguir à música estão por vossa conta e risco.



segunda-feira, 26 de outubro de 2015

Anjinhos de Natal

Às vezes parece que só no Natal é que as pessoas se preocupam com os outros, uma filosofia que me irrita particularmente (embora seja preferível que aconteça uma vez por ano do que nunca, é certo). Por causa disso queria adiantar-me às mil e uma solicitações que vão certamente aparecer nos próximos tempos e divulgar a iniciativa que faço questão de apoiar todos os anos. Porque é tão simples e mesmo assim é capaz de alimentar directamente a magia do Natal. E eu sei que não tenho propriamente um blog que seja lido por muitas pessoas mas se houver mais uma que seja que adira a este movimento só porque o viu aqui, então já valeu a pena. Aqui vai então.
Os Anjinhos de Natal são organizados pelos Exército de Salvação Nacional e, no fundo, é como se nos tornássemos o Pai Natal de uma criança oferecendo-lhe o brinquedo que ela pediu e que de outra maneira não poderia ter. Já recebi "desejos" de todas as formas e feitios como bolas, bonecas, carrinhos... coisas tão simples que tornam um Natal muito mais feliz. Está tudo explicado aqui no site (e sim, mesmo que morem longe dos locais de entrega possíveis podem enviar por correio). Se puderem, peçam "um anjinho". Eu juro que ser Pai Natal por um dia é coisa para nos deixar de coração cheio por muito tempo!

domingo, 25 de outubro de 2015

O últimos momentos de turismo em Jerusalém

O Mount Zion (ou Monte Sião, em português - embora eu seja preguiçosa e mantenha os nomes que estão no meu guia inglês) fica mesmo a seguir à Zion Gate, do lado de fora das muralhas. É aqui que está o túmulo de David, a sala da Última Ceia (Cenacle), a Dormition Abbey (que estava fechada) e um pequeno museu sobre o Holocausto.
Aqui ficam as fotografias possíveis de publicar, já que são aquelas que não têm a nossa cara (e ninguém merece, ahah).

A chegada ao Mount Zion, com a Abadia, ao fundo

A estátua do Rei David

A entrada para o miradouro

A abadia vista do miradouro

O Monte das Oliveiras visto do miradouro




A sala da Última Ceia, que foi construída no mesmo local onde se acredita que Jesus e os discípulos fizeram... a Última Ceia, pois claro

Do outro lado da rua, a seguir a todas os pontos de interesse no Mount Zion, está um cemitério. Pode parecer um sítio um bocado estranho para visitar (e este cemitério em particular é bastante desolador!) mas eu fazia questão de ir "ver" Oskar Schindler que pediu para ser sepultado em Jerusalém. Não é fácil de encontrar, nem o cemitério em si nem a campa mas contámos com a ajuda de um senhor a quem perguntámos o caminho e que fez questão de nos acompanhar até à entrada do cemitério e esperar por nós até sairmos "porque isto não é uma boa zona, sabe?". Um amor. No final disse-nos "desculpem, o meu último nome é Cohen (*) e não posso entrar no cemitério, encontraram a campa que procuravam?". Encontrámos, mas só porque o amigo dele que ia a passar de carro (what are the odds?) nos explicou o caminho senão é quase como procurar uma agulha num palheiro. Para quem quiser fazer o mesmo trajecto, fica aqui a explicação: o cemitério fica numa colina e Schindler está na zona mais baixa, o mais longe possível do portão. Têm de seguir em frente até encontrar umas escadas em caracol, descer e continuar em frente. Depois é fácil: fica do lado direito e reconhece-se por causa da quantidade de pedras que tem em cima. As pedras são trazidas por pessoas de todo o mundo que as colocam ali em jeito de homenagem, isto porque os judeus não levam flores mas sim pedras para os cemitérios. Pessoalmente, foi um momento emocionante (mas reconheço que pode haver quem ache estranho), embora tenha pena que Schindler esteja num sítio tão desolador e até cheio de lixo!


O cemitério (que é cristão) fica numa encosta e tem vista privilegiada para o Monte das Oliveiras, o cemitério judeu


Para terminar este post, queria só falar do Mamilla Rooftop, o restaurante/bar no último piso do hotel e que é provavelmente o restaurante com melhor vista em Jerusalém. Não é barato, mas compensa a visita, não só pela vista mas também pela comida e pelo vinho, tudo com produtos israelitas. A reserva é aconselhável, especialmente ao fim de semana.


Uma última nota para dizer que o menu à Sexta feira à noite é diferente dos outros dias porque é o início do Shabbat. Não o experimentei porque nesse dia o rooftop estava reservado para um evento privado mas tenho esperança que seja melhor do que o que acabei por jantar (pão com queijo, ahah), isto porque segundo a tradição judaica não se deve trabalhar ou cozinhar no Shabbat, o que significa que não há café (a não ser aquele que já está pronto num termo), nem latte, nem sequer sumo de laranja e muito menos pratos quentes! Agora acho curioso mas na altura tinha apreciado um jantar melhorzinho...


(*) Devia ter incluído uma explicação melhor acerca desta frase que dita só assim não faz muito sentido, realmente. De acordo com a minha pesquisa, não existem nenhumas restrições que impeçam judeus de visitar cemitérios não judeus mas segundo vi num artigo na Wikipedia, os kohen (padres judeus) não devem estar em contacto com mortos e por isso não podem entrar num cemitério. Imagino que tenha sido isto que o senhor quis dizer, embora seja apenas uma interpretação minha... Fica aqui o link do artigo, para quem achar interessante.

quarta-feira, 21 de outubro de 2015

O Muro, Ben Yehuda e onde comer

Confesso que o Muro das Lamentações era o ponto alto da minha viagem e tinha até vários papelinhos que queria lá colocar. Houve quem me acompanhasse e tivesse ficado desiludido mas eu gostei (também é verdade que já sabia mais ou menos ao que ia porque tinha visto várias imagens na internet). O acesso ao muro é vigiado e passam por segurança tal e qual como se estivessem num aeroporto: há detector de metais para as pessoas e raio X para as malas. Toda a gente é muito simpática (o que se estende ao resto de Jerusalém, achei as pessoas realmente simpáticas apesar dos ataques, apesar da forte presença policial, apesar de algumas terem um inglês fraco... a simpatia foi uma constante). Fomos logo de manhã e por isso apanhámos a Old City ainda deserta e praticamente só para nós (éramos só nós, meia dúzia de turistas e a polícia com os seus check points), recomendo!
O acesso ao muro é livre, com homens para a esquerda e mulheres para a direita, e não existe qualquer requisito específico, embora o uso de telemóveis deva ser evitado como forma de respeito por aqueles que ali vão rezar.

 A vista do muro quando se sai do controlo de segurança.


O lado dos homens é maior do que o das mulheres e dos vários sítios de oração que visitei notei que é sempre mais animado, com muita música e orações em voz alta.

No regresso tirei ainda algumas fotografias da Old City, como esta que indica uma escola árabe, o mercado com um dos muitos vendedores de fruta (em baixo) e as habituais forças de segurança.





A zona de Ben Yehuda corresponde à "Jerusalém Moderna" onde se encontra muito comércio, com várias lojas e restaurantes. Está fora das muralhas e não se enquadra por isso em nenhum dos bairros que dividem a zona antiga (bairro árabe, bairro judeu, bairro cristão, bairro arménio) mas tem uma grande presença judaica.






Tinha visto no TripAdvisor um café que é também uma biblioteca e obviamente que tive de o procurar. É um bocado difícil de encontrar mesmo com a morada mas depois de perguntar numa loja acabámos por ir lá ter. O nome Tmol Shilshom significa "those were the days", em hebraico, e o café ficou conhecido por ter vários autores isrealitas que ali lêem as suas obras. O negócio sofreu com a chamada Segunda Intifada e segundo li num artigo esteve à beira de fechar em 2014. Fico feliz que se tenha aguentado até hoje e acho que merece a visita!



Recomendo ainda o Etz Café, um café/restaurante junto ao Mamilla Mall. O restaurante é non-profit e dedica-se a ajudar os sem abrigo em Jerusalém, que recebe e alimenta duas vezes por dia. Tem óptimos sumos naturais, saladas e pizzas. E o mais curioso de tudo: servem bacalhau "traditional Portuguese dish"!





Deixo as dicas de restaurantes mais fancy para o próximo post!