terça-feira, 30 de dezembro de 2014

Adeus, 2014

Eu ia escrever que 2014 foi um ano mau, mas isso seria injusto para os dias bons que fui tendo. Em 2014 cheguei a ter uma agenda em branco e, pessoa com plano A e B e C, vi-me um dia sem qualquer letra do alfabeto. Mas 2014 ensinou-me muito sobre mim, estou a descobrir-me de novo, a saber quem sou. Sobretudo, este ano que agora termina trouxe-me pessoas espectaculares e não posso esquecer o privilégio que é ter amigos como eu tenho. Fiz o meu próprio Eat, Pray, Love e fui finalmente a Praga, conheci Istambul e mergulhei no Natal em Munique e Salzburg. Reapaixonei-me por Lisboa, voltei ao Alentejo da minha infância e apanhei um comboio até à adolescência. Foi um ano longo. E curto. Se é que isso faz sentido. Mas teve seguramente várias vidas.
De 2015, quero finalmente a vida para a qual comecei a trabalhar. Até vou fazer um excel com os desejos da meia-noite, daqueles que não se pedem com passas mas que só dependem de mim. E quero uma casa, ou um plano dela, um sítio onde saiba que vou ficar mais do que um Natal seguido.

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