terça-feira, 30 de dezembro de 2014

Adeus, 2014

Eu ia escrever que 2014 foi um ano mau, mas isso seria injusto para os dias bons que fui tendo. Em 2014 cheguei a ter uma agenda em branco e, pessoa com plano A e B e C, vi-me um dia sem qualquer letra do alfabeto. Mas 2014 ensinou-me muito sobre mim, estou a descobrir-me de novo, a saber quem sou. Sobretudo, este ano que agora termina trouxe-me pessoas espectaculares e não posso esquecer o privilégio que é ter amigos como eu tenho. Fiz o meu próprio Eat, Pray, Love e fui finalmente a Praga, conheci Istambul e mergulhei no Natal em Munique e Salzburg. Reapaixonei-me por Lisboa, voltei ao Alentejo da minha infância e apanhei um comboio até à adolescência. Foi um ano longo. E curto. Se é que isso faz sentido. Mas teve seguramente várias vidas.
De 2015, quero finalmente a vida para a qual comecei a trabalhar. Até vou fazer um excel com os desejos da meia-noite, daqueles que não se pedem com passas mas que só dependem de mim. E quero uma casa, ou um plano dela, um sítio onde saiba que vou ficar mais do que um Natal seguido.

segunda-feira, 29 de dezembro de 2014

Opá...

Descobri que há uma Agnes na casa dos segredos (eu sei, sempre actual o meu conhecimento). Estou seriamente deprimida com o meu nick neste momento.

domingo, 28 de dezembro de 2014

The hills are alive with the sound of music

O Música no Coração é o filme de Natal da minha infância e foi com alguma emoção infantil que pisei os degraus do Do Re Mi e posei junto ao coreto do I am sixteen going on seventeen. Apaixonei-me pela Áustria, sobretudo pelas aldeias perdidas no Alpes e deliciei-me com o autêntico Apfelstrudel. E os trajes típicos para os miúdos são a coisa mais fofa de sempre! Ah, sim, também estive em Munique mas isso fica para outro post. Primeiro, vamos aos clichés.

As fatiotas são a coisa mais gira de sempre, qual família Von Trapp




A vista mais famosa da cidade


Os jardins Mirabel (cantem comigo, Doe...a deer a female deer...)


O lago da família Von Trapp (do filme, não a verdadeira)


O coreto (difícil competir com todos os asiáticos para uma foto sem ninguém)


A igreja do filme


A terra de bonecas à volta da igreja


E a neve no regresso a casa (tiradas através do vidro do comboio)




Aahh, e o apfelstrudel, merece estar aqui


quinta-feira, 11 de dezembro de 2014

Morar no campo na cidade

É ter a velhota mais amorosa à frente da farmácia do bairro, ficar amiga do senhor dos correios depois de despachar 16 cartões de Natal (!) e ser recebida com bolos caseiros na biblioteca municipal. Engraçado como há coisas tão simples que nos enchem o coração.

sexta-feira, 5 de dezembro de 2014

Sabes que bateste no fundo esta semana

Quando a maior felicidade a uma sexta feira é chegar a casa antes das 9 da noite, pensas "yey, se calhar hoje consigo jantar" mas entretanto pensas que tens fome já e qualquer coisa que demore mais de 2 minutos não vai servir por isso torradas it is. O melhor programa para esta noite vai ser vestir o pijama, ver tantos espisódios de Friends quantos o sono permitir e esquecer o bootcamp que foram estes 5 dias. Ah, e amanhã podes dormir, na loucura, até às 9h, o que vai ser brutal. Sad life.

segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

Os meus mentores

Se há coisa que eu não gosto é de gente snob. Não a gente snob que só usa malas Prada e sapatos Jimmy Choo e come nos restaurantes da moda. São antes as pessoas que falam melhor com outra pessoa em função do tipo de trabalho que ela tem. Pessoas que são mais simpáticas para mim quando vêem que eu afinal não tenho só cara de miúda, também faço alguma coisa da vida e fui enviada pelo meu chefe para tratar daquele assunto, e por isso já sorriem. Pessoas que não dizem bom dia e obrigado quando a recepcionista lhes faz alguma coisa, ou a senhora da limpeza, pelo simples facto de estarem na base da pirâmide e não ser preciso agradar-lhes. Pessoas que usam o argumento de "mas sabe quem eu sou sou?", como se isso fosse uma carta "Você está livre da cadeia" para dizer seja o que for. E depois, irrita-me a subserviência, ui, a subserviência (essa coisa tão tuga, diga-se), que dava para outro post... E lembro-me do meu trabalho na Holanda, onde o chefe do chefe do chefe do meu chefe (sim, isto ficou um trava-línguas) era tratado pelo nome próprio, ia de autocarro para o emprego como eu, dizia bom dia e boa tarde a qualquer pessoa e foi capaz de conversar com um intern (que não sabia quem ele era) durante os 20 minutos da viagem de autocarro sem nunca lhe dizer "mas você sabe quem eu sou?". E eu dou muito mais valor a pessoas que são capazes de olhar para além dos títulos dos business cards e focar-se na pessoa que têm à sua frente. Pessoas, como os meus chefes, que falaram comigo como falavam com quem tinha tanta experiência quanto eu anos de vida, que me ouviram e me fizeram acreditar que a minha opinião era valorizada e o meu contributo importante. Sobretudo, respeito imenso quem, no meio do caos e do insucesso alheio nunca usa a carta "mas você sabe quem eu sou?" para resolver seja que problema for, não importa quão alto esteja na hierarquia. E um dia quero ser uma manager como aqueles que tive a sorte de ter até hoje, os que nunca se deixaram cegar pelo poder.