terça-feira, 18 de novembro de 2014

Neighbourhood

A minha cidade pode não ter nada para visitar (uma catedral e um museu não contam, pois não?), pode não ser a mais bonita (que não é), e até podem dizer que tem demasiada gente estranha (como já ouvi), mas eu gosto dela. Tem tudo o que eu possa precisar, walking distance da minha casa, incluindo dois parques fantásticos, uma IKEA e várias outras lojas (falta aqui uma maior presença da Inditex de que o meu lado tuga sente falta). Mas o que eu gosto mais é do meu bairro (quando é que a palavra bairro passou a ter uma conotação negativa? para mim será sempre aquele conjunto de ruas que formam a nossa vizinhança, mas adiante). Tem vários estudantes, sim, mas tem muitos residentes "normais", o supermercado do bairro, a padaria, a florista, uma casa de chá, 2 ou 3 pubs, o melhor restaurante indiano de sempre, uma biblioteca e uma adorável escola primária de onde eu adoro ver sair os miúdos ao fim da tarde quando chego de autocarro. Tem actividades ao fim de semana e um espírito de comunidade incrível e eu não percebo como raio esta cidade pode ser vítima de bullying por parte de vários ingleses, que cá para mim não gostam de demasiados sítios por esta ilha fora (não somos só nós!). Esta cidade que me foi emprestada por pouco tempo pode não ser a mais bonita, mas eu gosto disto por cá.

2 comentários:

  1. Isso é o que mais importaç o que os daí pensam ou não tanto faz.
    Boa sorte nesta nova aventura!

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  2. Há pessoas que gostam mesmo é de criticar… e o que importa é que sejas feliz aí.

    Beijinhos grandes

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