quarta-feira, 26 de novembro de 2014

Christmas Market

As Midlands também têm um mercado de Natal para oferecer ao mundo. Se passarem por cá vale a pena a visita, nem que seja pelas espetadas de marshmallows e chocolate (minham).












terça-feira, 25 de novembro de 2014

Sabes que a semana já só pode correr melhor

Quando na Segunda te esqueces dos papéis em casa e tens de voltar atrás (e o autocarro estava a chegar à tua paragem). Quando decides ficar em casa para adiantar trabalho e evitar o barulho das obras e ... eis que estão a alcatroar a tua rua criando uma espécie de terramoto de grande magnitude. (A sério, só podem estar a gozar! As obras perseguem-me!)

segunda-feira, 24 de novembro de 2014

A emigração

Vejo imensos textos e testemunhos de gente que partiu porque teve de ser, porque é a crise, porque em Portugal já não dá e entristece-me que se pinte assim o mundo, de gente que só anda a fugir do mau, que é emigrante saudosista e contrariado... A verdade é que olhando à minha volta vejo que essa não é a realidade da maioria das pessoas que conheço. Claro que elas me dizem que gostariam de poder fazer o mesmo em Portugal se houvesse essa oportunidade, porque é sempre bom ter o sol e a família e a comida ali ao pé de nós, mas a verdade é que elas poderiam ter trabalho no nosso cantinho à beira-mar plantado. Sim, não seria o mesmo, se calhar não iria ser tão entusiasmante, mas seria um trabalho na área pela qual se interessam, teria perspectivas de carreira diferentes mas permitiria viver bem e ir todos os fins de semana a casa dos pais ou beber uma mini na marginal. A maior parte das pessoas que conheço (repito, que eu conheço!) não partiu por necessidade, partiu por ambição, por vontade de conhecer mais, fazer mais, ser mais. Eu própria saí do país porque procurava o que Portugal não me podia dar e não tenho qualquer ressentimento nem mágoa em relação a isso (às vezes bate-me a nostalgia, mas logo passa), até porque sabia as regras do jogo no momento em que defini os meus sonhos. Não sou melhor nem pior por isso, apenas diferente. Acho que é importante separar os vários tipos de emigração e não pôr tudo no mesmo saco de "este país está a expulsar os jovens". Sim, há quem saia porque não tem outra hipótese, e sim, Portugal atravessa momentos complicados, mas há muita gente que sai porque assim o quer, porque procura mais, tem sede de mais. Além disso, lamento que assim seja, mas nem todos os sítios podem oferecer os mesmos sonhos. Se eu quiser ser actriz de Hollywood se calhar o melhor que tenho a fazer é ir para os Estados Unidos. Ou se quiser ser astronauta da NASA. Não há nada de errado em querer alcançar os nossos sonhos e sentirmo-nos realizados com o que fazemos, mas é preciso perceber que isso nem sempre pode acontecer à porta da casa onde vivemos desde sempre. E aos meus amigos que se queixam de não poderem voltar ao país que os viu crescer... vocês são uns privilegiados, pá, o que vos move não é a necessidade mas sim a ambição, e não é preciso pedir desculpa por isso. Só não me venham com histórias, sim?

Estou a precisar de uma musiquinha dos Wham...

Apesar de ter já os cartões preparados e a maior parte dos presentes comprados, este ano ainda não senti que fosse Natal. Mesmo depois de ter passado um dia inteiro num mercado de Natal, com música de Natal, luzes de Natal e tudo-o-que-possam-imaginar-de-Natal.Caramba, como é que já estamos em Dezembro? Quando é que isto aconteceu mesmo?

terça-feira, 18 de novembro de 2014

Neighbourhood

A minha cidade pode não ter nada para visitar (uma catedral e um museu não contam, pois não?), pode não ser a mais bonita (que não é), e até podem dizer que tem demasiada gente estranha (como já ouvi), mas eu gosto dela. Tem tudo o que eu possa precisar, walking distance da minha casa, incluindo dois parques fantásticos, uma IKEA e várias outras lojas (falta aqui uma maior presença da Inditex de que o meu lado tuga sente falta). Mas o que eu gosto mais é do meu bairro (quando é que a palavra bairro passou a ter uma conotação negativa? para mim será sempre aquele conjunto de ruas que formam a nossa vizinhança, mas adiante). Tem vários estudantes, sim, mas tem muitos residentes "normais", o supermercado do bairro, a padaria, a florista, uma casa de chá, 2 ou 3 pubs, o melhor restaurante indiano de sempre, uma biblioteca e uma adorável escola primária de onde eu adoro ver sair os miúdos ao fim da tarde quando chego de autocarro. Tem actividades ao fim de semana e um espírito de comunidade incrível e eu não percebo como raio esta cidade pode ser vítima de bullying por parte de vários ingleses, que cá para mim não gostam de demasiados sítios por esta ilha fora (não somos só nós!). Esta cidade que me foi emprestada por pouco tempo pode não ser a mais bonita, mas eu gosto disto por cá.

domingo, 16 de novembro de 2014

Há mundo lá fora! wohoo

Acordei finalmente de um exílio sem fim, onde tive de preparar um relatório enorme que me deixou a pensar que os dias não eram nada mais do que levantar-escrever-comer de vez em quando-escrever-dormir-voltar a acordar. E estou cansada, bolas. E só por isso amanhã é dia folga, que eu mereço.