terça-feira, 1 de julho de 2014

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Lisboa é a minha casa mas a casa já não é minha. Não lhe conheço o armário das chávenas que se usam menos vezes, o novo sítio dos CDs, a organização da despensa. Há uma nova dinâmica da qual já não faço parte porque sou visita e estou sempre de passagem. A cidade em si mudou também. Tem novos sentidos de trânsito, novas lojas, cafés, jardins, e nem a minha rua escapou à passagem do tempo. A vida, afinal, continuou sem mim. Mas continuam a existir mil e um sítios com inúmeras lembranças de um passado que já não é presente e é aí que percebo como Lisboa me magoa quando percorro as suas ruas. Home is where the heart is. Não posso deixar que Lisboa me seja destruída. Home is where the heart is. E eu estou cansada de ser homeless.

1 comentário:

  1. A sensação é bem parecida quando vou à Madeira. Por um lado mal ponho lá os pés parece que nunca saí, mas depois já me sinto um pouco "descontextualizada", a minha vida já não é ali. E depois pesa-me a consciência sentir-me assim, como se tivesse alguma culpa nisso (bem, se calhar até tenho...).

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