terça-feira, 22 de julho de 2014

One way ticket

Estou cansada de one way tickets. Soam super românticos, ao jeito de "vamos sair daqui e conhecer o mundo, partimos amanhã" mas escondem o lado perverso que é estar sempre de partida. Não se podem acumular muitos livros nem comprar mobília especial porque não se sabe como é a vida amanhã. A nossa casa não é bem a nossa casa porque na verdade as coisas mais permanentes têm de ficar na morada que sabemos que não se vai alterar. E vivemos assim, entre casas, entre países. E se gosto de viajar e de mudar, também é verdade que agora queria encontrar o meu caminho, aquele onde não se faz reset mas no qual as coisas têm uma sequência mais ou menos lógica. Por isso daqui a um ano quero ir para a minha casa, a minha casa a sério, onde vou ter um gato e todos os quadros que quero pendurar. Setembro de 2015, mi aguardxi.

sexta-feira, 18 de julho de 2014

Às vezes é chato a nossa vida ser uma série. Porque pior do que ficar "orfã" da história quando a série acaba, é haver uma série verdadeira que nos lembra constantemente da nossa personagem.



quinta-feira, 17 de julho de 2014

Timing is a b*tch

Podia ser um post profundo, que podia. Mas era só para dizer que me chateia ser "pobre" em tempo de saldos e ter de deixar passar óptimos preços em malunfas e sapatos e acessórios de fotografia. Mas muita calma, Agnes Maria, que 2015 também é ano. E 2014 tem mais viagens para riscar da lista, também não nos vamos queixar.

Mais ou menos




You're in my veins (Andrew Belle)
 
 Nothing goes as planned
Everything will break
People say goodbye
In their own special way
All that you rely on
And all that you can fake
Will leave you in the morning
But find you in the day

Oh, you're in my veins
And I cannot get you out
Oh, you're all I taste
At night inside of my mouth
Oh, you run away
'Cause I am not what you found
Oh, you're in my veins
And I cannot get you out

Everything will change
Nothing stays the same
Nobody here's perfect
Oh, but everyone's to blame
Oh, all that you rely on
And all that you can save
Will leave you in the morning
And find you in the day

Oh, you're in my veins
And I cannot get you out
Oh, you're all I taste
At night inside of my mouth
Oh, you run away
'Cause I am not what you found
Oh, you're in my veins
And I cannot get you out

(No, I cannot get you out)
(No, I cannot get you)
(Oh no, I cannot get you out)
(No, I cannot get you)

Everything is dark
It's more than you can take
But you catch a glimpse of sun light
Shining, shining down on your face
Your face
Oh your face

Oh, you're in my veins
And I cannot get you out
Oh, you're all I taste
At night inside of my mouth
Oh, you run away
'Cause I am not what you found
Oh, you're in my veins
And I cannot get you out
(No)

No, I cannot get you out
(Oh, you're in my veins)
No, I cannot get you out
Oh no, I cannot get you

sexta-feira, 11 de julho de 2014

o que é preciso é ter planos

A minha vida tem-se dividido entre dias em que mal tenho tempo para me coçar e outros em que me falta paciência para escrever seja o que for. Nos momentos em que me deixo sonhar acordada só me apetece pensar em destinos de férias para o Natal, a que se segue uma pesquisa na internet para lavar a vista e aquecer a alma. O que é preciso é ter planos.


terça-feira, 1 de julho de 2014

Home

Lisboa é a minha casa mas a casa já não é minha. Não lhe conheço o armário das chávenas que se usam menos vezes, o novo sítio dos CDs, a organização da despensa. Há uma nova dinâmica da qual já não faço parte porque sou visita e estou sempre de passagem. A cidade em si mudou também. Tem novos sentidos de trânsito, novas lojas, cafés, jardins, e nem a minha rua escapou à passagem do tempo. A vida, afinal, continuou sem mim. Mas continuam a existir mil e um sítios com inúmeras lembranças de um passado que já não é presente e é aí que percebo como Lisboa me magoa quando percorro as suas ruas. Home is where the heart is. Não posso deixar que Lisboa me seja destruída. Home is where the heart is. E eu estou cansada de ser homeless.