segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

As praxes

Agora toda a gente fala das praxes e do Meco. E das praxes e do Meco. Não tenho nada a dizer do Meco mas gostava de falar das minhas praxes. Fui praxada numa academia com pouca tradição (nada a ver com Coimbra) mas o meu curso mantinha a sua própria praxe com o objectivo de jogar e conhecer o não muito grande grupo de caloiros que entravam. Tínhamos as nossas canções inofensivas, cantámos serenatas aos turistas e às senhoras do primeiro andar de muitos prédios no Chiado, apanhámos molhas nos repuxos da Expo, andámos ao contrário nas escadas rolantes do metro e tínhamos as melhores coreografias para o repertório musical com que íamos brindando Lisboa, claro. NInguém foi humilhado nem se sentiu melindrado com os jogos que fizémos e cada um só participou no que quis (eu própria confesso aqui que subi as escadas no sentido correcto!). Aliás, os mais velhos faziam tanto ou mais do que nos diziam para fazer e foram dos maiores entusiastas em algumas partes. Se foi fundamental para me sentir integrada? Não. Mas gostei de conhecer veteranos que de outra forma não teria conhecido e gostei de fazer parte da nossa pequenina (ínfima) tradição. Faz-me confusão esta conversa do "proíba-sa já isto das praxes", façam-se regras, mas não acabem a tradição só porque há anormais a quem o "poder" sobe à cabeça a partir do momento em que ganham mais matrículas.

5 comentários:

  1. Só te vou fazer uma pergunta: mas qual poder?
    Que poder tem um fedelho q cheira a leite? :)

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  2. Nice*
    Podíamo-nos seguir uma à outra!?
    Diz-me se me seguires e seguirei de volta (:
    Beijinhos,
    www.flordemaracuja.pt

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  3. Exactamente, daí as aspas. Não tem poder nenhum, alguns infelizmente acham que sim, e o pior é que há muita gente que acredita ;)

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  4. Porque lhe dão motivos pra acreditar! :D beijinhos!

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  5. Mas essas 'divertidas' e que não tê mal nenhum não são praxes, são brincadeiras, jogos, actividades que não só as praxes, mas muitas vezes também as associações de estudantes promovem. A praxe que devia ser erradicada é a ideia de jerico de que doutor é superior a caloiro, daí que caloiro tem de obedecer e baixar a bolinha. Seja o obedecer brincar à apanhada, cantar ou atirar-se da ponte. É o princípio da submissão que está errado, e que eu não conheço nenhuma praxe por mais 'soft' que seja que não o tenha. Infelizmente.

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