quinta-feira, 12 de setembro de 2013

A (des)educação da prole

Estava eu descansada da vida nesse sítio interessante que é o Albert Heijn (para quem não conhece, é uma cadeia de supermercados) quando vinda do nada, e acompanhada de imensos gritos, chega até mim uma adorável criança a empurrar um cestinho com rodas até bater em cheio... nas minhas pernas (as mesmas que apresentam nódoas negras miseráveis de embates cá por casa). A mãe da criança vem direita à criança, a dizer qualquer coisa em holandês do género que isso não se faz (sem nunca falar comigo) e a criança com um ar atarantado sem desviar o olhar da minha pessoa e já a formar lágrimas (bolas, devo ser mesmo feia!). Eu só tive tempo de olhar para a criança durante 2 segundos e decidir desaparecer de cena. Quando achei que a prateleira dos iogurtes não tinha mais nada para me oferecer, olhei de novo e lá estava a criança, a ser consolada pela mãe, que isto de ir contra as pessoas enquanto se corre histericamente nos supermercados é uma coisa cansativa (e sim, ainda me seguiu com o olhar! aí comecei a ficar seriamente preocupada...serei eu, Agnes, o equivalente à bruxa má das histórias holandesas?). Vim-me embora a pensar que não percebo este género de educação. Eu sei que não tenho filhos, certo, mas já não se usa pedir desculpa? E as crianças depois merecem colo e palavras de consolo por terem estado a fazer disparates no minuto anterior? Eu não percebo nada disto, é o que é.

2 comentários:

  1. Os pais Holandeses tem mto q se lhe diga...

    Cumprimentos de uma Portuguesa a viver igualmente na Holanda!

    ResponderEliminar
  2. Isso é uma forma muito estranha de educar... também não compreendo.

    Beijinhos grandes

    ResponderEliminar