quinta-feira, 22 de agosto de 2013

quarta-feira, 21 de agosto de 2013

Carta a um futuro eu

Quando te mudares da Holanda para a próxima paragem vais lembrar-te que nem sempre aqui tiveste momentos bons. Não me interpretes mal, não quero que recordes apenas o lado "mau" da estadia na Holanda mas não quero que um dia olhes para trás, vejas apenas um mar de rosas e dês por ti a pensar como lá é que estavas bem (e não te finjas surpreendida, Agnes, sabes bem que és assim, ao género de uma música do Variações, só estás bem onde não estás). Assim sendo, lembra-te que houve momentos onde duvidaste de ti e do que lá fazias. Lembra-te da estagnação que sentiste lá para o final, da falta de oportunidades que quisesses abraçar sem pensar duas vezes, da vontade que já não tinhas em saltar da cama e agarrar um projecto pelos cornos, com sangue, suor, lágrimas e a garra que precisas de ter para te sentires viva (outros chamarão a isso apenas ser jovem, mas não sei bem em que acreditar). Quero que leias este texto e sintas que, estejas onde estiveres, é porque seguiste a paixão que te fazia falta e essa é a única satisfação que tens de dar a ti própria. No entanto, os 2 anos na Holanda também tiveram muitas coisas boas. Vais ter saudades dos amigos que por lá deixaste e dos outros tantos que partilhaste com o Mundo. Vais ter saudades de sentar o mundo inteiro à mesa do almoço, de seres parte de algo do qual sempre quiseste fazer parte, das oportunidades de conhecer pessoas fantásticas e aprender com elas e com as suas experiências. Vais ter saudades do ritmo lento de viver, de poder ir a todo lado a pé, de bicicleta ou de transportes públicos. Saudades dos mercados, dos ramos de tulipas a 3 euros, da alegria que é ter finalmente um dia de sol após um inverno de chuva e neve. Vais ter saudades de poder comprar um bilhete de comboio sem teres de reservar lugar não importa para onde vás, do OV chipcard, de poder tratar de 1001 assuntos através da internet e até das tralhas de decoração que descobrias no Xenos. Desconfio que terás até saudades daquela sensação de viver num país-cidade, onde pensas que nada é verdadeiramente longe e que te fazia sentir que vivias na Holanda e não na cidade X ou Y, como noutros países.
Quando já não viveres no país da tulipas aceita-o como parte do que um dia foste e que te transformou no que hoje és.

segunda-feira, 19 de agosto de 2013

Qual é o segredo afinal?

O mulherio dos blogs anda maluco com a abertura da Victoria's Secret no aeroporto de Lisboa. Perdoem-me os fãs mas a primeira vez que pus o pé numa loja, em NY, achei uma coisinha assim banal. Ok, algumas coisas giras e tal mas demasiado frenesim para aquilo que era. Achei que se calhar foi por ter ido a uma loja pequenina algures na Grande Maçã e decidi visitar a da Londres, não sei quantos andares, mega labirinto, ... resumindo, muito confuso para mim. Não vi nada que me chamasse a atenção e o que achei engraçado era estupidamente caro para a relação qualidade-preço (não me lembro dos valores nos Estados Unidos, acredito que não seja este exagero europeu, sobretudo em libras!). Saí sem nenhum saco cor de rosa e bastante frustrada com a experiência. Na minha viagem de regresso à Holanda passei pela famosa loja do aeroporto. Agnes Maria é doida por bolsinhas, de qualquer tamanho e com qualquer funcionalidade, não interessa. Por isso ia decidida a comprar uma bolsinha às riscas, em tons de rosa, o super cliché da loja. Pois que um simples nécessaire custava 60 euros! 60 euros, senhores, uma bolsa de plástico. Mas porquê? Por dizer Victoria's Secret? Eu até sou pessoa de pagar valores parvos por coisas que nem valem a pena, só porque acho giro e me apetece, pronto, mas 60 euros por uma bolsinha de plástico de uma loja de roupa interior parece-me um bocado gozar com a minha cara. Assim como assim, a minha carteira agradece, vou mas é amealhar para a minha Michael Kors!

Coisas que se me ocorrem *

Não deixa de me parecer curioso que uma moça não possa sonhar com uma mala Chanel mas que o rapaz entrevistado pela Judite já possa usar o seu dinheiro como bem quiser. Eu às segundas-feiras fico assim com mau feitio, amanhã já passa.

* expressão mai linda

domingo, 18 de agosto de 2013

Entre férias

Voltei, mas já me vou embora outra vez no próximo fim de semana (ahhh!). E que bem que me souberam estes dias desligada do mundo. Sem email, sem blog, sem nada. Só a praia. Muuuuita praia. Aliás, se eu fosse à praia mais do que uns miseráveis 4 ou 5 dias por ano virava Agnes Djaló (sem ressentimentos, Lucy, ok?), dada a facilidade com que ganho uma corzinha. Agora eu sou é branca como a cal, por isso o meu bronze p'ra lá de espectacular é apenas um tom saudável para o resto da população. Uma infelicidade, portanto. E agora vou ver se a roupa se lava e passa sozinha, pelo menos vou olhar com bastante intensidade para ela, nunca se sabe...

quarta-feira, 7 de agosto de 2013

Em contagem decrescente para o Verão a sério

Pois que o Verão por estas bandas deve estar a dar as últimas. Já houve trovoada, hoje chuva e céu cinzento, a Holanda em todo o seu esplendor climatérico. Mas isso não me importa. Porque hoje é o dia da semana em que abre o check in online e isso significa que a minha viagem para Portugal está quase quase a chegar.

terça-feira, 6 de agosto de 2013

Ahhh, viajar no tempo

Tentar entrar no site pessoal da minha universidade para tirar uns dados. Escrever 500 mil tentativas de password até encontrar a certa (sei lá há quanto tempo não vinha aqui!). Constatar uma vez mais como estou horrível naquela fotografia de passe que tenho no canto superior direito da página. Abrir a página com as notas e perceber como as mais altas, tirando uma ou duas honrosas excepções, surpreendentemente não são às cadeiras nas quais eu mais sabia! Coisas engraçadas daquela faculdade. Ver como até aprendi umas coisinhas com uns professores. Lembrar que rezei várias preces colectivas a Deus e todos os santos que conhecíamos. Fazer a última pesquisa e fazer logout. Às vezes tenho saudades daquilo. Mas não digam a ninguém.

sábado, 3 de agosto de 2013

Post cor de rosa

Se há literatura cultural que aprecio são as revistas cor de rosa no cabeleireiro e na manicure. Então se meterem príncipes e princesas vejo tudo com atenção (sou uma expert em casas reais europeias! é só perguntarem!). Nestes textos sempre interessantes intriga-me a atribuição da Kate à "classe média". Os pais da moça são milionários, onde é que isso entra na "classe média"? "Média" onde? Eu percebo que é para mostrarem que é plebeia e tal e coiso, mas não lhe chamem classe média, 'tá? Então e a Letícia e a Mary (Dinamarca), que tinham um emprego igual ao dos comuns mortais? Ah, espera, se calhar eram pobrezinhas, ahah.

sexta-feira, 2 de agosto de 2013

1 semana

Estou em contagem descrescente para o pé na areia e o mar do Algarve. E para dar outro ânimo aos próximos dias aqui fica o Zeca Afonso e a praia da minha adolescência.


quinta-feira, 1 de agosto de 2013

Viver na Holanda é #5

Ter os filhos dos vizinhos a tomar banho no canal em frente de casa. Só ainda não percebi se têm sido sempre os mesmos durante estes dias de calor, o que provaria que tinham sobrevivido ao primeiro mergulho...

Ainda me disseram que esta zona é melhor, porque é o rio e não o canal e por isso a água corre e é menos sujo e blablabla. Não acreditem! Pela vossa saúde não nadem num canal, olhem que de vez em quando passa aqui um barco a tirar lixo do fundo e saem coisas verdadeiramente incríveis... (além de que a água é castanha... a sério, qual é a vontade de mergulhar em água castanha?)