segunda-feira, 15 de julho de 2013

Coisas que me apoquentam

Hoje a deambular pelo Facebook dei-me conta da quantidade de lojas que existem por lá. Não digo lojas normais que têm página no Facebook, digo aquelas lojas que já toda a viu (ó vá lá!) que vendem bijuteria, roupa, coisinhas de bebé, de tudo um pouco. E nunca está o preço euros, está sempre em estrelas, borboletas e outros eufemismos. Mas... e estas lojas passam factura? Não estou a criticar, é uma coisa que eu gostava mesmo de saber! Porque se não passam, não estaremos nós a fomentar a economia paralela? Isto lembra-me o apelo que circulou na internet o Natal passado e que dizia para comprarmos as prendas de Natal à vizinha que fazia ponto de cruz ou à amiga que tinha bolos, e, obviamente, não há nada de errado em promover o comércio tradicional mas fico sempre a pensar se comprar a particulares não é estar a contribuir para uma economia paralela, o que não é nada desejável... (ou se calhar estou a ser super fundamentalista).

3 comentários:

  1. Também já pensei sobre isso :P! Além disso, irrita-me tanto darem outros nomes ao euro :P

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  2. O Banco de Tempo também deve ser um antro de evasão fiscal...

    Parece é que sem estas formas alternativas de existência um conjunto de pequenas atividades - e portanto com criação de riqueza - nunca chegariam a acontecer. O canalizador pode fazer uma pequena reparação, ao mesmo tempo que a sua filha tem uma explicação de matemática.

    Li há tempos que a grande distribuição desviou das pequenas localidades muitos recursos - diminuiu o apelo aos produtores locais e os lucros do comércio foram transferidos das mãos de gente da terra para outras paragens "anónimas". Estas considerações diziam respeito ao caso americano mas suponho que é uma realidade mais geral. Aliás é revoltante ver o aprivisionamento da fruta na grande distribuição: maçãs da Argentina? Serão oferecidas? Beneficiarão de dumping?

    As moedas alternativas podem ajudar a contornar a crise, espelhando os pequenos negócios à margem do sistema: http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2012/04/120416_grecia_cidade_dg.shtml.

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  3. Fábio, de acordo, há coisas que se trocam e sempre se trocarão, também faz parte de ser e estar em sociedade, sobretudo através do voluntariado onde eu posso doar o meu tempo e o meu conhecimento a alguém que dele precise. O que as trocas não podem ser é a base da economia, já não estamos na idade média e não vou comprar o meu carro ou a minha casa (apenas dois exemplos) com as maçãs que recebi da vizinha, certo? Acho muito bem que se comprem a pequenos comerciantes, compro imensas coisas em lojas do chamado "comércio local" mas são negócios mesmo, estou a ajudar a economia e isso também faz avançar o país.

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