segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Até breve, Portugal



"Soube a definição na minha infância.
Mas o tempo apagou
As linhas que no mapa da memória
A mestra palmatória
Desenhou.

Hoje sei apenas gostar
Duma nesga de terra
Debruada de mar."


(Miguel Torga)

domingo, 26 de fevereiro de 2012

Almost there

O fim de semana está no fim e só agora me sentei. Está tudo seleccionado, sendo que 90% da tralha já foi devidamente emalada (verbo bonito que acabei de inventar - não confundir com imolada...) e os outros 10% estão à espera de alguma intervenção divina de multiplicação do espaço. É muito difícil separar-me das coisas, ainda que daqui a uns tempos elas se vão juntar a mim! Dou por mim sempre a pensar "e se estes sapatos me derem jeito?" ou "será que vou ter calor?" (sendo que esta última pergunta era claramente uma piada). Só sei que era menina para viajar aí com umas 4 malas, sem problemas (ok, talvez esteja a exagerar um bocadinho). Amanhã vou carpir as mágoas por aí e levar comigo todo o sol e calor que conseguir juntar na bagagem. Sim, porque aqui é Primavera mas lá não! Como uma imagem vale mais que mil palavras, deixo-vos o meu desgosto actual (eu sei que não está mal de todo para o que já esteve este Inverno, mas custa-me deixar o tempo ameno, pronto).


sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

O drama, o horror

Como eu gostava de fazer as malas


Como me está a parecer que vai ser realmente (a avaliar pela tralha que já tenho em cima da cama)

Heresias

Eu gosto mais de um café tomado na pastelaria aqui do bairro do que um café da Nespresso. E sim, tenho uma máquina e tudo (tomo bastantes cafés em casa) mas uma bica num café sabe-me pela vida (tanto que já andei a considerar comprar uma máquina da Delta na esperança de tirar cafés como os que bebo na rua). Sou muito pouco "féchon", eu. E uma herege nesta coisa da apreciação do café.

My Zara wishlist (ou de como eu ando realmente com muito tempo livre...)

Adoro imensos blazers desta colecção. Não vou comprar todos, claro. Aliás, se calhar nem compro nenhum, mas estes são os que me conquistaram o coração (isto para dar um tom melodramático à coisa):


Nos vestidos estou muito desiludida com a Zara... é tudo assimétrico, ou com rendas nas costas, ou transparências...bah. Não pode haver um vestidinho/saia normal para eu vestir no trabalho quando chegar a Primavera (portanto, no calendário do meu futuro país, lá para Junho)? Posto isto, quero investigar estes dois ao vivo:


Já decidi que quero arranjar umas calças brancas, sendo que as calças floridas do post desta semana são um devaneio meu que ainda não resolvi. Já os calções, estão em estudo. Muito giros, mas eu não uso calções no dia a dia, portanto estariam reservados para o fim de semana e mesmo aí, não sei. Por isso, lá está, mais um devaneio.


Por fim, as carteiras. Ando com ideias de uma carteira amarela (podia-me dar para pior).

Veremos. Sapatos...gosto de imensos, mas sejamos francos, aquilo é tudo altíssimo para mim. Eu sou uma pessoa que anda muito a pé, corro o risco de me matar dali abaixo, e a queda não era nada pequena. Mas é pena, isso é, porque são muito giros. E pronto, agora que já tive o meu momento fútil do dia, vou masé fazer a mala, que ela não se faz sozinha e não falta assim tanto tempo como isso.

As pequenas mudanças da vida

Tornei-me numa pessoa que usa um pincel para aplicar a base em vez da tradicional esponja. Estou tão crescida!

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

A questão que se impõe

Será que são too much?
Surpreendentemente achei-as muito giras. Só não experimentei porque tive medo de me ficarem bem e ter a tentação de as trazer comigo sem depois ter ocasião de as vestir (ahah). Acho que vão para a minha wishlist e logo se vê. Agora sou uma moça ponderada (cof cof).

O lado bom da vida está mesmo aqui...ao lado

Se há coisa que eu gosto é de andar a pé, e com dias como o de hoje dá-me ainda mais gozo passear por Lisboa. Por isso, aproveitei um compromisso que tinha por aqueles lados e no regresso a casa vim pelo caminho mais longo, à beira-rio. Realmente, damos muito pouco valor a estas pequenas coisas e quem perde somo nós.

The Final Countdown #1

É ter a mãe a fazer os pratos que mais gostamos numa sequência gastronómica até ao dia do embarque.

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Desconcertante

Faz-me bastante impressão ver pessoas a quem a vida levou a melhor. Sei de vários casos. Não falo de quem perdeu o emprego por causa da actual situação económica ou de quem teve um problema de saúde que não pode resolver, não. Falo de pessoas que podiam ter tido tudo e passam dificuldades, pessoas para quem olhamos e pensamos "mas como é que se chega aqui tendo tantas qualidades?". E isso desconcerta-me.

Enough is enough

Li hoje várias opiniões acerca do funcionamento da blogosfera e da busca pela fama no ciberespaço (ou fora dele). E se é verdade que anda muita gente louca por aí, também me parece redutor o rótulo de "inveja" a todo e qualquer comentário "contra" o que é dito/feito/mostrado nos blogs mais atacados. Os ataques lançados na sombra do anonimato (e este ódio aos "anónimos" é outra questão que me faz espécie, afinal...mesmo tendo um nick ligado a um blog, não somos quase todos anónimos?) não significam que a pessoa tenha inveja da outra. Porque haveria de ser? Psicologia one-oh-one? Claro que em muitos casos é evidente que quem critica também queria ter a mesma fama, as mesmas prendas, os mesmos convites, mas englobar todas as críticas numa capa de "só estás contra porque não tens o mesmo", parece-me, sinceramente, uma defesa um bocado infantil do género "o ar é de todos" ou o sempre actual "quem diz é quem é". E não, não acho bem todo este circo blogosférico, e acho que cada um se devia preocupar com a sua vidinha. Não gostam dos blogues, não visitam. Estão chateados com a vida e querem chatear alguém? Vão correr, que faz bem ao coração e ainda ficam em forma para o Verão (rima, e é bem verdade).

Das desilusões

Odeio ter de pedir alguma coisa a alguém. Nestas coisas, sou muito diferente das muitas pessoas com quem me vou cruzando: é que se me pedem alguma coisa não têm de o fazer duas vezes, muitas vezes nem têm mesmo que pedir, que eu percebo, e ajudo. Mas quando calha precisar que alguém me faça um favor, sinto sempre que sou "esquecida" entre os afazeres do dia-a-dia, ao ponto de eu ter de lembrar "olha, e aquilo que te perguntei ontem?". E há muito poucas coisas que eu deteste mais do que pedir...duas vezes.

terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

domingo, 19 de fevereiro de 2012

Black and White

Para quando eu for "grande".

(Oscar de la Renta)

(Valentino)


(Milly - ok, não é black and white...)


Tudo no Net-a-Porter, se estiverem interessados. Ou se se sentirem generosos, claro.

sábado, 18 de fevereiro de 2012

O meu lado hippie

Felizmente não partilho a loucura blogosférica pelas peças da Bimba y Lola (felizmente porque é menos um sítio onde equacionar as futuras compras, claro, já na Uterque era menina para trazer metade da loja, o que é capaz de não ser boa ideia...) mas adoro esta bijuteria! Faço anos daqui a 4 meses, podem começar a tirar umas ideias (just saying).

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

A fama

Há vários aspectos na fama que me fazem espécie. O primeiro é o ar de diva que muitas pessoas conhecidas têm, como se tivessem mais direitos por serem cantores, apresentadores de televisão, actores ou autores de blogs famosos. Não suporto quando sacam do "mas não sabe quem eu sou?" (sim, sim, been there...). Não tenho pachorra. Mas sobretudo, irrita-me a subserviência que alguns têm para com estas pessoas. Aliás, ainda hoje tive a oportunidade de assistir a isso mesmo quando uma administrativa de um serviço, nada sorridente ou simpática para o comum dos mortais, se desfez em sorrisos e indicações a uma cara conhecida de todas as pessoas aqui em Portugal. E eu pergunto...porquê esta diferença de tratamento? Por que é que perante um "famoso" toda a gente parece disponível e prestável mas perante os restantes clientes que, sejamos francos, são quem justifica o emprego que têm a conversa é outra? Juro que não compreendo e sinceramente tenho algum nojo. Sim, acho que nojo é mesmo a palavra.

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Prioridades

Pois que eu adoro ver o "So you think you can dance", mas confesso que para além das coreografias o que me chama mesmo a atenção é a ausência total de celulite nas pernas das bailarinas. Isso e os músculos impressionantes nas costas, que bem falta me faziam. Aaaai, a inveja é uma coisa feia.

Está quase

Não fosse estar em casa embrulhada numa manta com uma impressão terrível na garganta (olha, rima e tudo) e sentir-me-ia uma super mulher de negócios dado o número de assuntos de que tratei hoje. Desde a ordem de pagamento dos seguros, à papelada da casa, aos 500 emails que troquei hoje...está (quase) tudo finalmente tratado! Quando olho para as contas assusto-me. O dinheiro que me vai sair do bolso este mês é suficiente para me afastar de qualquer loja onde tenha vontade de comprar (e olhem que tenho), por isso vou ter de me portar bem durante uns tempos.

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

A viagem de 2012

Não será para já, mas se houve coisa que decidi no início de 2012 é que este há-de ser o ano em que vou a NY. E sim, já tenho o guia, já pensei nas lojas a que quero ir (eu, consumista, me confesso) e já escolhi os dias de férias que hei-de tirar para rumar às Américas. Gosto de fazer planos.


terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Sou muito estúpida, é um facto

Às vezes (muitas vezes) gostava de não me chatear com aquilo que as pessoas me dizem e fazem. Porque se posso ter errado, não gosto quando tento emendar a situação e só recebo palavras amargas e uma intransigência incrível. Eu devia-me lembrar da quantidade de vezes que já estive do outro lado e ninguém se preocupou comigo, mas não, eu tenho esta mania de me sentir terrivelmente culpada quando alguém fica sentido com algo que eu fiz ou deixei de fazer, tenha mais ou menos razão. E hoje, perante isto, não posso deixar de me interrogar se é uma coisa assim tão grave que não possa ser olhada através de outro prisma. Mais, interrogo-me por que é que eu sou capaz de perdoar os outros mas não me consigo perdoar a mim. E sobretudo, por que é que os outros nunca perdem uma oportunidade de intensificar ainda mais essa minha culpa.

Quero

Descobri estes charms há algum tempo mas só hoje fui ver a "montra" online. E agora apetece-me ter um de cada.

Acho super cute. Pronto, sou uma pirosona.

O dia dos namorados

Nunca fui pessoa de gostar desta data, se calhar foi mesmo uma coisa que me ficou do meu "trauma" de infância, who knows. A verdade é que desde que tenho uma relação assim estável nunca comemorei este dia. Não ligamos. Nunca fomos jantar fora, nem trocámos prendas, nem nada. Contudo, temos a nossa data, e eu gosto que seja só nossa e não de toda a gente.

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Adoro



"And now, the end is near;
And so I face the final curtain.
My friend, I'll say it clear,
I'll state my case, of which I'm certain.

I've lived a life that's full.
I've traveled each and ev'ry highway;
But more, much more than this,
I did it my way.

Regrets, I've had a few;
But then again, too few to mention.
I did what I had to do
And saw it through without exemption.

I planned each charted course;
Each careful step along the byway,
But more, much more than this,
I did it my way.

Yes, there were times, I'm sure you knew
When I bit off more than I could chew.
But through it all, when there was doubt,
I ate it up and spit it out.
I faced it all and I stood tall;
And did it my way.

I've loved, I've laughed and cried.
I've had my fill; my share of losing.
And now, as tears subside,
I find it all so amusing.

To think I did all that;
And may I say - not in a shy way,
"No, oh no not me,
I did it my way".

For what is a man, what has he got?
If not himself, then he has naught.
To say the things he truly feels;
And not the words of one who kneels.
The record shows I took the blows -
And did it my way!"

domingo, 12 de fevereiro de 2012

One way ticket to the future

Isto de clicar no "reserve já" para comprar um bilhete só de ida é coisa para me mexer com as emoções. Nunca tinha comprado um bilhete sem uma data de regresso e é algo que me faz pensar como tudo isto está a deixar de ser um plano e a tornar-se bastante real. E é nesta altura que começo a pensar (revirar, é mais o termo) em todas as coisas que fui decidindo neste processo..."fiz bem?", "devia ter escolhido X em vez de Y?", "será que devo gastar tanto com a casa? não deveria tentar poupar mais?" e um sem fim de questões que me conseguem passar pela cabeça em milisegundos (se houvesse um prémio para isso, era meu). Então a nível financeiro, a quantidade de contas que já fiz é impressionante. Sim, que eu vou emigrar pela valorização de currículo, porque não vou ganhar nada de especial face ao custo de vida que vou suportar, mas espero que este sacrifício (que não é sacrifício) valha a pena no final deste contrato. Se tenho medo do que vou encontrar? Não é bem medo, é mais ansiedade e expectativa. Mas não digam a ninguém que eu mostro sempre este ar de forte.

sábado, 11 de fevereiro de 2012

Habemus casa

Já cheguei, já descongelei (pessoas, aqui está imenso calor, vão por mim) e desfiz a mala. Cumpri o meu objectivo para esta viagem, que era o de arranjar uma casa, portanto, parabéns a mim pela luta que foram estes 3 dias (iei!). Como não tem disponibilidade imediata, vou ter de arranjar uma coisa provisória para não morar debaixo da ponte durante algumas semanas (não era simpático, ainda para mais com este frio) mas a casa "definitiva" é tão gira que vale a pena. É uma coisa mais ou menos assim, por fora,


mas por dentro foi toda remodelada, portanto está giríssima. Se me vierem dizer "ah, mas viver ao pé do canal é horrível porque cheira mal e há imensos mosquitos" eu mordo, ok? Estou muito contente com a minha casinha de bonecas. Agora, fingers crossed para tudo o que ainda me falta fazer. Se me vejo daqui a um mês e meio nem acredito que é verdade.

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Packing


Eu vou mas volto já, já. Vou fazer o test drive do frio (metade da minha mala são as galochas para ver se não me espalho na neve ou gelo que vou encontrar) e tratar do aluguer da casa, que não está bom tempo para ficar debaixo da ponte.
Wish me luck!

Para mim não faz sentido

que segundo o acordo ortográfico sector se escreva setor, mas adoptar tenha duas grafias, com e sem p (coisa que eu aprendi no Bom Português da RTP, hoje de manhã). Isto se calhar tem uma explicação científica qualquer que eu desconheço (não fui pesquisar), mas assim à primeira vista a explicação simplista do "não se diz, não se escreve" não me convence.

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Coisas que se pensam quando não se tem sono

Vi há tempos na Oprah a melhor definição de perdão que me lembro: "Forgiveness is giving up the hope that the past could have been any different." Assim, simples e tão verdade. E agora que penso nisso, acho que já deixei mesmo de ter esperança que o passado pudesse ter sido diferente.

domingo, 5 de fevereiro de 2012

O lado bom da vida

É realmente um privilégio poder almoçar numa esplanada no início do mês de Fevereiro. Quando cheguei, os senhores do restaurante ainda me disseram "ah, mas pode levantar-se vento, veja lá se quer mesmo comer aqui fora". Claro que quero. Frio? Não, está-se muito bem ao sol. O dia está lindo, posso estar aqui fora sem casaco e vou morar para um sítio onde estão vários graus negativos, claro que quero aproveitar ao máximo o meu tempo de esplanada. E que bem que me soube a fotossíntese!

(imagem daqui)

sábado, 4 de fevereiro de 2012

Compras

Apesar de já só ter olhos para as novas colecções (onde me apetece comprar imensas coisas, infelizmente), dei por mim a passear pelos saldos da Oysho. A verdade é que encontrei dois calções e duas calças de pijama com cores super alegres como eu gosto, tudo a metade do preço! Nunca eu pensei que ainda houvesse o meu número! (E sim, são estas pequenas coisas que me vão dando ânimo, no fundo até sou uma pessoa fácil de agradar.)

Agora, vou iniciar a minha pesquisa de roupa de desporto. Sim, que eu vou passar a fazer desporto com frio na rua, preciso de me preparar adequadamente (isso, e porque roupa gira também me incentiva à prática desportiva, confesso. Quem diz a verdade, não merece castigo!)

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Eu gostava mesmo de saber

por que é que sempre que a minha vida passa pela Europa Central surge sempre uma das seguintes situações

a) o maior nevão dos últimos 236 anos
b) as temperaturas mais baixas de que há registo
c) chuvas, dilúvios e derivados
d) qualquer alteração climática que seja "a mais qualquer coisa" num período variável de tempo

Se calhar é perseguição (sim, que o tempo está obviamente muito atento aos meus movimentos pelo continente)...