segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Decisions, decisions

Pois bem, continuo na minha saga imobiliária além-fronteiras. Já revirei sites de agências, já contactei particulares, já vi casas mobiladas, casas sem mobília, já fiz uma simulação no site da IKEA com os artigos essenciais para "construir" uma casa praticamente do zero, fiz e refiz contas, mas a única coisa que não considerei mesmo a sério foi partilhar a casa. Gosto de ter o meu canto, o meu momento de paz quando chego do trabalho, as minhas regras, a minha privacidade. Porém, hoje essa questão assaltou-me. E se em vez de comprometer uma grande percentagem do meu ordenado na habitação eu reduzisse a conta através da partilha de casa (sendo que existem algumas pessoas que conheço mais ou menos e que estariam interessadas nesta modalidade)? A redução pode ser mais ou menos significativa, mas será que compensa o resto? E quando eu (ou a outra pessoa) tivesse visitas por vários dias? Ou se fosse organizada uma festa lá em casa num dia em que eu só quisesse dormir? Sim, eu penso nestas coisas. Ao mesmo tempo, se os dois lados da equação mantivessem um "low profile" se calhar até se poderia tornar uma experiência engraçada. Até porque são mais os dias que não vou ter pessoas a visitar-me e que não vão existir festas do que os restantes. Mas depois temos as questões das limpezas e afins. Eu sou um bocado "paranóica" com isso, gosto das coisas arrumadas, certinhas, limpas (sou uma seca, ahahah), será que isso implica que serei uma péssima candidata para partilhar a casa com alguém?
As minhas ideias estão feitas num novelo, já se notou, não foi?

7 comentários:

  1. Acho que pode ser uma ideia a considerar. E uma vez lá em campo será mais fácil procurar a casa que tanto queres. :)

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  2. Notou!!:D Mas do pouco do que revelaste, partilhar espaço não é a tua praia. Só se for uma coisa provisória. (Eu cheguei a fazê-lo por uns meses até ter um canto só meu) É a minha opinião:)

    **

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  3. Joana: pois, não vou pôr de parte totalmente, dá sempre jeito ter tudo em aberto. E sim, eu tirei uns dias para ir lá procurar casa, ao vivo e a cores, que nunca é a mesma coisa que tratar das coisas a partir de Portugal.
    Papoila: eu tenho realmente medo de não me adaptar a viver com alguém muito diferente de mim. O apelativo seria pagar muito menos de renda, porque eu vou ser uma pessoa a viver de uma bolsa o que é o mesmo que dizer que vou emigrar mas não vou receber nada de mais e também pesa por aí :P Mas vamos lá ver. Obrigada ;)

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  4. Concordo que ter um encargo enorme com a casa pode limitar muito!
    A partilha pode ser complicada.. só se for com alguém que te dês muito bem!

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  5. Tem que se ter sorte com quem se encontra. Mesmo. Mas implica necessariamente estares com espírito de abertura, partilha e diálogo porque de todas as maneiras será sempre uma vida a dois (se fôr apenas mais uma pessoa). Digo-te que, na maior parte das vezes nem há outra solução senão partilhar (para mim é impossível fazer face aos custos de viver sózinha e sê-lo-á por muito tempo suponho). Mas se conseguires encontrar uma pessoa fixe e se se entenderem, a sensação é brutal, é de irmandade - muito gratificante. Mas eu sei que a ideia de partilhar nunca é fácil (para mim também não foi)

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  6. E já agora, se não é indiscrição, para onde vais tu? Já tens trabalho em vista ou vais estudar ou vais à aventura? :)

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  7. AnaLu: muito obrigada pela partilha da tua experiência ;) Eu já tenho trabalho, sim. Vou para Leiden, aí na Holanda. Andei à procura do teu email para te contar, mas não encontrei, por isso coloquei aqui. Beijinhos!

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