terça-feira, 29 de novembro de 2011

O fim do primeiro acto

Hoje pegaram no meu alento, rasgaram-no em pedacinhos pequeninos e atiraram-no com desprezo, como se me dissessem "estás a ver? acreditar para quê?". Eu ainda estive aqui um bocado a olhar para o cursor, à procura daquela palavra que descreve o que estou a sentir, mas depois descobri que ... não sinto nada, estou apenas entorpecida.

Ahhh, o bom humor

Há certos anúncios que deviam ser vistos over and over pelas pessoas que os fizeram. Para perceberem como se tornam irritantes ao fim de 2 ou 3 vezes.

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Há coisas que não valem a pena

Há pessoas com quem não simpatizo pelos valores que praticam, os mesmos que chocam com o que considero serem "boas práticas em sociedade", como aquela coisa a que alguns chamam de moral. Não é que me tenham feito nada a mim, directamente, mas algumas atitudes dão-me volta ao estômago, é mais isso. No entanto, quando essas mesmas pessoas vieram ter comigo para utilizarem o meu trabalho como inspiração para o delas, acabei por aceder. Primeiro pensei "espera lá, por que raio hei-de facilitar a vida a quem leva a sua a subir à custa dos outros?", mas depois reconsiderei. Não gosto desta espécie de "vingança", não me assiste. Se calhar sou parva mas prefiro dormir descansada à noite e sem "más energias".

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Sei que me vou arrepender de escrever isto

Mas hoje dei por mim a pensar que de facto suporto muito melhor o frio do que o calor. Para não tentar o Universo, apresso-me a quantificar este suportar melhor: prefiro um dia na cidade com -2º em vez de 36º (notem a proximidade com os 40º, não vão pensar que eu prefiro usar casacos michelin em vez de um belo top de alças). É só que muito calor incomoda-me, a roupa fica toda colada, e depois de andar 100 m parece que andei a correr a maratona. Calor daquele à séria só mesmo esparramada numa toalha de praia. 

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

à minha maneira (ou um post para corajosos)

Desde que me lembro de ser gente que mantenho caderninhos onde fui escrevendo de tudo um pouco. Primeiro foi o diário, que teve vários volumes, onde relatava pacientemente o meu dia e as minhas observações, provavelmente comuns a 90% dos diários escritos por outras meninas com a mesma idade e que teriam a mesma letra redondinha saída de uma qualquer caneta de cor com cheiro a morango. Depois veio a fase de recolha de citações e poemas de escritores de quem me tornei fã até que eu própria enveredei pelo caminho da poesia (de qualidade muito duvidosa, diga-se). Mais tarde (re)descobri a prosa. Passei a escrever pequenos textos onde falava de quase tudo mas sobretudo das minhas inquietações. Primeiro em papel, depois no computador, permaneceram guardados de olhares indiscretos e foram apenas meus. Um dia surgiu a ideia de criar um blog. Hesitei, mas passado algum tempo decidi avançar e partilhar o meu caderno com o mundo (ou pelo menos com aqueles que falam português). Descobri, no entanto, que partilhar os textos que mantinha na gaveta não era tão fácil assim, mesmo por detrás do anonimato de um nick. Ao mesmo tempo, percebi que só tinha verdadeira inspiração para escrever quando estava triste, o que tornaria este blog (ainda mais) um autêntico muro das lamentações, ali a roçar o deprimente. Por isso, e apesar de muitos textos mais derrotistas escaparem à inquisição (leia-se, ao meu bom senso) e serem lançados num post, este blog tem sido o meu escape às preocupações mais recônditas que vivem nesta cabeça. E dou por mim a falar de trapos, e das pessoas que encontro na rua, e a refilar com o trânsito ou com os senhores do metro. E gosto disso, desta escrita diferente da que mantive até aqui. Gosto de ter este cantinho na blogosfera, por onde muitas vezes nem meia dúzia de pessoas passa, mas que é meu. Longe das polémicas e dos diz-que-disse e intrigas e tudo o mais que assola muitos blogues por aí. Gosto da blogosfera no seu estado mais puro, onde cada um empresta o seu caderno para quem quiser perder 5 minutos do seu dia a ler as considerações alheias. E gosto quando do lado de lá há alguém que diz qualquer coisa, porque é isso que torna a blogosfera mais interessante do que um diário, que não nos responde. E estou mesmo surpreendida por ter 12 pessoas que se registaram ali ao lado para lerem o meu caderno de notas. Bem sei que os que leram até aqui estão agora a abanar a cabeça e pensar "pfff, 12? ridículo", mas para mim é apenas surpreendente. E quase que fico a pensar que lhes devia dar qualquer coisa mais decente para lerem. Os meus cadernos em papel? Continuam a existir. E a ter textos novos, que não publico aqui. Talvez um dia lhes tire o cadeado.


(Uff! isto ficou enorme!)

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Um dia destes ainda peço uma comissão à Carris

Eu sou daquelas pessoas a quem as velhotas perguntam "ó menina, este autocarro passa em Sete Rios?", "onde é paragem do 31?" ou qualquer outra pergunta do género. Mas quem diz velhotas, diz toda e qualquer pessoa que não lê os panfletos da Carris afixados nas paragens com o percurso de cada autocarro e que por mais gente que haja à espera de um qualquer transporte, é a mim que escolhe para perguntar. Sou por isso um íman de pessoas em busca de informação, nada a fazer. Hoje, no entanto, uma velhota continuou a conversa para além da pergunta inicial. Eu não trazia o meu livro habitual, ou o ipod (onde tenho o hábito geek de ouvir vocabulário noutra língua - sim, uma aula em áudio), por isso fiquei ali a falar com a senhora e a pensar como realmente não custa nada ser simpático para outra pessoa. Ainda por cima uma senhora tão querida como aquela.

Frio, mas com estilo

Se há coisa que eu gosto mesmo é de acessórios de inverno. Luvas, cachecóis, gorros, chapéus...tudo! Numa das minhas incursões pelo site da Accessorize, encontrei estes. 





Para terminar, a criança que há em mim adora estes:



Ando mesmo com ideias de comprar uns earmuffs. Giros, baratos (não é propriamente o caso da Accessorize) e que não "apertem" muito a cabeça (sou uma moça muito sensível). Sugestões, é só dizerem!

terça-feira, 22 de novembro de 2011

O mundo está perdido

Então o Berlusconi escreveu umas canções de amor e as mesmas foram lançadas em CD? Muito me contam, muito me contam...

comunicado fashionista (cof cof cof)

Tenho a informar à comunidade blogosférica que por aqui passa (as duas pessoas inteirinhas que lêem as parvoíces que aqui escrevo) que conheci finalmente a Primark! Agora já sou uma blogger a sério (quase, vá)! Pois bem, não saí de lá com grande impressão. Os tecidos não são grande coisa, é tudo muito ao género de feira, mas num espaço fechado. Já sei que pelo preço não se pode pedir muito, mas não achei que tivesse por lá os achados de que tanta gente fala nos blogs. Contudo, e como sou uma pessoa muito "caseira", adorei a secção de pantufas e pijamas e afins! Oh, a maravilha, mesmo!
Não pensem no entanto que saí de lá de mãos a abanar, pois não. Comprei um vestido todo catita, muito ao estilo anos 60, que eu sou uma pessoa cota (ah, perdão, clássica). E claro que trouxe um par de pantufas, ao género UGG (fãs das ditas, perdoem-me a comparação). E prontos, era só mesmo isto. 

domingo, 20 de novembro de 2011

Os "vaipes" que me dão

Gosto de fins de semana assim produtivos! Fiz as compras de supermercado (sempre um bom programinha, hein?), fui à aula de pilates, comi sushi, "investiguei" lojas de decoração e encontrei o que procurava há meses e meses, vi séries, planeei refeições e deitei mãos à obra na organização dos meus sapatos (que retirei das caixas e coloquei numa estante, numa espécie de closet improvisado - cada um tem o closet que pode!).
Agora, a minha to do list envolve uma ida à IKEA comprar duas portas para a minha estante e despachar a quantidade imensa de caixas de cartão que se acumulou cá em casa (inversamente proporcional ao espaço que tenho disponível para as guardar). Eu até tenho pena de deixar as caixas fora, juro que sim. Já escolhi as melhores, para as enfiar em qualquer cantinho que haja por aí, naquela de "ainda podem dar jeito para guardar qualquer coisa", mas todas vai ser mesmo impossível. Hoje estou naqueles dias em que arrumaria este mundo e o outro (ainda vou mas é criar uma empresa de arrumações ao domicílio!), mas a verdade é que enquanto não tiver o móvel novo e já puder distribuir as coisas à vontade só me resta ficar quietinha. Para a semana, e porque já tenho as prendas compradas e a ocupar espaço útil, vou mas montar a árvore de Natal e pronto, fica já tudo arrumado no sítio certo. Natal é quando um homem quiser, não é verdade?

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Eu vou!

(O Lago dos Cisnes - daqui)

Há imenso tempo que não vou a um bailado e já tenho saudades. Para além disso, adoro Tchaikovsky. Está tudo pronto para uma óptima época natalícia!

O que eu gostava mesmo mesmo

é que os meus vizinhos não estivessem aos gritos a esta hora (ou a qualquer hora, diga-se de passagem, que eles não são moços de ter horário fixo para estas coisas). A discutir? Naaaaaaa, eles são é pessoas muito efusivas a jogar playstation (ou wii, ou x-box, ou o raio c'os parta). Mas ao menos são pessoas pacíficas.

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

a caminho do take #2 da vida

Não gosto de não ter um plano. Sou por natureza uma pessoa metódica, que tem to do lists e prazos e metas. Por isso, qualquer compasso de espera e indefinição como o que agora atravesso é um tormento para mim. É certo que arranjo sempre com que me preocupar (é uma óptima skill para arranjar dores de cabeça, se precisarem dicas é só dizer), mas começa a cansar-me. Há dias em que cansa menos, em que é mais fácil manter-me animada e confiante, e depois há dias onde tudo é negro e sem futuro. E nesses dias questiono imensas opções que tomei e desejava corrigir, sinto quase o som de bater no fundo e a esperança a fugir-me das mãos.
Hoje, sinto só a ansiedade. Aquele nervoso miudinho que antecede a entrada em palco numa estreia, a afixação da nota final, ou o primeiro dia...de qualquer coisa. E estou quase a senti-lo, quase a tê-lo na mão, quase, quase a acreditar. Só tenho medo que venha a ser mentira. Como se escrevê-lo desse azar e atraísse o insucesso. Fingers crossed.
Saltei, gritei com a televisão, dei indicações aos jogadores (há uma treinadora de bancada dentro de mim), gritei GOLO! e fiz a festa. Quem diria que o futebol é uma óptima terapia? A mim fez-me mesmo bem para libertar energia.

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Vem ginasticar *

Agora que a nódoa negra que apareceu no meu braço este fim de semana (não sei  bem como) deixou de estar medonha (quase que parecia uma prova de violência doméstica!), decidi finalmente vestir um top e umas calças de desporto e rumar ao ginásio, lugar esse ao qual me tenho baldado nos últimos tempos. Como o rabo e as pernas não ficam tonificados por milagre, tenho que me obrigar a (re)construir este hábito e deixar o sofá. Li algures que se demora 21 dias a criar um novo hábito, pois este é então o dia #1. A ver vamos.


* para os amantes da Rua Sésamo!

domingo, 13 de novembro de 2011

Eu sei que ir ao centro comercial ao domingo à tarde é uma ideia parva, mas como precisava de ir buscar umas coisas, aproveitei. A verdade é que há muito tempo que não via o tal dito centro tão cheio, portanto, e como o Natal se aproxima a passos largos e a tendência deverá ser para piorar, decretei que é o meu último fim de semana numa superfície do género. Se há coisa que odeio é andar a fazer compras com imensa gente à volta, mais as crianças, e os carrinhos, e o pessoal que não só anda a passo de caracol nos corredores como pára onde bem lhe apetece, enfim...pode ser o meu mau humor, mas não tenho paciência. Agora já só volto lá depois da época natalícia (o que é óptimo para a poupança! só vantagens, portanto). Ahhhh, nunca eu tive um Natal tão descansadinho. A única fila que deverei enfrentar é mesmo a do supermercado.

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Ele há coisas...

Não sou muito fã de castanhas (sejam elas como forem), mas ADORO o cheiro a castanhas assadas na rua! Não vos sei explicar, mas cheira a casa.

Coisas que me fazem espécie

Mas onde é que vai tanta gente às 10 horas da manhã para se ver sempre um trânsito descomunal? Será que ninguém começa a trabalhar mais cedo?

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Surpreendentemente...gosto!


(ambas da Mango)


Para desanuviar o espírito filosófico dos últimos dias, e porque preciso mesmo de pensar em temas mais leves e animadores, aqui estão duas das minhas preferências no mundo dos trapos. Nunca diria que gostaria destas saias, mas a verdade é que gosto mesmo! Não sei se me devo preocupar com isso ou não... Estarei a sucumbir ao espírito fashionista? Hmmmm. Tenho que ir à loja e experimentar. Se calhar ainda acabo por detestar as duas!

domingo, 6 de novembro de 2011

Turning points

Acho que são poucas as vezes em que percebemos verdadeiramente como um dado momento vai mudar a nossa vida antes desse momento acontecer. Podemos saber que vai mudar, ou que seguramente não vamos ser os mesmos, mas saber previamente o que vai mudar e conhecer o como dessa mudança não é tão habitual. Contudo, todas as vidas têm algures os seus turning points. O meu há-de chegar (assim espero) na próxima semana e com ele a definição da minha vida a partir do início do próximo ano. Sinto-me como se alguém tivesse lançado um dado cósmico qualquer e ele demorasse uma semana a rolar. Uma semana para saber se sigo pelo caminho A ou pelo caminho B e tudo o que isso representa. I can't wait.

One to go

Umas horinhas de compras e já só me falta uma prenda de Natal! Já sei, sou louca, ainda falta mais de um mês para o Natal e tal e coiso ... não quero saber! Gosto da sensação de dever cumprido, são manias. Agora sim, estou em completo período de contenção orçamental, ao ponto de não conseguir gostar de nada para comprar e oferecer a mim mesma (olha que sorte!). Isto de ter o futuro incerto tem muito que se lhe diga, é o que é.

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

"O Homem não descobre oceanos sem a coragem de perder de vista a costa" - André Gide

(imagem daqui)

Agora a sério

Ainda não se cansaram daquelas "correntes" no Facebook em nome da prevenção do cancro da mama? Acho que já toda a gente tinha chegado à conclusão que não é uma iniciativa muito útil andar com segredinhos parvos, que "não podes dizer aos rapazes". Alguém que me explique, por favor.

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Mau humor

Eu não sei se é defeito meu, mas grande parte das pessoas (as que o comentam, pelo menos) acha que eu pareço muito mais nova do que sou. E se a verdade é que isso é um elogio quando se chega a uma certa idade, não o é seguramente aos 20 e picos! "Não ligues", "Ignora", ou "As pessoas não sabem o que dizem" são conselhos que não me satisfazem minimamente. Eu sei que não me devo chatear com o que alguém comenta ou deixa de comentar, mas parecer que se tem 16 anos quando se tem quase mais 10 não é propriamente um elogio, digo eu. Serei a única pessoa a achar isso? O pior, é que não faço ideia porque insistem em dizer-me que tenho cara de miúda, serão eles que não querem ser velhos? Não me responsabilizo pela próxima resposta (torta) que vou dar a quem me disser isto.

Estou com desejos

de bolo brigadeiro.